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Protesto mobiliza funcionários da Cedae

Em uma tentativa de alertar a população sobre uma possível privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), o Sindicato dos Trabalhadores em Saneamento Básico e Meio Ambiente do Rio de Janeiro e Região (Sintsama-RJ) fez uma manifestação na tarde da última terça-feira, dia 27. O ato começou no Largo do Machado e se estendeu com uma passeata até o Palácio Guanabara, sede do governo do estado.

Em uma tentativa de alertar a população sobre uma possível privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), o Sindicato dos Trabalhadores em Saneamento Básico e Meio Ambiente do Rio de Janeiro e Região (Sintsama-RJ) fez uma manifestação na tarde da última terça-feira, dia 27. O ato começou no Largo do Machado e se estendeu com uma passeata até o Palácio Guanabara, sede do governo do estado.



Além do Sintsama fluminense, participaram do protesto funcionários da companhia e entidades como a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB); o Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ); a Associação dos Empregados de Nível Universitário da Cedae (Aseac); o Sindicato dos Administradores do Estado do Rio de Janeiro (Sinaerj); o Sindicato dos Trabalhadores em Saneamento do Norte e Noroeste Fluminense (Staecnon) e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgoto de Niterói (Stipdaenit).

Durante o ato, com faixas e cartazes, foram distribuídos ainda panfletos esclarecendo à população sobre os prováveis danos que a privatização trará. Havia também um abaixo-assinado, que já foi assinado por 20 mil pessoas, segundo o presidente do Sintsama, Humberto Lemos, que quer atingir a marca de 100 mil assinaturas. Assim que isso acontecer, haverá uma nova manifestação, dessa vez na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), com a entrega desse documento ao presidente da Casa, Jorge Picciani, e aos deputados estaduais.

Entenda o caso - Essa nova possibilidade de privatização da empresa pública surgiu em meados de agosto, proposta pelo governo federal por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Na concessão parcial defendida pela autarquia, haveria a divisão do estado em quatro zonas geográficas, para permitir a distribuição de água, além da coleta e o tratamento de esgoto.
Já a Cedae permaneceria com o tratamento, a captação e o transporte de água às adutoras. Caberá ao Governo do Rio tomar a decisão final. O presidente da estatal, Jorge Briard, já se manifestou por diversas vezes contrário ao modelo de gestão proposto e prepara, inclusive, uma outra proposta que consiste em uma parceira público-privada apenas no esgotamento da Baixada Fluminense e de São Gonçalo.

Além dele, o secretário de Estado da Casa Civil e presidente do Conselho Administrativo da Cedae, Leonardo Espíndola, o governador licenciado Luiz Fernando Pezão e diversos parlamentares também compartilham da mesma visão. Enquanto isso, o concurso previsto para este ano para, pelo menos, 200 vagas nos níveis médio, médio/técnico e superior permanece suspenso.

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