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Casos de Sucesso: estudos da vida toda ajudaram Fernanda na aprovação

Casos de Sucesso: estudos da vida toda ajudaram Fernanda na aprovação

Após ter terminado o curso de Oceanografia e não ter tido êxito no mercado, Fernanda Caputo iniciou sua trajetória em concursos.

A vida nem sempre é do jeito que a gente planeja, não é mesmo? Esse é o caso de Fernanda Paiva Caputo, a instagrammer Fê Caputo, que se formou em Oceanografia e hoje é escrevente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). A servidora iniciou a trajetória em concursos como como uma alternativa já que não conseguiu ter sucesso no mercado de trabalho da área. 
 
Fernanda, que nasceu em São Caetano do Sul e atualmente mora em São Paulo, conta que o motivo que a fez mudar de área e prestar concurso público foi "durante a graduação em Oceanografia, tendo em vista não haver um mercado de trabalho significativo na área, acabaram surgindo algumas oportunidades de concursos públicos".
 
Um outro motivo que fez a servidora prestar concurso foi ver as vantagens da área, já que seu pai é concursado no Metrô de São Paulo. Contudo, antes de iniciar seus trajeto nos concursos, Fernanda chegou a realizar pesquisas de Iniciação Científica e estágio na área Ambiental, mas optou por não seguir na área.
 
 
Fernanda é servidora do TJ-SP

Início foi de muita espera

Fernanda começou a prestar concursos ainda na época em que estava na faculdade, para os cargos de oceanógrafa da Petrobras e, posteriormente, da Marinha. Nesse a jovem ficou conquistou o segundo lugar, porém ainda não havia terminado a graduação.
 
Assim que terminou a faculdade, ela fez outro concurso para o Ministério Público de Minas Gerais, no qual chegou a ser classificadada, mas fora do número de vagas que era somente uma para o polo que havia escolhido.
 
Outra seleção que realizou foi para técnico administrativo de uma universidade federal, para o qual não passou. No entanto, foi para o cargo de escrevente técnico judiciário do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) que Fernanda obteve a 38ª colocação e, consequentemente, a aprovação.
 
Fernanda disse que estudou cerca de quatro meses especificamente para a prova do TJ-SP, mas destacou: "É claro que os estudos da vida inteira auxiliaram nessa aprovação rápida".
 
Ela ainda ressaltou que na época, estava focada para o concurso de auditor fiscal da Receita Federal, mas não havia previsão de abertura para a seleção, e que foi uma amiga que falou sobre o edital para o Tribunal.

Preparação envolveu muitas questões

"Nunca foi um sonho ter um cargo técnico no TJ-SP, foi mais uma necessidade do momento. Mas, hoje, vejo que foi uma excelente oportunidade que me deu a chance de conhecer o judiciário, de onde não quero mais sair", comentou.
 
De acordo com a servidora, o estudo estratégico, fundado na leitura da lei seca e resolução de muitos exercícios foi decisivo para alcançar a aprovação. Ela resolveu mais de 5 mil questões e destacou a importância de conhecer a banca responsável pela seleção. 
 
"A prova de escrevente é realizada pela Vunesp, e percebi que as muitas questões das provas anteriores eram a literalidade do texto de lei e que muitas das questões eram repetidas de outras provas da banca", disse.
 
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Depois de ter terminado o curso de Oceanografia, Fernanda começou a fazer Ciências Contábeis à noite e ajudava a mãe no salão de cabeleireiro aos finais de semana. Apesar das muitas tarefas, ela conseguiu estabelecer uma rotina de estudos para se dedicar ao concurso.
 
"Eu acordava às 6h, ia para a academia para poder ter disposição para estudar. Começava a estudar por volta de 7h30 e ia até 12h. Estudava Direito e parava para o almoço, mas voltada às 14h e ia até 18h. Quando tinha aula na faculdade, levava minha apostila de Legislação e de questões para resolver no horário do intervalo. Eu andava com a apostila de leis para todos os lados, até em almoço de família. Enquanto a família conversava, eu estava lá lendo", contou.

 Fazer exercícios para conhecer a banca

Para as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, Fernanda contou que não estudava, apenas resolvia algumas questões para conhecer o perfil da banca, uma vez que ela teve uma boa base da escola nessas disciplinas. Já para a disciplina de Informática, ela buscava materiais gratuitos na internet para auxiliar os estudos. 
 
Para a disciplina de Atualidades, ela usou o Guia do Estudante de Atualidades e acompanhava as notícias em sites. Além disso, Fernanda reuniu questões de Atualidades da Vunesp para entender como a banca cobrava o assunto. Ela conseguiu gabaritar Português, Matemática e Atualidades; em Informática, ela acertou duas questões de quatro.
 
No entanto, a parte de Legislação era a maior dificuldade da servidora, pois, segundo ela, nunca havia estudado nada daquilo. "Foi onde eu depositei minhas energias, mas a maior parte daquilo tudo eu não entendia. De tanto ler, reler e copiar à mão, acabei decorando boa parte", comenta.
 
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aulão de véspera do concurso tj-sp escrevente
Quando resolvia as questões, Fernanda ia marcando ao lado da lei quais artigos mais recorrentes e, resolvendo as questões, ela percebeu como as bancas cobravam os assuntos, o que direcionou seu estudo para a leitura da disciplina de Legislação de forma mais eficiente.
 
"Antes de resolver os exercícios de Penal, eu achava que precisava decorar as penas dos crimes. Contudo, percebi que raramente isso era cobrado. Por outro lado, percebi que as causas de aumento de pena sempre caíam nas questões. Assim, pude focar nas partes importantes. Eu fiz muitos simulados também", completou a servidora.
 

Preparação também veio acompanhada de sacrifícios

Para se preparar para o concurso, Fernanda disse que abdicou de algumas coisas. Segundo ela, foi preciso diminuir consideravelmente a vida social e somente ia nos eventos em que não havia como cancelar, como almoço em família ou Dia dos Pais com o seu avô. Porém, mesmo assim, ela conta que sempre carregava sua apostila na bolsa, e que teve apoio integral dos seus pais durante o período de preparação.
 
 
Fernanda nas primeiras férias do
TJ, onde conheceu a Europa
Para a servidora, a princípio, foi a estabilidade financeira que teve um peso maior ao ingressar na carreira pública. No entanto, após começar a trabalhar efetivamente, ela percebeu a importância do trabalho que o cargo de escrevente desenvolve.
 
De acordo com Fernanda, o escrevente é responsável por dar o andamento aos processos, de acordo com as decisões do juiz. E, atualmente, ela trabalha em um Juizado Especial Cível, que realiza atendimento ao público, onde o escrevente é responsável por redigir as reclamações das partes bem como informar sobre o andamento do processo.
 
Além disso, a servidora auxilia na elaboração de minutas de despachos, decisões e sentenças. "É muito gratificante ver que quando fazemos um trabalho bem feito isso afeta diretamente a vida do jurisdicionado. Tanto é que resolvi iniciar a faculdade em Direito para poder prosseguir dentro do Judiciário", disse.

Não é fácil. Mas quem falou que seria?

Por fim, pedimos para que Fernanda deixasse uma mensagem para os concurseiros que ainda estão em busca de uma vaga no órgão público. De acordo com ela, não é fácil, e ninguém nunca falou que seria. 
 
"Eu já reprovei em concurso. Talvez você vá reprovar também. Talvez você passe de primeira. Eu já larguei planejamento e já recomecei, mas é a persistência que vai fazer você passar. Não é só a motivação, porque todos nós perdemos a motivação alguma hora. Você não precisa de oito horas líquidas diárias de estudos. Se você tem, ótimo! Aproveite! Se não tem, se esforce!"
 
A jovem completa: "Você pode usar seu horário de almoço, do banheiro ou do ônibus. Instale um vade mecum no celular no lugar do Facebook e vai lendo em qualquer oportunidade. Quanto vale o seu sonho? O quanto você está disposto a pagar por ele? Reclamar não vai te levar para mais perto do seu maior objetivo. Mas saiba que, no final, vai valer muito a pena", finalizou a servidora.

Estude para o concurso TJ-SP para escrevente

Quer ser colega da Fernanda no Tribunal de Justiça de São Paulo? O concurso TJ-SP escrevente está aberto e recebe inscrições até o dia 14 de fevereiro, no site da Vunesp também. São 235 vagas distribuídas pelas diversas Circunscrições Judiciárias das 2ª, 3ª, 5ª, 6ª, 7ª, 8ª, 9ª e 10ª Regiões Administrativas. 
 
Está curioso ou já está se prepando para este concurso? Confira as dicas de estudo que separamos para o candidato a escrevente do TJ-SP a seguir.

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