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Casos de Sucesso: ela venceu 19 mil candidatas e ficou em 1º no ESA

Casos de Sucesso: ela venceu 19 mil candidatas e ficou em 1º no ESA

Confira a história e dicas da primeira colocada no concurso ESA para sargento combatente feminina.

Como um dos mais concorridos concursos da área Militar, a aprovação na seleção do ESA exige muito empenho e dedicação. Se passar dentro do número de vagas não é uma tarefa fácil, imagina então ser aprovado em primeiro lugar? Pode ser difícil, mas não impossível, e esta é a história da Maria Biathriz de Paula, a personagem do nosso "Casos de Sucesso" desta semana.
  
Casos de SucessoMaria Briathriz, de 20 anos, tomou posse no dia 1º de abril, e é atualmente uma militar. A trajetória até este momento exigiu muito foco da candidata, que venceu mais de 19 mil inscritas em sua categoria: a de sargento combatente, ficando em primeiro lugar com a nota de 9,2.
 
A aprovação, inclusive, é para a segunda turma de sargentos combatentes feminina, já que o concurso só começou a admitir mulheres para a área de combatente em 2016. "O concurso ESA foi o que eu mais quis e mais foquei, pois ele exige as matérias que eu queria estudar e gosto de estudar. Além de ser para a instituição que eu queria, que é o Exército Brasileiro", diz.
 
Ela conta que a motivação para a carreira militar veio do desejo de ter uma vida melhor e uma carreira que proporciona a possibilidade de crescer e de ter uma certa "aventura" na vida profissional.
 


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A preparação para o concurso ESA

Maria Biathriz explica que sua preparação para o concurso teve auxílio de cursinho, durante nove meses, porém os estudos começaram antes disso. "Comecei a estudar sozinha em novembro para concorrer ao bolsão deste curso preparatório. Depois comecei no Curso Progressão em janeiro, e a prova do ESA foi em setembro", diz. 
 
Ela conta que estudava diariamente, de segunda a sexta, durante praticamente todo o dia. "Estudava de 8h às 22h, parando  para as refeições e algumas poucas pausas de descanso. Aos sábados fazia um estudo mais reduzido e aos domingos, geralmente, tirava uma folga dos estudos", afirma.
 
A prova do ESA cobra cinco matérias (Matemática, Português, História, Geografia e Redação). A jovem explica que, assim, dividiu as matérias pelos dias da semana. "Sempre estudava pelas apostilas da banca e pelo material que os professores do curso traziam", diz.

Os desafios pessoais e de estudos

Para Maria Biathriz, as maiores dificuldades pessoais foram relativas a questão financeira. "Venho de uma família humilde e não teria condições de só estudar se não fosse o apoio dos meus pais. Tive a oportunidade de só me dedicar ao concurso este ano. Com o apoio deles, tive que me empenhar tanto na preparação, quanto na questão financeira para me manter. Pois estudava em biblioteca e precisa me alimentar na rua e ter recursos para me manter estudando", conta.
 
Sobre a parte específica de estudos, ela menciona que o mais difícil foi separar as disciplinas de forma equivalente, pois muitos candidatos acabam dando foco só em uma área e esquecendo das outras. "Todas as matérias são importantes para aprovação", ressalta. 
Concurso ESA
Concurso ESA para sargento combatente
passou a adimitir mulheres (Foto: Divulgação)

A preparação para o teste físico (TAF)

"Comecei a me preparar para o teste físico assim que soube ter passado na prova intelectual", lembra. Ela explica que foram, aproximadamente, seis meses até o TAF e, nesse período, entrou em uma academia e contou com a ajuda de amigos militares em sua preparação.
 
"Era corrida toda semana, flexão e abdominais também. A minha maior dificuldade foi na flexão, pois antes do concurso não fazia nenhuma e consegui chegar ao nível de fazer 14 flexões, bem mais do que a minha prova exigia", revela.

O futuro no curso de formação e na carreira

Sobre a carreira ela diz que está ciente das dificuldades, mas espera que tenha forças para se sair bem. "Sei que vou aprender muito e ter muitas experiências que irei levar para a vida. Vou aprender coisas que irão me fazer crescer como cidadã e como profissional", afirma.
 
O curso de formação da Escola de Sargentos das Armas é realizado fora do Estado do Rio, onde reside Maria Biathriz, e por isso a agora aluna da ESA, teve que se adaptar para a mudança.
 
Ela menciona que vem se preparando desde que começou a estudar para o concurso. "Claro que é uma mudança muito grande, pois vou ficar longe da minha família e do meu namorado, dos meus amigos, e longe da minha rotina que irá mudar completamente. Mas creio que vou conseguir me sair bem e superar tudo isso", afirma
 
Para Maria Biathriz, o diferencial do concurso militar é a estabilidade, e a ESA ainda tem a peculiaridade de abrir todo ano. "Como no caso da ESA, estes concursos militares já têm o número de vagas específico, mas este é um que podemos contar sempre anualmente", diz.

Para quem quer seguir a carreira militar ela aconselha "Você terá que abdicar de algumas coisas, mas no fim será o melhor para você!", diz.
 
Já especificamente para a ESA Maria Biathriz menciona que a prova tem dificuldade média e exige uma certa aplicabilidade do aluno, então ela reforça: "O que vejo que acontece muito é que há alunos que têm uma média excelente em umas matérias e uma média baixa em outras, o que dificulta a aprovação. É preciso realmente dar a mesma importância de estudo para todas as matérias", recomenda. 

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