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Casos de Sucesso: do 422º lugar a uma vaga efetiva no TRT-RJ

Casos de Sucesso: do 422º lugar a uma vaga efetiva no TRT-RJ

Conheça a história da técnica do TRT-RK, Kríssia Souza Correia. Aprovada na posição 422, ela foi conseguiu a nomeação.

Técnica judiciária do TRT-RJ há três anos, Kríssia Souza Correia é exemplo de que vale a pena fazer parte do cadastro de reserva do concurso TRT-RJ. Aprovada em 422º lugar na seleção do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro de 2013, a nutricionista atesta que a aprovação significou um novo horizonte na sua vida.

“O tribunal tinha um histórico de chamar muitos classificados ao longo da validade do concurso. Então eu tinha uma chance, mas para mim era uma certeza. Em dezembro de 2015 minha nomeação saiu, meu nome estava no Diário Oficial!”, recorda. “Ao final do dia, tenho aquela sensação de dever cumprido e meu telefone não toca mais de madrugada, nem nos fins de semana. Agora, estou cursando a faculdade de Direito”, conta.

Mas de onde veio a ideia de prestar concurso público? Para Kríssia Souza Correia, ela veio da sensação de a vida profissional não estar completa. Hoje, ela tem 41 anos, é casada, mãe de uma filha de 14 anos e técnica judiciário do TRT-RJ.

Entretanto, em 2000, quando se formou em Nutrição pela UFRJ, ela estava longe da vaga. Quem a incentivava era sua mãe. “Mãe sempre sabe das coisas. E no auge dos meus 24 anos, eu só pensava em ser independente e ganhar logo o meu dinheiro”, confessa, mostrando o que a motivou a virar concurseira.

Krissia, Casos de Sucesso (Foto: Arquivo Pessoal)
Krissia mudou de vida com a decisão de prestar concursos
(Foto: Arquivo Pessoal)

Antes do serviço público, ela trabalhou por 11 anos na iniciativa privada, como supervisora de restaurantes de uma grande empresa de alimentação. “Vida corrida e agitada, afinal eram de dez a 15 restaurantes para dar conta, uma loucura! Meu telefone não parava de tocar, problemas na entrega de mercadorias, falta de funcionários e por aí vai”, conta.

Em 2011, começou o excesso de trabalho e os problemas comuns deste meio começaram a incomodá-la. “Eu não estava feliz e tinha ficado doente por causa de tanto estresse. Mesmo sendo uma boa profissional precisava provar isso o tempo todo. Não tinha qualidade de vida nem hora para entrar e sair. Não dormia direito, sempre na expectativa do telefone tocar para resolver algum problema”, relembra. Foi aí que surgiu a ideia de prestar concurso público.

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Primeiro concurso de Krissia foi o do MPE

Kríssia refletiu e viu que precisava tomar uma atitude quanto a isso. Na época, tinha 35 anos e cuidava da filha de 7. Então, resolveu tentar uma vaga no serviço público. “Pensei na sua importância e responsabilidade, pensei na estabilidade e no grande desafio que teria pela frente. Decidi: vou encarar um concurso público”, diz.

Ainda em 2011, fez a matrícula no curso Cejuris para estudar para o concurso do Ministério Público Estadual (MPE). Mesmo tendo dificuldades em algumas matérias no início, seguiu em frente. Acabou não passando na prova do MPE e começou a estudar para outros concursos.

“Segui focada, fazendo turmas e provas, muitas provas. Passei a adotar uma conduta: a cada resultado de prova eu analisava o percentual de acerto. Comecei com 30% e me avaliava desta forma. Eu precisava evoluir e atingir os 90% de acerto, que era o que garantia uma vaga”, explica.

Quando estabeleceu seu próprio método de estudo, dedicando de seis a oito horas para a atividade, Kríssia resolveu focar em apenas um concurso. “Em agosto de 2012 comecei a pensar em que órgão eu gostaria de realmente trabalhar. Trabalhar... Trabalho... Direito do Trabalho! Pronto, o meu foco passou a ser o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª região (TRT/RJ)”.

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Apoio familiar e determinação foram a chave do sucesso

A concurseira conta que seus alicerces nessa época foram o apoio da família e sua determinação. Além disso, sua fé a ajudava bastante nos momentos de desânimo. “Durante um culto na igreja que frequentava, Deus falou comigo: não perca sua fé! Confie! Depois disso, toda semana eu ia ao TRT de Nova Iguaçu, colocava a minha mão na frente do prédio e declarava ‘eu vou trabalhar aqui, minha vez vai chegar’”, declara.

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Para a servidora, o ingressar na carreira pública significou descoberta de um novo horizonte. “Ao final do dia, tenho aquela sensação de dever cumprido e meu telefone não toca mais de madrugada e nem nos fins de semana. Agora, estou cursando a faculdade de Direito, quero saber de tudo”, diz.

Aos que estão iniciando sua jornada de estudos, Kríssia deixa uma mensagem: sigam adiante com seus sonhos, com determinação, disciplina, organização e humildade. “Valorizem cada ajuda, cada apoio. E, quando o desânimo bater, lembrem-se que toda evolução acontece fora da zona de conforto”, aconselha. 

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Todo concurseiro já teve uma fase de desânimo. Você está passando por isso? Não sabe como lidar com esta situação? Confira, então, a dica do especialista Guilherme Miziara sobre o tema. 



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