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Caixa não confirma se recorreu da decisão judicial

Sentença foi necessária porque há 30 mil aprovados nos concursos de cadastro de reserva de 2014 esperando serem chamados. Seleção nacional teve mais de 1 milhão de inscritos

 

Questionada se já havia entrado com recurso em segunda instância contra a decisão da sentença da 6ª Vara do Trabalho de Brasília, referente à convocação dos aprovados dos concursos de 2014, a Caixa Econômica Federal (CEF) não respondeu aos contatos até o fechamento desta edição. O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT10), em contrapartida, disse que na última segunda-feira, dia 17, foi protocolado um embargo declaratório (ED) de uma das partes envolvidas (ou a Caixa ou o Ministério Público do Trabalho - MPT), mas que só será possível saber qual parte fez isso quando a juíza que cuida do caso, Natalia Queiroz Cabral, esclarecer a dúvida, omissão, contradição ou obscuridade na decisão, identificado pela parte.
 
 
Assim que a magistrada formalizar esse documento, ele deverá se tornar público. Isto deverá ocorrer nos próximos dias. Na decisão, ficou determinado que a estatal deve fazer primeiro um dimensionamento do quadro de pessoal, no prazo de seis meses. O descumprimento desta recomendação acarretará em multa de R$500 mil. Feito isso, o banco terá de contratar cerca de 8 mil concursados, sendo 2 mil acordados no acordo coletivo de trabalho (ACT) e entre 5 e 6 mil classificados nas seleções de 2014 de técnico bancário, médico e engenheiro do trabalho.
 
Enquanto as admissões não são feitas, a validade dessas seleções permanece suspensa, e a Caixa não pode abrir novos concursos. Apesar do número considerável de convocações, o quantitativo ainda é aquém da realidade. É que só de aprovados há mais de 30 mil aguardando, desde 2014. Só a seleção de técnico teve mais de um milhão de inscritos na época.

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