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Concurso BB: sindicato cobra e superintendente diz estudar déficit

Contraf-CUT da Paraíba e a Superintendência do Banco do Brasil se reuniram para discutir a situação das agências no estado e o concurso BB.

O déficit de funcionários das agências do Banco do Brasil segue preocupante em todo o país. Especificamente na Paraíba, sem concurso válido desde 23 de dezembro de 2015, a necessidade preocupa os funcionários. As agências da região atuam hoje com um quadro de funcionários reduzido, o que acarreta em uma qualidade de atendimento à população precária.

Esse foi um dos temas abordados na reunião entre representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf CUT) da Paraíba e o superintendente do Banco do Brasil no estado, Antonio Carlos Servo. O encontro foi realizado no dia 19 de setembro.

Foram debatidos os processos de reestruturação realizados nas agências, as aposentadorias incentivadas e, principalmente, a falta de funcionários. Tal carência, segundo os funcionários, afeta significativamente as atividades das agências.  

“O que a gente tem visto nas visitas às agências de cidades do interior e também da capital é preocupante. As unidades estão funcionando sem a mínima estrutura e os bancários estão sendo cobrados por metas e pressões cada vez maiores, além da violência verbal muitas vezes sofridas por parte de clientes insatisfeitos”, expuseram os diretores da Contraf-CUT.

Foram eles: Magali Pontes, Francisco de Assis, Paulo Henrique e Jurandi Pereira. Além deles, esteve presente o presidente do sindicato, Marcelo Alves.

A superintendência do BB disse que está sendo feito um mapeamento das condições de funcionamentos das agências em todo o estado. Estão sendo priorizadas as agências que apresentam um estado mais crítico, inclusive as que apresentam dificuldades em relação aos quadros de funcionários.

“Está sendo montado um banco de dados para levantar as prioridades a serem tratadas, já para os próximos dias”, prometeu o superintendente do BB.

O presidente do sindicato, Marcelo Alves, se mostrou satisfeito com as soluções apresentadas na reunião, mas reforçou que continuará cobrando ações efetivas sobre os temas abordados no encontro.

“Todo o processo de reestruturação trouxe um quadro agravante, que reduziu o quadro funcional, culminando com a precarização do atendimento e das condições de trabalho. É contra esse cenário caótico, que a diretoria do sindicato saiu em defesa da categoria e cobrando solução para a situação”, enfatizou. 

Saia na frente na preparação para o concurso Banco do Brasil

Último concurso no Nordeste foi em 2015

O concurso para escriturário do Banco do Brasil, na Região Nordeste, ofertou 860 vagas. Desse total, 95 eram para contratação imediata e 765 para formação de cadastro de reserva. A exigência para a função era ensino médio completo. O regime de contratação é o celetista. O ganho inicial é de R$4.036,56, para uma carga horária de 30 horas semanais.  

Os servidores também teriam direito a alguns benefícios como vale-transporte, vale-cultura, auxílio-creche, ajuda alimentação/refeição, auxílio a filho com deficiência, plano odontológico, assistência médica (planos de saúde) e previdência privada.

Além disso, os escriturários poderiam receber uma participação nos lucros e possibilidade de ascensão e desenvolvimento profissional.

Fachda Banco do Brasil
Déficit de funcionários prejudica o funcionamento das agências
(Foto: Arquivo/FOLHA DIRIGIDA)

 

Na época, o concurso registrou 153.286 inscrições. Dessas, 49.815 foram para a lotação de Pernambuco, 37.751 para o Ceará, 19.821 para o Sergipe, 16.548 para a Paraíba, 16.465 para o  Piauí e 12.886 para o Rio Grande do Norte.

• Entenda como funciona a ordem de conviocação dos concursos

A homologação do concurso foi publicada no dia 23 de dezembro de 2015. O concurso, que tinha validade de um ano, prorrogável por mais um, expirou em dezembro de 2017, foi alvo de reclamações dos candidatos aprovados, por não contar não contar com convocações

Procurados pela reportagem da FOLHA DIRIGIDA em setembro de 2017, o banco justificou que o provimento das vagas envolvia um planejamento estratégico e orçamentário, bem como as necessidades do BB.

Lembrando que meses antes o diretor de gestão de pessoas da instituição, Caetano Minchillo, afirmou que as contratações seriam realizadas até dezembro de 2017. 

Déficit de pessoal também é preocupante em outras regiões do país

Agências de outras localidades do país também sofrem com o défict de pessoal. No mês de março deste ano, o Banco do Brasil chegou a anunciar uma seleção com oferta de 60 vagas para escriturário, contemplando Rio de Janeiro, Distrito Federal e São Paulo. Do total de vagas, 30 seriam imediatas e 30 para formação de cadastro de reserva.

A seleção chamou a atenção por apresentar uma estrutura de provas diferente das demais seleções realizadas anteriormente. Isso porque a avaliação objetiva do concurso foi composta por 25 questões de Informática e cinco de Conhecimentos Bancários, um programa de estudos incomum para as seleções do BB.

O diretor da Contraf-CUT, Wagner Nascimento, confirmou, em entrevista à FOLHA DIRIGIDA, que apesar de o banco não se posicionar oficialmente sobre a situação, as vagas ofertadas seriam para a área de Tecnologia da Informação

Assim, o concurso para atendimento nas agências ainda não foi realizado e não se sabe quando o BB anunciará essa seleção, destinada a preencher vagas exclusivamente na área de atendimento.  

Ainda de acordo com a Contraf-CUT, a carência de escriturários para o setor atualmente é de  mais de 10 mil funcionários. Wagner Nascimento reforçou ainda que o sindicato segue negociando com o banco a abertura de um novo concurso.

No entanto, o BB não tem previsão para uma nova seleção externa. Hoje o BB não conta com concurso válido para a área de atendimento em nenhuma região do país.

Como funciona a admissão em concursos públicos?





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