Concurso Bacen: tudo sobre o cargo de técnico administrativo

O pedido de novo concurso Bacen contempla 30 vagas para o cargo de técnico administrativo, cujo requisito é o nível médio completo. Veja os

Das 260 vagas solicitadas pelo Banco Central (BC) para um novo concurso, 30 são para técnico administrativo. Por exigir apenas o ensino médio completo e oferecer remuneração de R$7 mil, o cargo deve ser um dos mais concorridos do concurso Bacen, em caso de autorização pelo Ministério da Economia.

Do total de servidores efetivos da instituição, cerca de 12,9% são técnicos. Eles são responsáveis pela parte administrativa e de apoio aos demais cargos do quadro.

À espera de novos concursos, o Banco Central apresenta déficit de servidores cada vez maior. Uma vez que não tem como repor a carência dos profissionais com a chamada de concursados.

De acordo com dados de junho deste ano, dos 861 cargos de técnico previstos na lei para o BC, apenas 477 estão ocupados. Ou seja, o novo concurso Bacen pode ter grande número de convocações para suprir os cargos vagos.

Bacen solicita autorização de concurso com 260 vagas
(Foto: Divulgação)

 

A seguir, confira as principais informações sobre o cargo de técnico administrativo:

►Requisitos

O cargo de técnico do Banco Central tem como pré-requisito o ensino médio completo. Tal escolaridade foi confirmada pela própria instituição, em seu site.

A maior parte dos técnicos é lotada em Brasília. Porém, há profissionais atuando no Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, Belém, Recife, Porto Alegre e Fortaleza.

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►Atribuições

Entre as tarefas de um técnico, estão o desenvolvimento de atividades técnicas e administrativas complementares às atribuições dos analistas e procuradores do BC.

Além de apoio técnico-administrativo aos analistas e procuradores do órgão e supervisão da execução de atividades de suporte e apoio técnico terceirizadas.

►Remuneração

As remunerações iniciais dos técnicos são de R$7.741,31. O valor inclui o auxílio-alimentação de R$458. No decorrer da carreira, em função de progressões, o salário pode ser ainda maior.

O Banco Central contrata pelo regime estatutário, que assegura a estabilidade empregatícia aos servidores.

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►Forma de ingresso

O corpo funcional do Banco Central (BC) é formado pela carreira de especialistas, composta por analistas e técnicos, e pela carreira de procurador.

Todos são necessariamente ocupados por servidores de carreira, ou seja, após aprovação no concurso de provas e títulos.

►Último concurso

O último concurso para técnicos do Banco Central foi realizado em 2013. A oferta foi de 500 vagas, sendo 100 para técnico e 400 para analista. Ao todo, foram registrados 88 mil inscritos.

A seleção teve o Cebraspe como banca organizadora. Os candidatos a técnico foram avaliados por provas objetivas.

Na etapa objetiva, tiveram que responder a perguntas sobre Conhecimentos Básicos e Específicos. As disciplinas cobradas foram: Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Raciocínio Lógico, Direito Constitucional, Direito Administrativo.

Além de Sistema Financeiro Nacional e Sistema de Pagamentos Brasileiro, Economia e Assuntos Internacionais.

As avaliações objetivas foram realizadas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Belém, Fortaleza, Recife e Salvador. Os aprovados ainda foram submetidos a um programa de capacitação.

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Bacen solicita novo concurso ao governo federal

O Banco Central solicitou, no início do ano, autorização de novo concurso ao Ministério da Economia. Segundo dados, via Acesso à Informação, o pedido foi para preenchimento de 260 vagas. Desse quantitativo, 30 seriam para técnico, 200 para analista e 30 para procurador.

Essa foi uma complementação a solicitação feita em 2018 pelo Bacen, porém com a inclusão das oportunidades de técnico. As vagas solicitadas são para preenchimento em 2020 e dependem do aval pela equipe do governo federal.

Em abril deste ano, o presidente Jair Bolsonaro assinou o projeto de lei complementar que prevê a autonomia do Banco Central. Caso seja aprovado pelo Congresso Nacional, o Bacen não dependeria mais do aval do Ministério da Economia, ao qual é vinculado, para realizar concurso público. 

Já existe um projeto no Senado Federal (PLP 19/2019), de autoria do senador Plínio Valério (PSDB-AM), que está em tramitação.



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