Vendas online: WhatsApp é o queridinho dos negócios de pequeno porte

WhatsApp, Instagram e Facebook são as plataformas mais usadas pelos pequenos negócios para vendas online, segundo Sebrae e FGV.

13/01/2021 18:30

13/01/2021 18:30

A pandemia do novo Coronavírus impactou diretamente os pequenos e médios negócios, que se reinventaram para se manter no mercado. Plataformas como WhatsApp, Instagram e Facebook passaram a ser usadas para impulsionar as vendas.

Além de funcionarem como um canal direto com os clientes, em tempos de isolamento social.

Segundo a 9ª edição da pesquisa “O Impacto da Pandemia de Coronavírus”, elaborada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), sete em cada dez empresas já atuam nas redes sociais, aplicativos ou internet para realizar vendas.

Em maio, no início da pandemia, esse percentual era de 59%. Em algumas atividades, o número de negócios atuando no ambiente virtual teve um crescimento superior a 20%, como por exemplo, o segmento de energia, que apresentou aumento de 37%; beleza, com 27%.

Os setores de educação e construção civil também viram o número de empresas ativas nesse ambiente crescer em 20%. O presidente do Sebrae, Carlos Melles, analisa o cenário com a expansão do comércio eletrônico brasileiro.

“Com as restrições de abertura e com o isolamento, os pequenos negócios tiveram que inovar e mudar a forma de vender e de divulgar seus produtos e serviços. A internet tem sido uma grande aliada na sobrevivência de inúmeros negócios no país”, afirma.

O WhatsApp é o preferido pelos empreendedores, com 84% de adeptos. Cerca de 90% das empresas dos segmentos de Artesanato, Beleza e Moda, e que digitalizaram sua atuação, usam esse recurso para vender seus produtos e serviços.

 

WhatsApp é plataforma preferida dos pequenos negócios para vendas online
WhatsApp é a plataforma preferida dos pequenos negócios para
vendas online (Foto: Divulgação)

 

As redes sociais Instagram e Facebook são as próximas opções, com 54% e 51%, respectivamente. Somente 23% dos negócios vendem por sites próprios.

“Isso demonstra que plataformas já conhecidas e com grande capilaridade são mais procuradas pelos empreendedores, que levam em consideração custos de manutenção e a confiabilidade do meio”, frisa Carlos Melles.

Gestão de negócios é menor entre os microempreendedores

A pesquisa “O Impacto da Pandemia de Coronavírus” ainda mostra que as micro e pequenas empresas usam a digitalização de forma mais profissional do que os microempreendedores individuais (MEI).

Isso porque são favoráveis a investir em ferramentas mais voltadas para a gestão dos seus negócios. Entre as micro e pequenas empresas, 55% usam ferramentas de gestão, enquanto entre os MEI, esse número cai para 25% (menos da metade).

A diferença ainda é confirmada quando o assunto é ferramentas para gestão e relacionamento com clientes (CRM), que são utilizadas por 25% das micro e pequenas empresas, mas por apenas 12% dos microempreendedores individuais.

O que + você precisa saber:

Abrir o próprio negócio está entre as principais metas para 2021

Em razão da pandemia, o ano de 2020 trouxe diversas incertezas para a economia. Muitos profissionais foram demitidos e encontraram no empreendedorismo uma fonte de renda durante o período da crise.

De acordo com levantamento do aplicativo 7Waves, abrir o próprio negócio está entre as 20 principais metas do brasileiro para o ano novo.

"A pandemia mudou bastante as prioridades e os anseios ao longo do ano. Enquanto para 2020, os focos principais eram quitar dívidas, viajar e aprender inglês, a prioridade para 2021 é conquistar estabilidade econômica, com a aquisição de bens duráveis. Acredito que essa mudança se deve ao atual cenário em que vivemos."

A avaliação é de Rodolfo Ribeiro, CEO da 7waves. A meta de abrir um negócio ficou na 13º posição geral, mas na primeira colocação entre os objetivos relacionados ao trabalho. 

Isso mostra que a vocação empreendedora do Brasil continua em alta, ainda em momentos de crise, seguido da vontade de subir de cargo.

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