11 profissões que estão em alta por causa da economia verde
Engenheiros, físicos e geógrafos estão entre as profissionais mais disputadas por empresas comprometidas com a questão da sustentabilidade como parte do negócio.
17/09/2021 14:00 | Atualizado: 17/09/2021 14:06
17/09/2021 14:00 | Atualizado: 17/09/2021 14:06

Um estudo divulgado pelo Escritório de Carreiras da USP (ECar) em setembro do ano passado mapeou as 11 profissões mais impactadas pela economia verde. Mas, afinal, o que é isso? 

O termo economia verde surgiu em 2008, no Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Em substituição ao conceito de Ecodesenvolvimento, esta forma de economia tem como objetivo o uso sustentável dos recursos naturais, uma menor emissão de carbono e responsabilidade social. 

O relatório do ECar listou as profissões verdes levando em consideração as mais disputadas e as menos disputadas. Engenheiros, físicos e geógrafos, por exemplo, estão entre os profissionais mais requisitados no mercado de trabalho por empresas comprometidas com a questão da sustentabilidade como parte do negócio. 

Na ocasião em que foi divulgado o relatório, o portal de notícias Estadão especificou as atribuições de cada uma das 11 profissões listadas pela ECar. Confira!  

Profissões mais disputadas

Física: o profissional vem sendo contratado para trabalhar com sistemas de geração, transporte, transmissão, distribuição e utilização de energia limpa;
Engenharia: o mercado tem forte demanda por engenheiros para projetos de veículos autônomos e elétricos e para soluções de cidades inteligentes;
Geografia: os geógrafos estão na mira de empresas públicas e privadas para tocar projetos que buscam analisar o impacto ambiental ou climático de atividades produtivas;
Economia: os economistas são responsáveis por responder à atual demanda de investidores por programas ambientais, sociais e de governança das grandes empresas;
Administração: o papel do administrador é próximo ao do economista. Geralmente, também cuida da matriz de risco em todas as frentes relevantes para o negócio, incluindo aspectos ambientais;
Direito: o advogado especializado em economia verde é responsável por regulamentar a atuação das empresas no meio ambiente. Também atua em equipes de ESG e de impacto social; 
Química: o químico cuida dos fatores voltados ao impacto ambiental da operação, análise de solo, de efluentes e descarte de detritos;
Arquitetura e Urbanismo: o arquiteto verde é disputado para projetos sustentáveis, que reduzem custos e impacto ambiental. Na área de urbanismo, pilotam os programas de cidades e casas inteligentes e estão em meio aos desafios de novas formas de mobilidade;
Engenharia Ambiental: esse profissional também cuida de todos fatores voltados ao impacto ambiental da operação, avaliando riscos, além de executar projetos para diminuir, otimizar ou reaproveitar algum tipo de rejeito.

Profissões menos disputadas

Psicologia Ambiental: considerado um campo emergente da psicologia, o profissional dessa área pode ajudar na mitigação dos impactos de grandes obras ou trabalhar com incorporadoras da definição dos projetos; 
Biologia: os biólogos atuam junto às corporações na redução de impacto ambiental e na definição de programas que cuidam da inter-relação de seres vivos e o meio, por exemplo em grandes obras que impactam no entrono. 

 

Psicologia ambiental e biologia ainda são as menos disputadas
(Foto: Divulgação)
engenharia

 


Profissionais precisam ter o olhar mais humanizado 

Leo Cesar Melo, CEO da Allonda, empresa de engenharia com atuação em soluções sustentáveis, explica que, com o aumento do interesse das empresas na pauta do desenvolvimento sustentável, naturalmente há também um aumento no interesse por profissionais que atuam com processos e tecnologias que reduzam os impactos ambientais, que contribuam com essa agenda. 

Por isso, o cuidado com todos os fatores voltados ao impacto ambiental de uma operação e a preocupação em elaborar um projeto que diminua, otimize ou possibilite o reaproveitamento de rejeitos no seu processo de produção estão entre as habilidades indispensáveis para engenheiros trabalharem em corporações do setor que têm a sustentabilidade como parte da estratégia de negócio.

A exigência dessas habilidades já faz parte do filtro no processo de seleção de novos profissionais da Allonda. Além disso, é preciso que eles não tenham apenas excelente capacidade técnica, mas também um olhar mais humanizado sobre as coisas. 

"Nossa meta é transformar a engenharia através da sustentabilidade", diz Thamile Almeida, diretora de gestão de pessoas da companhia.

"Essa visão também está influenciando novos caminhos na governança das empresas, que têm priorizado cada vez mais a sustentabilidade em suas estratégias", complementa o CEO da Allonda.

É o que mostra o resultado de uma pesquisa realizada pela consultoria Grant Thornton, em que mais de 70% dos empresários brasileiros acreditam no impacto positivo da sustentabilidade nos negócios.

E para saber de que forma seus profissionais estão alinhados com os valores defendidos pela empresa, nos últimos anos, a Allonda tem apostado cada vez mais na avaliação de desempenho da sua equipe por meio de indicadores de performance, devidamente ajustados às práticas ambientais, sociais e de governança da companhia.

Melo comenta que, como o número de pessoas preocupadas em proteger a natureza não para de crescer, é nesse momento que as empresas guiadas por esse propósito se destacam. 

"Temos executado uma série de projetos para indústrias e setores de infraestrutura em que, mais do que ser economicamente viável, colocam a saúde do meio ambiente e das pessoas no cerne da engenharia", conclui o CEO.

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