No 3º trimestre, desemprego bate recorde de 14,6% e atinge 14,1 milhões

Segundo dados da PNAD Contínua, o número de desempregados do Brasil aumentou 1,3 milhão em três meses.

27/11/2020 09:44 | Atualizado: 27/11/2020 11:06

Por: Marcos Leandro

27/11/2020 09:44 | Atualizado: 27/11/2020 11:06 - Por: Marcos Leandro

No trimestre encerrado em setembro, o desemprego chegou a taxa recorde de 14,6%, atingindo 14,1 milhões de brasileiros, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua)

A pesquisa - divulgada nesta sexta-feira, 27, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - mostra que a taxa de desemprego teve aumento de 1,3 ponto percentual em comparação ao 2º trimestre deste ano (13,3%).

Em relação ao mesmo período do ano passado (11,8%), houve um aumento de 2,8 pontos percentuais. De acordo com o IBGE, "essa é a maior taxa registrada na série histórica", que foi iniciada em 2012.

Em três meses, cerca de 1,3 milhão de pessoas entraram na fila em busca de um trabalho no país. Para Adriana Beringuy, analista da pesquisa, o aumento nessa taxa também tem sinais da flexibilização das medidas de isolamento social.

“Em abril e maio, as medidas de distanciamento social ainda influenciavam a decisão das pessoas de não procurarem trabalho. Com o relaxamento dessas medidas, começamos a perceber um maior contingente de pessoas em busca de uma ocupação”, afirma.

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Taxa de desemprego
3º trimestre registra 14,1 milhões de desempregados no Brasil
(Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

 

Taxa de desemprego cresceu em 10 estados

Frente ao trimestre anterior, a taxa de desemprego subiu em 10 estados e se manteve estável nas demais unidades da federação. As maiores altas foram registradas na Paraíba (+4%), Amapá (+3,8%) e Pernambuco (+3,8%).

Olhando de forma geral, as maiores taxas de desocupação foram observadas na Bahia (20,7%), em Sergipe (20,3%), Alagoas (20,0%) e Rio de Janeiro (19,1%). Já os menores valores estão no Rio Grande do Sul (10,3%), Paraná (10,2%), Mato Grosso (9,9%) e Santa Catarina (6,6%).

O número de ocupados teve redução de 1,1% na comparação com o segundo trimestre, totalizando 82,5 milhões de pessoas. Com uma retração de 883 mil trabalhadores, esse é o menor patamar da série histórica iniciada em 2012. Com isso, o nível de ocupação foi de 47,1%.

Desde maio que o nível de ocupação está abaixo de 50%, ou seja, menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país. Mesmo com a reação da economia, é esperado que a taxa de desemprego continue crescendo nos próximos meses.

Isso acontece porque a pesquisa só considera como desempregada a pessoa que está em busca de trabalho. Com o fim do auxílio emergencial e a flexibilização das medidas de isolamento, mais pessoas deverão entrar nesse grupo.

 

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