Mercado pós-pandemia vai exigir novas habilidades dos profissionais

Home office deve continuar após pandemia e pesquisa aponta habilidades que serão cobradas futuramente dos profissionais

09/09/2020 17:30

09/09/2020 17:30

A crise causada pelo Coronavírus impactou diversos setores e impulsionou mudanças, principalmente no mercado de trabalho. Para lidar com tantas transformações, os profissionais precisarão desenvolver habilidades que, agora, serão consideradas essenciais. 

Para compreender melhor o cenário e apontar tendências para profissionais e empresas, a Workana - plataforma que conecta freelancers a companhias da América Latina - realizou um estudo entre os meses de abril e maio deste ano. 

Um dos tópicos abordados é a necessidade de adaptação dos profissionais. Se as habilidades exigidas para desempenhar um bom trabalho já estavam em constante transição, com o home office as mudanças vieram ainda mais rápido.

Segundo a Workana, o estudo contou com a participação de profissionais freelancers, celetistas (carteira de trabalho) e empreendedores e líderes de pequenas e médias empresas (MEIs).

 

Pós-pandemia exigirá habilidades dos profissionais (Foto: Sebrae)
Pós-pandemia exigirá novas habilidades dos profissionais 
(Foto: Sebrae)

 

o que + mais você precisa saber:

Veja o que dizem os profissionais

Celetistas

Dentre os trabalhadores com carteira assinada que estão trabalhando remotamente, 27,9% apontam que uma melhor organização e uma boa distribuição das tarefas a serem realizadas são as capacidades mais necessárias neste momento.

Para 20,5% desses trabalhadores, a facilidade de adaptação e resiliência vêm no topo da lista de habilidades que precisam de atenção para que se obtenha bons resultados.

Já 15,6% dos celetistas destacam a importância de desenvolver o senso de prioridade e também 15,6% falam sobre ter mais autonomia.

Freelancers

Para o country manager da Workana no Brasil, Daniel Schwebel, essas habilidades apontadas pelos profissionais celetistas já são inerentes dos trabalhadores freelancers

"O home office exige uma mudança de mentalidade dos profissionais de carteira assinada. Para eles, adaptação está mais voltada à reorganização de tarefas. Eles têm que aprender a lidar com a liberdade fora do ambiente de trabalho - o que acaba por demandar mais responsabilidade sobre as tarefas a serem cumpridas. Pontos estes que já fazem parte da rotina dos freelancers, que apontaram mais facilidade de adequação à rotina em meio ao isolamento social", contou o especialista.

Em relação ao trabalho em casa em meio à quarentena, 77% dos freelancers avaliaram como ótimo ou bom, número que cai para 58% dentre os CLTs.

Já quanto às habilidades apontadas pelos freelancers como principais a serem desenvolvidas, para 22,3% a adaptação a diferentes situações vem no topo da lista.

Cursos e eventos capacitação

O resultado aponta que, mesmo estando mais preparados para mudanças, estes profissionais reconhecem a importância do constante aprendizado. 

Para 18,8%, a habilidade mais citada foi a geração de estratégias de vendas e marketing para divulgação do próprio trabalho, enquanto 16,7% apontaram que precisam aprimorar a avaliação adequada de seus próprios serviços.

Os demais tópicos levantados pelos freelancers como pontos a serem melhorados foram:

  • Gerenciamento de tempo e de projetos (15,9%);
  • Habilidades de negociação com o cliente - mais do âmbito cognitivo (12,9%);
  • Importância de ter uma comunicação mais efetiva (9,6%); e
  • Trabalhar mais a autonomia para gerir o tempo, os trabalhos e a rotina como um todo (3,8%).

Home office deverá ser planejado pelas empresas

Segundo Daniel Schwebel, o momento em que vivemos não é o normal do trabalho remoto, pois foi forçado e não planejado. Desta forma, no pós-pandemia, o home office deverá ser adotado de forma mais planejada pelas empresas.

"Tanto os profissionais independentes quanto os que possuem carteira assinada precisaram se adaptar a não só uma nova rotina de trabalho, mas também um dia a dia diferente em casa, com filhos que não podem ir à escola, dentre outros entraves, o que não traz a total liberdade e flexibilidade que o home office pode proporcionar em tempos normais", disse.

Neste novo cenário, o especialista aponta que ambos os profissionais precisam analisar se estão se comunicando bem ou não, adequar seus processos e buscar o desenvolvimento de maneira proativa. 

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