Pior momento do mercado de trabalho parece ter sido em março, diz FGV

O IAEmp é um indicador da FGV que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, enquanto o ICD monitora a evolução corrente da taxa de desemprego.

08/09/2020 11:45

08/09/2020 11:45

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgado nesta terça-feira, 8, subiu 8,8 pontos em agosto, para 74,7. O índice é o maior valor desde março deste ano (82,6 pontos), mês no qual a economia do país começou a sofrer os primeiros impactos da pandemia. 

Segundo Rodolpho Tobler, economista da FGV IBRE, o resultado de agosto mantém a trajetória positiva do indicador, sugerindo que o pior momento do mercado de trabalho parece ter sido no início da pandemia. Em médias móveis trimestrais, o IAEmp saltou de 10,7 pontos para 65,8. 

"Apesar da alta, o indicador recupera apenas dois terços do que foi perdido na crise. Para os próximos meses, a expectativa é de continuidade no cenário de recuperação que pode ser mais lenta diante o alto nível de incerteza e da proximidade do término dos programas do governo”, afirma Tobler.

Já o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) caiu 0,8 ponto em agosto para 96,4 pontos. É importante ressaltar que o ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego. Dessa forma, quanto menor o número, melhor o resultado. Em médias móveis trimestrais, houve recuro de 1,1 ponto para 97,0 pontos. 

"O resultado de agosto mostra uma ligeira recuperação do ICD, mas ainda é preciso ponderar o elevado patamar e a distância para o período anterior à pandemia, que já não se encontrava no melhor nível", acrescenta o economista.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados em agosto mostram que, por conta da pandemia do Coronavírus, o Brasil encerrou o segundo trimestre com a maior taxa de desemprego em três anos e redução recorde no número de pessoas ocupadas. A taxa de desemprego subiu para 13,3%, atingindo 12,8 milhões de pessoas.

enlightened O IAEmp é um indicador da FGV que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, enquanto o ICD monitora a evolução corrente da taxa de desemprego. De acordo com a FGV, o IAEmp tem abrangência nacional, já o ICD engloba sete principais capitais do país: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Brasília e Porto Alegre.

 

Carteira de trabalho
IAEmp apresenta maior índice desde março 
(Foto: Agência Brasil)

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Novo mercado vai impulsionar diferentes tipos de contratações

A crise do Coronavírus afeta 12,9 milhões de trabalhadores, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pandemia impulsionou novas formas de contratações, além do crescimento dos empregos temporários.

Segundo a especialista em Recursos Humanos e CEO da Carpediem RH, Aliesh Costa, vagas com demandas não contínuas estarão entre as mais atraentes.

"Isso porque há posições decorrentes da substituição de colaboradores, ou mesmo, ligadas a nichos impulsionados pela pandemia", afirma.

Os segmentos que apresentam mais vagas, de acordo com ela são:

  • Varejo (farmácias, supermercados e atacadões);
  • Áreas da saúde (hospitais, clínicas e laboratórios);
  • Logística e de TI (e-commerce).

Aliesh acrescenta que, em tempos de instabilidade econômica, muitas organizações acabam optando pelos contratos por tempo determinado, para cumprir as demandas extras.

"A contratação de temporários permite uma previsão orçamentária mais flexível, que pode ser revista e alterada conforme o cenário, ajudando a empresa a se reestruturar financeiramente na fase de retomada", diz a consultora.

Ela ainda completa: "Com isso, os trabalhos temporários seguem crescendo e serão tendência para os próximos meses e no decorrer de 2021".

Para a especialista, os candidatos mais valorizados serão os que desenvolverem competências como flexibilidade, empatia e solidariedade.

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