Home office e flexibilidade são tendências para o futuro do trabalho
Pesquisa da Workana aponta que home office é uma das principais tendências para o futuro do trabalho.
22/12/2020 08:00
22/12/2020 08:00

A pandemia redefiniu ou intensificou muitas tendências para o futuro do trabalho e vai impactar no mercado pelos próximos anos. A começar pelo trabalho remoto e, consequentemente, em relações mais flexíveis.

Esta já é uma percepção geral, mas apontada também por diversas pesquisas. Entre elas, a da Workana, maior plataforma que conecta freelancers a empresas da América Latina.

A plataforma realizou um levantamento, pela perspectiva dos gestores das empresas, que mostra que deverá haver mais flexibilidade na relação entre funcionários e contratantes. E a prestação de serviço a distância teve grande destaque.

Cerca de 16,1% dos líderes respondentes, por exemplo, disseram que, no futuro do trabalho, o principal ponto a ser avaliado para uma contratação será a competência do profissional, independentemente da distância em que ele mora.

Este pode ser considerado um avanço importante na mentalidade do mercado empregador, uma vez que o fator regional muitas vezes é limitante para toda uma classe. Pessoas de periferia ou que moram afastadas dos grandes centros, por exemplo, podem ser rejeitadas a uma vaga de emprego simplesmente porque moram longe. 

A possibilidade de atuar remotamente não resolve todos os problemas, já que internet e outras questões infraestruturais também impactam nisso. Mas certamente já representa uma melhora.

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Home office veio para ficar

De acordo com Daniel Schwebel, country manager da Workana no Brasil, o home office deixou de ser opção. Agora, o trabalho remoto deve figurar no mercado de trabalho como preferência de mais de 94,2% dos profissionais CLT. 

E as empresas também não querem mais se limitar só aos melhores talentos da região em que estão localizadas, como já destacado acima, muitas querem abranger profissionais de todo o país ou mesmo do mundo. 

Somando a vontade dos empregadores e dos empregados, o home office certamente veio para ficar. Não à toa, 84,2% dos gestores pretendem promover o trabalho remoto no pós-pandemia, segundo a Workana. 

"Vejo essa nova tendência, e esse intuito de adotar esse novo modelo de trabalho, como algo bastante positivo a todos, porque ajuda a democratizar o mercado", avalia Daniel Schwebel.

Na pesquisa, 96,7% dos profissionais disseram que poder trabalhar remotamente será um diferencial na hora de escolher um emprego. Para muitos, isso significa ter mais qualidade de vida.

Entre as vantagens, se destacam a possibilidade de morar em locais mais afastados, com mais opções de lazer, por exemplo, e não precisar mais perder horas no trânsito. E o mercado deve acompanhar essa nova tendência. 

 

Home office veio para ficar e escritório tradicionais devem diminuir
Home office veio para ficar e escritórios tradicionais devem diminuir
(Foto: Reprodução)

 

Escritórios vão diminuir e muitos poderão ser desfeitos

Com essa tendência em vista, a expectativa é de que haja uma diminuição do espaço físico dos escritórios. É no que acreditam 10,1% dos que estão à frente de empresas.

Alguns são ainda mais radicais. Para 13,7% deles, poderá haver até mesmo o fim desses ambientes corporativos. Essas estruturas deverão ser transferidas para o ambiente remoto, que os gestores acreditam que ficarão mais completas.

Cerca de 8,9% dos respondentes da pesquisa acreditam que o home office será melhor equipado, com ferramentas e uma estrutura que correspondam a esse novo modelo de trabalho. 

Ou seja, deve haver uma evolução em relação ao que há hoje em muitos escritórios remotos. Já que vários foram montados até mesmo às pressas por conta das medidas de distanciamento social. 

Segundo a Workana, as empresas já estão compreendendo que, daqui em diante, terão que se atentar ao que os funcionários precisam para continuar trabalhando bem, oferecendo recursos. Uma boa internet, por exemplo, será fundamental.

"Surgiu a necessidade de os gestores entenderem de que forma o home office impacta na organização das empresas, repensarem estratégias e, principalmente, readequarem seu modo de lidar com seus colaboradores."

É o que explica Schwebel. Para ele, as pessoas estão se transformando e a forma como elas trabalham também. Por isso, as estruturas e estratégias dos negócios precisam acompanhar essa mudança, com muito diálogo, para se chegar a um equilíbrio.

Experimentar novidades - e os benefícios que elas podem trazer -, e levar em conta também questões pessoais que podem ajudar a promover esse equilíbrio são comportamentos importantes neste momento. 

"A qualidade técnica da força de trabalho já ficou em segundo plano, dando vez ao lado humano e ao bem-estar de todos, porque as pessoas importam mais que qualquer outra coisa, e sem elas, nenhuma tecnologia, inovação, ou grande empresa se sustenta", conclui.

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