Estudo aponta perspectivas em relação ao mercado de trabalho

71% dos brasileiros entrevistados na pesquisa da Salesforce acreditam que o trabalho remoto é viável apenas para uma parcela da população. Confira!

17/11/2020 14:30

17/11/2020 14:30

As medidas de isolamento social impostas para conter a disseminação da Covid-19 tiveram um papel fundamental nas transformações causadas nas relações de trabalho. Profissionais de diversas empresas precisaram se adaptar ao home office e exercer as suas atividades remotamente, por exemplo.

A Salesforce, líder global em CRM, realizou o estudo "Série Global Stakeholder - O Futuro do Trabalho, Agora" com mais de 20 mil pessoas em 11 países. O levantamento, que teve dois mil entrevistados apenas no Brasil, aponta que 71% dos brasileiros acreditam que o trabalho remoto é viável apenas para uma parcela da população.

Além disso, 57% dos trabalhadores presenciais dizem que conseguiriam trabalhar remotamente se sua empresa oferecesse uma tecnologia melhor e 52% dos entrevistados dizem que trocariam de emprego se isso significasse que poderiam trabalhar remotamente.

Sendo assim, os dados do estudo mostram que há interesse pelo trabalho remoto por parte dos colaboradores, mas isso esbarra em alguns empecilhos, como a disponibilidade de tecnologia por parte das empresas.

"A pandemia fez com que as empresas pelo mundo entendessem que o trabalho a distância é viável. O desafio é manter equipes alinhadas por meio de processos e tecnologia para colaborar com foco no cliente. No ambiente híbrido, com equipes no escritório e trabalhando remotamente, o foco é cuidar da saúde dos colaboradores e clientes", explica Fabio Costa, vice-presidente sênior e general manager da Salesforce Brasil. 

Home Office
Estudo da Salesforce entrevistou mais de 20 mil pessoas
(Foto: Pixabay)


O que + você precisa saber:


Acesso às oportunidades de emprego ainda está difícil 

De acordo com dados recentes divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem 14 milhões de desempregados. Mesmo com a retomada das atividades em diversos setores, para 89% dos entrevistados o acesso às oportunidades de emprego não está melhorando e quase um terço diz não ter as habilidades técnicas exigidas pelo mercado. Por conta disso, 57% dos brasileiros entrevistados estão considerando obter outra formação. 

Nesse contexto, para 75% dos entrevistados, o desenvolvimento da força de trabalho deve ser uma prioridade das empresas e 77% deles dizem que a tecnologia deve desempenhar um papel essencial nesse processo.

"A capacitação é chave para o crescimento e superação. As empresas que enfrentaram melhor o processo de isolamento social, prepararam suas equipes para lidar com um novo contexto, ferramentas e processos digitais. Sem novas habilidades, não há perspectiva positiva", diz Fabio.

Aprendizagem online no Brasil enfrenta obstáculos

A pesquisa feita pela Salesforce também traz dados referentes à aprendizagem online. Segundo o levantamento, 71% dos entrevistados relataram estar mais interessados em aprendizado e treinamento online desde o início do isolamento social. 

No entanto, a modalidade de ensino à distância enfrenta desafios como o acesso à internet e a um computador, além da questão financeira para arcar com os custos de um curso. 

De acordo com o estudo, 84% dos brasileiros gostariam de ter acesso gratuito a plataformas de capacitação, mas 50% se dizem nervosos demais para buscar o aprendizado online neste momento, índice que aumenta para 55% entre pessoas de baixa renda. Já um terço das pessoas ouvidas acredita que este modelo de aprendizagem é muito difícil para elas.

"Muitas empresas já têm adotado a capacitação online, especialmente as de tecnologia, que são as que mais sofrem com a falta de profissionais treinados. A Salesforce, por exemplo, disponibiliza gratuitamente o Trailhead, uma plataforma online que tem como objetivo capacitar as pessoas para utilizar as soluções da empresa nas diversas vagas disponíveis. Ao preparem os cidadãos para o mercado de trabalho, essas plataformas gratuitas ajudam a tornar o país e sua indústria mais competitivos e qualificados", comenta Fabio.

Mudanças no mercado de trabalho requer novas habilidades 

Com o mercado de trabalho cada vez mais competitivo, as habilidades exigidas pelos empregadores também estão mudando. Para os brasileiros, as habilidades mais importantes nos próximos seis meses serão adaptabilidade e colaboração, ambas apontadas por 96% dos entrevistados. Em seguida, aparecem criatividade (95%) e habilidades comerciais (93%).

Já quando perguntados sobre as habilidades técnicas essenciais nos próximos seis meses, as respostas foram: análise de dados (93%), codificação/desenvolvimento de aplicativos (92%) e ciência de dados (91%).

"Neste esforço contínuo para desenvolvimento profissional, é importante que soft skills como adaptabilidade e colaboração tenham um papel relevante. Enquanto a tecnologia pode nos ajudar a aprender novas habilidades, precisamos nos apoiar em soft skills para crescer tanto no ambiente de trabalho digital quanto físico. Na economia digital, os produtos que vendemos, as expectativas dos clientes e a natureza do trabalho mudarão. Assim, nossa jornada para desenvolver soft skills não tem fim", ressalta Fabio. 

 

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