38% das empresas pretendem retomar trabalho em escritório em 2021

Pesquisa revela ainda que 32% das empresas já retornaram, enquanto 30% pretendem voltar ainda este ano aos trabalhos presenciais.

11/09/2020 14:00

11/09/2020 14:00

Nos últimos dias, o Brasil tem registrado uma queda no número de mortes diárias causadas pelo Coronavírus. Além disso, diversos estados já avançam nas fases de abertura do comércio, motivando assim a volta aos trabalhos presenciais. 

Para entender melhor esta retomada, a Spring Professional - especialista em recrutamento de nível sênior - realizou uma pesquisa, entre os dias 1º e 20 de agosto, com presidentes, diretores e gerentes de áreas de negócios ou Recursos Humanos de 200 empresas de diferentes setores de mercado.

O intuito: entender o plano de retomada das empresas diante do cenário ocasionado pelo Coronavírus.

O levantamento traz informações relevantes sobre as mudanças físicas e processuais das companhias durante a pandemia, além das adaptações nos processos de Recursos Humanos com o home office. Confira!

 

Pesquisa aponta processo de retomada ao trabalho presencial (Foto: Pixabay)
Pesquisa aponta plano de retomada das empresas
(Foto: Pixabay)

 

Em geral, a pesquisa apontou para um consenso de que a grande maioria das empresas conseguiu se adaptar à realidade do trabalho remoto ao longo dos últimos meses, mesmo que tenha sofrido algum tipo de dificuldade no início.

Desta forma, o retorno não está sendo acelerado ou antecipado, mesmo com a liberação da ida aos escritórios (ainda que limitada em termos de horário).

Do total de entrevistados, apenas 32% alegaram que já retornaram fisicamente aos escritórios ou que isso acontecerá até o fim de setembro.

Do restante, 30% planejam retorno no último trimestre do ano, enquanto 38% ainda não possuem uma definição ou já deixaram claro que o retorno só será a partir de 2021.

Sobre a retomada, a Spring Professional explica que fica ainda mais evidente que esta é uma questão relacionada ao setor de atuação da empresa.

Enquanto em setores tradicionais de bens de Consumo, Indústria ou farmácia, metade dos entrevistados já voltou com ao menos uma parte da equipe, para as empresas de Tecnologia e Serviços esse percentual não chega a 25%.

o que + você precisa saber:

Apenas 15% das empresas consultaram os funcionários

Outro tópico revelado pela pesquisa está relacionado ao motivador para a volta aos trabalhos presenciais. Do total, 21% das empresas alegaram que estão baseando suas decisões somente nas determinações do Governo.

Já 65% informaram que estão se baseando em diretrizes corporativas (sejam da matriz ou locais), que geralmente são mais conservadoras que as diretrizes governamentais.

Porém, de todas as empresas consultadas, apenas 15% fizeram pesquisas internas junto aos funcionários e, com base nos resultados, definiram o esquema de retorno.

Para o diretor Executivo da Spring Professional, Ricardo Rocha, um dos maiores ganhos do período de pandemia foi a comunicação. "A facilidade proporcionada pelo digital quebrou diversos paradigmas, e o distanciamento elevou a importância de contato regular e disciplinado com as equipes".

Ainda segundo ele, no geral, as pessoas estão mais cientes dos rumos e estratégias das empresas e se sentem mais ouvidas.

"Isso permite que as organizações tenham mais segurança em adotar modelos mais flexíveis, não só pelo ganho de produtividade, mas também pelo bem-estar das pessoas", ressalta.

Empresas esperam mudanças com a retomada

A pesquisa também procurou entender quais tipos de mudanças as empresas estão preparando para esse retorno, além das adaptações que são mandatórias por lei (escalonamento de quadro, espaçamento, limpeza e higienização, entre outros).

A grande maioria (66%) está planejando mudanças físicas e estruturais, em linha com as recomendações dos órgãos de Saúde, envolvendo espaçamento entre mesas.

Dentre elas, 8% já confirmaram que farão devolução de espaços físicos ou redução de seus escritórios. Desta forma, não se trata apenas de readequação, mas sim de ajustes de tamanho dos espaços corporativos para a nova realidade.

Já 21% não planejam, ou ainda não tomaram medidas concretas nesse sentido, enquanto 40% farão adaptações em processos internos, tais como onboarding digital, limite de pessoas e escala de salas de reunião, processo de admissão online, entre outros.

Cursos e eventos capacitação

 

Por outro lado, 28% das companhias estão planejando mudanças concretas nas políticas de benefícios, como estabelecimento de regras mais claras e abrangentes para o home office, possibilidade de troca de vale-refeição por vale-alimentação ou outras modalidades de benefícios flexíveis.

Em relação à data para retomada, os setores de Tecnologia e Serviços são os que apresentaram maior destaque dentre as empresas que planejam alterações na política de benefícios, correspondendo a 36,6% das respostas positivas em relação a essa pergunta.

"Do ponto de vista de recrutamento, estamos vivenciando um marco nas relações entre candidato e empregador. Claramente, a decisão de mudança não passa mais apenas por uma questão de aumento salarial ou alteração de escopo/função. Os candidatos estão avaliando o pacote completo, de aspectos financeiros e benefícios, cultura e valores da empresa e até mesmo mercado e perspectivas de resultados para os próximos anos", completa Ricardo Rocha.

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