Asserj estima a abertura de 8 mil vagas entre o Natal e Ano Novo

Segundo o presidente da Asserj, Fábio Queiróz, caso haja uma 2ª onda da Covid-19, os empregos já gerados e os previstos não serão impactados.

24/11/2020 13:25 | Atualizado: 24/11/2020 13:34

24/11/2020 13:25 | Atualizado: 24/11/2020 13:34

Com a chegada no fim do ano, há uma expectativa para o crescimento de vagas temporárias em diferentes setores da economia. A Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj), por exemplo, estima até 8 mil vagas entre o Natal e o Ano Novo

A declaração foi feita pelo presidente da Asserj, Fábio Queiróz, durante uma coletiva de imprensa online, realizada nesta terça-feira, 24. 

Mesmo durante a pandemia, que impactou diretamente as relações de trabalho, o setor supermercadista foi um dos que mais contratou durante 2020, seja para vagas fixas, temporárias ou novas posições, totalizando mais de 3.800 oportunidades no estado, desde o início da pandemia. 

Na última segunda-feira, 23, pesquisadores brasileiros divulgaram uma nota técnica baseada em dados da pandemia do Coronavírus no Brasil. De acordo com o documento, o país vive o início de uma 2ª onda. 

Queiróz acredita que, se houver uma 2ª onda, o setor não será afetado. Além disso, para o presidente da Asserj, se houver uma 2ª onda com distanciamento, os supermercados ganharão um protagonismo no abastecimento da população ainda maior. Isso o leva a crer que o novo surto da doença não afeta em nada a geração dos 8 mil empregos previstos, já que esses são temporários de fim de ano. 

"Haverá um consumo nos supermercados com ou sem a 2ª onda. O que pode preocupar é a queda na renda da população. Mas, com o auxílio emergencial ainda em dezembro, talvez isso possa ser uma preocupação a partir de janeiro."

Em relação aos 3.800 empregos já gerados, Queiróz afirma que, mesmo que com uma possível 2ª onda, eles também não serão afetados. 

"Esses 3.800 empregos já gerados não serão afetados pois são para reposição de funcionários do grupo de risco que continuam afastados. A gente espera que a demanda nos supermercados continue a mesma. Muitas dessas vagas são para reposição e permanecerão assim até que a legislação determine de uma maneira diferente.  

Setor supermercadista
Durante a pandemia, setor supermercadista gerou 3.800 vagas temporárias
(Foto: Pixabay)


O que + você precisa saber:


Vendas no setor supermercadista do Rio cresceram 3,98%

De janeiro a outubro de 2020, comparado ao mesmo período de 2019, as vendas no setor supermercadista do Rio tiveram crescimento de 3,98%. O número se deve ao período da quarentena, em que nas primeiras semanas, ocorreu uma corrida da população às lojas.

Segundo Queiróz, a insegurança das pessoas durou apenas no início, já nos meses seguintes houve uma queda e estabilização nas vendas.

"Desde o início nossa maior preocupação foi manter um canal ativo com a população para abastecermos todos de informações diárias, sobre o panorama dos supermercados do Rio, a fim de não haver pânico e correria. Fizemos este trabalho arduamente nas primeiras semanas do isolamento e hoje vemos que isso foi fundamental para manter as pessoas tranquilas", revela.

O consumo foi o mais afetado ao logo dos meses de 2020 por conta da pandemia. Diversos itens dispararam na lista de compras, entre janeiro e outubro, no comparativo a 2019. Os produtos de limpeza figuram no topo da lista.

Em primeiro lugar está o álcool gel, que nunca antes foi tão procurado mundialmente, tendo suas vendas aumentado em 500% nos supermercados do Rio de Janeiro. O álcool líquido 70% também esteve no topo da lista de compras com crescimento de 125% nas vendas. Seguindo os novos padrões de higiene, com 300% de crescimento da procura está o desinfetante antibactericida.

Em seguida, e não menos importante, ficaram o sabão em pó com aumento de 190%, limpadores domésticos que cresceram em 100% e água sanitária com 58%.

O levantamento da Asserj revela ainda que as vendas de papel higiênico dispararam quase 50% em 2020. Item surpreendente que provocou algumas corridas desesperadas nas lojas no início da pandemia.

"Vimos ao longo do ano a explosão nas compras dos itens de limpeza, e isso com certeza continuará, claro com às devidas proporções. Mas a busca por higiene será um legado da pandemia para os próximos anos", comenta o presidente da Associação.

Expectativas para as vendas de fim de ano

O setor supermercadista do Rio espera um aumento de 5% nas vendas para o Natal e Ano Novo de 2020, se comparado ao ano passado. A expectativa é que se destaque a busca por aves natalinas em 40%, pão de rabanada deve crescer 30%, seguido pelo tender com 20%. O azeite, apesar de muitos serem importados, é esperado um aumento de 17%. Panetones provavelmente irão crescer em 15%, as frutas em geral, 14% e o bacalhau em 9,40%.

Já quando o assunto é bebida, gins e outros destilados saem na frente com uma expectativa de vendas de 45%, seguido pelos vinhos com 36%, com destaque para os tipos nacionais que tenderão a ter sua busca incrementada em 15%.

"Será uma ceia diferente porque as famílias vão usar o alimento para compensar o ano difícil. Vão reduzir quantidades para não abrir mão do que desejam. Com o dólar alto, produtos nacionais e de mercados mais próximos ganham protagonismo. Terão menos vinhos da Europa e mais do Brasil e da América do Sul. O consumidor faz essa troca."

 

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