Desemprego chega a 14,4% na quarta semana de setembro, aponta IBGE

Entre os dias 20 e 26 de setembro, o Brasil atingiu a marca de 14 milhões de desempregados.

16/10/2020 11:00 | Atualizado: 16/10/2020 11:51

Por: Marcos Leandro

16/10/2020 11:00 | Atualizado: 16/10/2020 11:51 - Por: Marcos Leandro

Na quarta semana do mês de setembro, a taxa de desemprego no Brasil chegou a 14,4%. As informações são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid-19), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 16.

Em apenas uma semana, houve um aumento de 700 mil no grupo de pessoas buscando emprego. Com isso, a população desocupada passou de 13,3 milhões (número registrado na terceira semana do mês) para 14 milhões.

Consequentemente, esse contigente de novos desempregados diminuiu a população ocupada do país - que estava em 83,7 milhões. Na penúltima semana do mês, o número de empregados foi de 83 milhões.

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Foi registrado diminuição no número de profissionais afastados do trabalho por conta das medidas de isolamento social. Na quarta semana, cerca de 2,7 milhões de trabalhadores estavam sem poder trabalhar, o equivalente a 3,3% da população ocupada. 

Na semana anterior, esse contigente somava 2,8 milhões (3,4% da população ocupada). Essas 100 mil pessoas que estavam afastadas e voltaram ao trabalho equivalem ao aumento no número de profissionais em trabalho remoto.

De acordo com a pesquisa, 7,9 milhões de brasileiros trabalhavam remotamente na quarta semana de setembro. Enquanto na terceira semana, o número registrado era 7,8 milhões. 

 

Taxa de desemprego - Pnad Covid-19
Na quarta semana de setembro, taxa de desemprego chega a 14,4%
(Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

 

Pessoas fora de força de trabalho somam 73,4 milhões

Com a flexibilização das medidas de isolamento social, é esperado que a população fora da força de trabalho - que não está trabalho e nem procurando por emprego - diminua. Na quarta semana de setembro, esse grupo somou 73,4 milhões, o que representa 200 mil a meno do que a semana anterior.

Desse total, 25,6 milhões (34,8%) disseram que gostariam de trabalhar. Entre os motivos para não procurar trabalho, cerca de 15,3 milhões apontam a pandemia ou falta de emprego na região onde moram.

2,2 milhões deixam isolamento social rigoroso

A coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Vieira, conta que a flexibilização do distanciamento social continuou aumento no final de setembro. Foram registrados 31,6 milhões de pessoas rigorosamente isoladas, uma queda de 2,2 milhões na comparação com a semana anterior.

Em contrapartida, houve aumento no número de pessoas que não utilizam nenhuma medida de restrição para evitar o contágio pelo novo Coronavírus. Em uma semana, esse contigente cresceu 937 mil, chegando a 7,4 milhões de pessoas.

Ainda na quarta semana do mês, 86,7 milhões de brasileiros afirmaram ter reduzido o contato com outras pessoas, mas continuaram saindo de casa ou recebendo visitas. Já 84,6 milhões ficaram em casa e só sairam em caso de necessidade.

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