Quase metade das empresas ainda sente impacto negativo da pandemia

Pesquisa do IBGE aponta que mais de 38% das empresas ainda sentiam impactos negativos da pandemia na segunda quinzena de agosto.

15/09/2020 10:30 | Atualizado: 15/09/2020 11:04

15/09/2020 10:30 | Atualizado: 15/09/2020 11:04

As medidas de isolamento social estão aos poucos sendo afrouxadas e a vacina contra a Covid-19, embora sem data marcada, está cada vez mais próxima. Porém, os impactos da pandemia ainda serão sentidos por um tempo.

Até a segunda quinzena de agosto, quase metade das empresas ainda sentiam resultados ruins decorrentes da pandemia. É o que mostra o novo ciclo da ‘ Pesquisa Pulso Empresa: impacto da Covid19 nas empresas ’, divulgada pelo IBGE nesta terça, 15.

De 3,2 milhões de empresas em funcionamento no período (1ª quinzena de agosto), 38,6% ainda perceberam esses impactos negativos decorrentes da pandemia em suas atividades.

Por outro lado, para 33,9% delas, o impacto foi pequeno ou inexistente. E para 27,5%, o efeito foi positivo.

Como explica Flávio Magheli, coordenador de Pesquisas Conjunturais em Empresas do IBGE, essa percepção de impacto negativo muda entre os setores e entre as regiões do Brasil.

“Por setores, o comércio varejista e a atividade de construção são os mais afetados na quinzena. Dentre as regiões, o Nordeste destaca-se com 52% de efeitos positivos relacionados às medidas de flexibilização do isolamento. Já em relação às vendas, a percepção de redução atinge 36,1% das empresas, afetando principalmente o comércio varejista.”

 

Empresas de pequeno porte sentiram mais impacto

Um ponto observado na pesquisa é que a percepção de impacto negativo é maior entre empresas de pequeno porte. Ou seja, aquelas que possuem até 49 funcionários.

Já as intermediárias (de 50 a 499 funcionários) e de maior porte (acima de 500 empregados) sinalizaram mais efeitos pequenos ou inexistentes. Os dados reforçam a importância de valorizar pequenos negócios, principalmente em momentos de crise como este. 

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Mas é importante destacar também que, como mostra a pesquisa, esses impactos têm diminuído a cada período analisado. É o que destaca o coordenador Magheli.

“Neste quinto ciclo, relativo à primeira quinzena de agosto, percebemos a manutenção dos efeitos negativos para 38,6% das empresas, com destaque para as de pequeno porte, que permanecem com os maiores impactos.”

De acordo com ele, não é a primeira quinzena que a soma da percepção de impactos positivos com impactos pequenos ou inexistente é maior que os negativos. Apenas no setor de serviços de informação e comunicação essa percepção subiu, de 59% foi para 80,3%.

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Quase todas as empresas mantiveram empregos

Ainda segundo o IBGE, apesar dos impactos negativos, 9 em cada dez empresas conseguiram manter os empregos.  Ou seja, 86,4%, o que representa aproximadamente 2,7 milhões. 

Apenas 8,7% delas, cerca de 277 mil empresas, reduziram o número de funcionários. Mas neste cenário também foram mais impactadas as instituições de menor porte.

A maior parte das empresas que reduziu o quadro, diminui a oferta de empregos em cerca de 25%.

O IBGE lembra que a realização de campanhas de informação e prevenção, além da adoção de medidas extras de higiene continuam sendo as principais iniciativas entre as medidas de reação para enfrentar a pandemia, sendo adotadas por 92,9% das empresas. 

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