A nova Educação profissional e tecnológica

Nesse artigo, Ricardo Marsili fala sobre a importância da Tecnologia na Educação, não apenas nos novos cursos, como para as universidades.

15/10/2020 18:04 | Atualizado: 16/10/2020 13:06

15/10/2020 18:04 | Atualizado: 16/10/2020 13:06

Por Ricardo Marsili *

Eu sempre fui um fã de Educação. É a maneira mais rápida, justa e sustentável de transformar a realidade não só da pessoa que se educa, mas também de quem está em volta. 

Isso pode ser feito pelos ganhos financeiros e culturais que a Educação traz. Muito mais do que isso, também funciona como um sentimento de dever cumprido para a família: como concretizar uma missão. Trabalhar com Educação é um dos propósitos mais nobres que a gente pode ter.

E eu dei muita sorte, porque sempre gostei e tive muita afinidade com Tecnologia. E é graças a ela que podemos proporcionar uma democratização nunca vista na Educação.

Estamos vivendo uma revolução quando falamos em aprendizado, alcance e, principalmente, de levar conteúdo de qualidade para pessoas que jamais poderiam ter essa oportunidade antes de contarmos com a Tecnologia.

Hoje nós temos diversos caminhos de capacitação disponíveis. Alguns mais longos, principalmente quando falamos de carreiras mais regulamentas, como Medicina e Direito, por exemplo.

Mas há outros mais curtos, voltados para as profissões mais modernas, dependendo do planejamento individual de cada um. Na minha opinião, isso é uma coisa boa! Existem escolhas e possibilidades, o que não era tão fácil se compararmos ao cenário de 15 anos atrás.

É hora da reinvenção da universidade, não o fim

Não acredito que a faculdade seja inútil e que tenha acabado. Muito pelo contrário, estamos num processo de transformação do ensino superior por motivos de sobrevivência.

Os responsáveis já perceberam que o modelo precisa mudar e já estão realizando investimentos pesados visando essa transformação. No entanto, uma mudança dessa magnitude leva tempo para acontecer.

Um dos pontos de atenção mais importantes, que definirá a sobrevivência dessas instituições, será conseguir desenvolver um curso dinâmico e integrado com a realidade. Nesse caso, não tenho dúvidas que a tecnologia poderá ser usada para aumentar o engajamento e retenção de conhecimento, seja no modelo presencial, híbrido ou EAD.

Existe também um outro grande diferencial dos grupos tradicionais de ensino. Como falou Sal Khan, CEO e fundador da Khan Academy, se “tivesse que escolher entre um professor e a tecnologia, com certeza escolheria o professor”.

Essa é a importância que eu imagino para as universidades, que ela seja uma chancela para os profissionais e que eles possam passar sua experiência para os estudantes.

Além dos cursos tradicionais, muitas delas começaram a oferecer cursos de curta duração para atacar problemas específicos, com programas de 8h a 72 horas. Nesse caso, essas formações possuem um escopo mais fechado e um viés mais prático.

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Ainda nessa linha mais prática, estão surgindo também no mercado, imersões ou cursos intensivos de três a quatro meses. 

Um exemplo é a  iniciativa do Google , que se propõe a ensinar o que é necessário para uma vaga de emprego em seis meses, com cursos na área de Tecnologia. Sem dúvidas, hoje, vamos ver diversas possibilidades no mercado de capacitação.

Unir teoria e mais prática reflete a realidade

Devemos tentar conjugar, na medida do possível, toda parte teórica para pensar, refletir e criar coisas novas, com a experiência prática. Afinal, ninguém aprende a andar de bicicleta só vendo vídeos de ciclismo no YouTube

As pessoas precisam ter mais clareza do que desejam fazer em termos de profissão e ocupação. Alinhar o caminho educacional que mais se encaixa nessa necessidade, levando em conta: urgência, vocação, regulamentação da profissão e assim por diante.

Se você optar pelo caminho do curso superior, busque uma instituição que tenha um compromisso maior com a seleção de bons professores na orientação e também com dinâmicas práticas e vivências.  Que foque na aproximação com o mercado de trabalho, seja com estágios, empresa júnior, jogos de negócios, ensino vivencial, etc.

Use a tecnologia como um aliado no seu processo de aprendizagem e não como um inimigo! E tenha clareza nas suas escolhas e nos seus objetivos com as mesmas. 

Não prove uma maçã esperando que ela tenha gosto de laranja.

Ricardo Marsili

Sobre o Autor

Ricardo Marsili é CEO da Folha Dirigida, liderando a empresa em seu processo de transformação digital e reposicionamento de marca dentro do universo do jornalismo digital e Educação a Distância. Marsili é também embaixador da EduQC, empresa que usa inteligência artificial, tecnologia e ensino adaptativo. Ao longo dos últimos 15 anos empreendeu e atuou no mercado digital e de Educação, ajudando milhares de pessoas a atingirem seus objetivos.

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