Coronavírus: no Rio, microempresários recebem crédito para enfrentar crise


O isolamento social, como medida para frear a contaminação pelo novo Coronavírus, é defendido por especialistas e líderes no mundo inteiro. No entanto, esse período com redução de circulação de pessoas acaba trazendo problemas, principalmente, para os pequenos empresários.

Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2018, no Brasil, somente as pequenas empresas são responsáveis pelo emprego de 46,6 milhões de pessoas. Setores de educação, logística, transporte e tecnologia movimentam uma massa salarial anual superior a R$238 bilhões.

Isso faz com que algumas pessoas defendam o fim da quarentena. Entretanto, as medidas que estão sendo tomadas em outros países, como os Estados Unidos, é o investimento público para ajudar empregados e empregadores durante esse momento de crise.

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No Rio de Janeiro, o Governo do Estado liberou R$320 milhões em linha de crédito através da Agência de Fomento do Rio de Janeiro (AgeRio). Esse crédito emergencial visa auxiliar empreendedores fluminenses que estão enfrentando dificuldades por conta da pandemia da Covid-19.

O objetivo desse crédito emergencial é financiar o fechamento temporário ou redução de atividades de estabelecimentos. Os microempreendedores individuais (MEIs) poderão solicitar até R$ 21 mil, com taxa de juros a partir de 0,25% ao mês, carência de até 1 ano e prazo para pagamento de até 2 anos.

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Para as micro, pequenas e médias empresas, o valor a ser solicitado pode ser de até R$500 mil. A taxa de juros é a partir de 0,74% ao mês, a carência de até 2 anos e o pagamento pode ser feito em até 5 anos.

Devido à alta procura pelo crédito emergencial, o limite de recursos disponíveis esgotou. A AgeRio informou, em publicações nas redes sociais, que espera mais recursos para liberação de novos financiamentos. 

Mais informações podem ser obtidas pelo site da AgeRio, por onde também são realizadas as solicitações.

 

Palácio Guanabara
Governo do Rio liberou R$320 milhões para microcrédito
(Foto: Divulgação)

 

'Compre do Pequeno': movimento defende preservação de empregos

De acordo com um levantamento feito pelo Sebrae, setores de alimentação fora do lar, varejo tradicional, construção civil e moda estão entre os impactados pela pandemia do novo Coronavírus. 

Nesse momento, é importante estimular a compra de pequenos comerciantes para ajudá-los a enfrentar a crise. Por isso, o presidente do Sebrae, Carlos Melles, pediu que os brasileiros apoiem o movimento Compre do Pequeno.

“Neste momento tão difícil para todos nós, o Sebrae tem estimulado de maneira vigorosa que a nossa população compre da micro e pequena empresa”, afirmou Melles, em vídeo publicado nas redes sociais do Sebrae e veiculado em canais de TV. 

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Segundo o presidente, a melhor maneira de combater a crise é com a preservação dos empregos e mais de 54% das vagas formais no país estão nos pequenos negócios. Além disso, ele falou sobre as principais medidas tomadas pelo Sebrae neste momento de crise.

“O Guia da Gestão Financeira para enfrentar a queda do movimento e a redução da produção, as lives diárias pelas redes sociais para esclarecer todas as dúvidas, a página com dicas de gestão e o monitoramento dos setores mais afetados nos pequenos negócios”, enumera.

Melles ainda disse que a rede de atendimento está à disposição dos empresários de micro e pequenas empresas. "Estamos solidários com você, com todos os empresários de pequenos negócios no Brasil”.

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