Prorrogação do auxílio emergencial é possível, diz Rodrigo Maia


O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), avalia ser possível a prorrogação do auxílio emergencial aos trabalhadores informais e mais vulneráveis, em razão da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19). Segundo ele, no entanto, é necessário indicar a origem dos recursos para esse pagamento.

Aprovado pela Câmara e pelo Senado, o auxílio emergencial de R$600 é uma renda básica que, atualmente, é paga pelo prazo de três meses para pessoas que ficaram sem rendimentos, como vendedores ambulantes, feirantes e outros trabalhadores informais.

Segundo Rodrigo Maia, o auxílio foi fundamental para diminuir o impacto da crise nas famílias brasileiras, mas é necessário saber onde buscar recursos para prorrogar esse benefício.

"De onde vamos tirar dinheiro? Vamos debater para ter uma proposta e levar ao governo para que a gente encontre, pelo menos, parte desses recursos na estrutura de gastos que estão mal alocados. Temos que tomar cuidado", disse.

Na última terça-feira, 19, o ministro da Economia, Paulo Guedes, também admitiu a possibilidade de prorrogar o auxílio emergencial, após as três parcelas previstas. Ele, porém, defende a redução gradual do valor do benefício e garante que o auxílio não deve ser permanente. 

Caixa libera calendário da segunda parcela do auxílio emergencial

Além disso, segundo o jornal O Globo, o ministro mencionou o valor de R$200 em uma reunião com empresários na última terça-feira, 19. Durante o encontro, Paulo Guedes citou a necessidade de "suavizar a queda" do pagamento do auxílio.

"Ele falou da possibilidade de pensar em uma fórmula de trabalhar essa saída, uma forma de sair dessa situação sem desproteger as pessoas, na medida em que a crise de saúde também vai diminuindo", disse uma fonte que participou da reunião.

Vale lembrar que o valor de R$200 foi proposto pela equipe econômica do governo na versão original do auxílio emergencial. No Congresso, no entanto, houve a ampliação do benefício para R$500 e, logo após, foi fechado um acordo com o presidente Jair Bolsonaro para elevar a ajuda a R$600.

Segundo um interlocutor, Guedes teria dito que, se o auxílio fosse de R$200, daria para pagar por mais meses. O ministro também ressaltou que, na proposta inicial, era estimado 30 milhões de beneficiários, no entanto subiram o valor e o número de beneficiários (60 milhões).

Até o momento, o governo estuda ainda outras possibilidades de pagar o benefício, como a incorporação do programa a uma outra plataforma de auxílio, como o Bolsa Família, por exemplo. Está também em análise o planejamento de reduzir o público que vai receber as próximas parcelas, tornando o custo do programa menor.

 

Maia acredita na prorrogação do auxílio emergencial (Foto: Marcos Carmargo Agência Brasil)
Prorrogação de auxílio emergencial é possível, diz Rodrigo Maia
(Foto: Marcos Camargo/Agência Brasil)

 

Caixa paga auxílio a 7,9 milhões nesta sexta, 22

A Caixa Econômica Federal libera, nesta sexta-feira, 22, novos lotes do auxílio emergencial, tanto da primeira parcela, para novos aprovados, quanto da segunda, para quem recebeu a anterior até o dia 30 de abril. Ao todo, o benefício será pago a 7,9 milhões de trabalhadores, segundo o banco.

Veja quem recebe nesta sexta, 22:

  • Segunda parcela: 5,3 milhões de trabalhadores nascidos em maio e junho, inscritos no Cadastro Único ou que se cadastraram através do aplicativo e do site, e que receberam a primeira parcela até 30 de abril;

 

  • Segunda parcela: 1,9 milhão de trabalhadores beneficiários do Bolsa Família cujo Número de Identificação Social (NIS) termina em 5;

 

Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site da Caixa.