Concurso Senado: policial legislativo conta trajetória na carreira

Descubra como é o dia a dia do policial legislativo, carreira que será contemplada no próximo concurso Senado.

19/08/2020 17:35 | Atualizado: 20/08/2020 09:11

19/08/2020 17:35 | Atualizado: 20/08/2020 09:11

Estão em andamento os preparativos do concurso do Senado Federal e uma das carreiras que poderá ter muitas convocações é a de policial legislativo. Para conhecer mais sobre ela, Folha Dirigida conversou com Diego Fontes, que atua na função desde 2014.

Fontes também é professor, coach e diretor pedagógico da Escola Nacional de Polícia (Enapol). Vale lembrar que das  40 vagas em cargos dos níveis médio e superior autorizadas para o Senado Federal, 24 serão para técnico legislativo na especialidade de policial legislativo.

Para Diego, esse cargo deverá ser o com maior número de convocações. Ele aposta ainda que mais de 100 poderão ser nomeados. A seguir, o policial conta como foi a sua trajetória.

"Eu, Diego, não trocaria meu cargo por praticamente nenhum outro. Porque nenhum deles me dará a condição de vida que eu tenho hoje, me permitindo, por exemplo, me dedicar a dar aulas, fazer o que amo fazer, além de ser policial legislativo."

Diego Fontes é policial legislativo do Senado Federal (Foto: Arquivo pessoal)
Diego Fontes é policial legislativo do Senado Federal
(Foto: Arquivo pessoal)

Policial legislativo foi nomeado no penúltimo dia da validade

Nascido em Mossoró, no interior do Rio Grande do Norte, Diego Fontes conta que até ser nomeado como policial legislativo do Senado passou por uma verdadeira "novela mexicana". 

O primeiro concurso que prestou foi o da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Ele assumiu o cargo de agente em 2009 e trabalhou lá por quatro anos e meio. Foi nesse período que prestou e passou no concurso Senado, mas levou um tempo para que fosse chamado. 

"Não fiquei dentro das vagas imediatas e ainda houve um problema orçamentário, foi um verdadeiro ‘parto’ para ser nomeado. Eu fui nomeado no penúltimo dia do prazo de validade."

Mas enquanto aguardava a convocação pelo Senado, também aproveitou os estudos e fez o concurso do Ministério Público da União (MPU). Passou e trabalhou um ano como analista jurídico lá.

Nesse tempo, fez ainda o concurso da polícia da Câmara do DF. Passou em 15º lugar. Foi nomeado. Mas na semana seguinte já havia sido convocado para, finalmente, atuar no Senado e foi nomeado policial legislativo.

"Uma verdadeira novela mexicana. Mas eu já estava adaptado a Brasília o que facilitou esse processo." 

Na carreira, policial destaca momentos importantes da história do país

Para Diego Fontes, um dos pontos mais gratificantes de sua carreira é poder acompanhar a história do país. Nos bastidores, mas de forma ativa.

Ele conta que na sessões plenárias, por exemplo, na qual são decididos pontos cruciantes da políticas nacionais, cabe ao policial avaliar se há condições de segurança ideais para esses eventos ocorrerem. E os policiais estão sempre presentes nesses momentos.

"Estou há seis anos no cargo e nesse tempo acompanhei três posses presidenciais: Dilma Rousseff, Michel Temer e do atual presidente, Jair Bolsonaro. Acompanhei também o processo de impeachment. Momentos que são marcantes na história do país."

Ele exemplifica também com a votação da Reforma da Previdência. Mesmo sabendo que iria afetar fortemente os policiais, eles tiveram que trabalhar. Inclusive, muitas vezes com integrantes de outras polícias querendo se manifestar, colegas policiais, mas precisaram ter uma boa gestão do momento.

O cargo de policial legislativo exige o ensino médio completo e um dos principais atrativos é a remuneração. Os selecionados terão direito a vencimentos de R$20.410,07 no início da carreira. 

Mas o professor Fontes conta que não para por aí. Atualmente existe uma série de benefícios concedidos pelo Senado aos policiais, que incluem, por exemplo, adicionais de qualificação e especialização. Há ainda diária em casos de viagem, hora extra e aposentadoria especial.

Ele também destaca que os policiais legislativos podem exercer uma outra atividade privada, com algumas restrições obviamente. Como por exemplo, não ser não seja sócio-administrador do negócio ou exercer função incompatível. 

"Muitos questionam por que é tão remunerada ( a carreira) e muitos acham que é só no Brasil. Mas nos EUA, por exemplo, a polícia do Capitólio é a mais bem remunerada. Por que? Porque trabalhar em uma Casa legislativa exige muito de quem está no policiamento e muitas vezes, numa ação de inteligência, ter imparcialidade. Mesmo sabendo que algo contrário à sua carreira está sendo votado."

Os policiais ainda têm direito a R$147,83 de auxílio-transporte, R$676 de assistência médica e odontológica, R$831,95 de assistência pré-escolar, exames periódicos, além de capacitações. 

A jornada normal de trabalho é de 40 horas. No entanto, em casos de viagens a serviço, é possível ganhar hora extra e diárias.

Confira a entrevista na íntegra com Diego Fontes

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