Concurso Seeduc RJ 2021: presidente da Uppes fala sobre seleção

Em entrevista, presidente da Uppes fala sobre concurso Seeduc RJ com 4 mil vagas. Edital deve sair já nestes primeiros meses. Veja!

12/01/2021 07:57 | Atualizado: 12/01/2021 09:22

12/01/2021 07:57 | Atualizado: 12/01/2021 09:22

A Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro trabalha, no momento, na definição da distribuição das 4 mil vagas do concurso Seduc RJ 2021 para o magistério. Está sendo definido o quantitativo pelas disciplinas e cidades do Estado.

A expectativa é de que esse estudo seja concluído nos próximos dias, tendo em vista que o edital deve sair logo neste início de ano.

Concurso Seeduc RJ: secretaria confirma 4 mil vagas de professores

O que também precisa ser definido nas próximas semanas é a organizadora do concurso. Há grandes chances de a Fundação Ceperj ser a escolhida, tendo em vista que as últimas seleções para o magistério estadual ficaram a cargo dessa banca.

Vale lembrar também que existe uma lei que estabelece que a Fundação Ceperj tem prioridade em organizar os concursos do estado.

A abertura do concurso para o magistério é, então, apenas uma questão de tempo. Por isso, os interessados devem iniciar o quantos antes a preparação, tomando como base o programa da seleção anterior, realizada em 2014, com organização da Fundação Ceperj.

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A realização de um novo concurso para o magistério estadual conta com o apoio da presidente da União dos Professores Públicos no Estado do Rio de Janeiro (Uppes), Teresinha Machado.

Em entrevista à Folha Dirigida, a dirigente sindical diz que existe hoje um expressivo déficit de pessoal, além de mais de 15 mil profissionais atuando no regime de Gratificação por Lotação Prioritária (GLP), que é a ampliação da carga de trabalho de professores.

Novo concurso Seeduc RJ terá 4 mil vagas para professores
Concurso Seeduc RJ deve ter edital logo neste início de ano
(Foto: Divulgação)


Segundo a presidente da Uppes, a maior necessidade é de professores de Português e Matemática. Ela também destaca que a necessidade de pessoal não é apenas de professores, mas também de orientadores educacionais, pedagogos e psicólogos.

Teresinha Machado revela também que há um número expressivo de professores próximos à aposentadoria, tendo em vista a morosidade na realização de concursos públicos, o que gerou uma saída maior de professores para a aposentadoria e um ingresso menor de novos profissionais.

Concurso Seeduc RJ consta na prévia do Orçamento estadual para 2021

Veja os destaques da entrevista 

Respostas dadas pela presidente da Uppes, Teresinha Machado.

Déficit de pessoal

Devido ao longo período sem a realização de concursos públicos, há um expressivo déficit de pessoal. As políticas de austeridade dos últimos governos estaduais também agravaram essa situação.

Recentemente, a Uppes acompanhou e reivindicou a nomeação de 926 professores, que só foi concedida por meio de uma ação civil pública. Tais medidas impostas pelas gestões anteriores sobrecarregaram o atual quadro do professorado fluminense, forçando a Seeduc a adotar o regime de Gratificação por Lotação Prioritária (GLP), que demonstra que há carência na rede.

O déficit de professores é um grande problema para a rede estadual de ensino, contudo há também a carência de um quadro geral pedagógico como orientadores educacionais, pedagogos e psicólogos.

Prova disto foi que, em 2020, devido ao quadro defasado de orientadores na Seeduc, a pasta alterou uma resolução de contratação de pessoal, flexibilizando as contratações de orientadores educacionais, tirando a obrigatoriedade da pós-graduação em Orientação Educacional para a atuação.

É preciso também abrir concursos para essas três carreiras, uma vez que esses profissionais são de extrema importância para o bom funcionamento da escola.

Contratação de temporários

Não temos como precisar o número exato, mas sabemos que o quadro de temporários, no Estado do Rio de Janeiro, não apresenta um número tão elevado se tomarmos como base comparativa outros estados.

Contudo, a Seeduc utiliza a ferramenta de GLPs, que é uma espécie de serviço temporário prestado pelo próprio professor da rede pública, mas que não acumula os benefícios para a aposentadoria.

A Uppes preza pelo crivo do concurso público, pois acreditamos que ter relações passageiras nas escolas dificultam o projeto pedagógico e pesa diretamente no aprendizado das crianças e adolescentes. Acreditamos que manter um corpo permanente de professores é melhor para o desempenho dos alunos.

Reajuste salarial está entre reivindicações 

A principal reivindicação da Uppes é o cumprimento da Lei 1608/90 (data-base), que não tem sido cumprida há sete anos, fazendo com que a categoria do magistério não receba o reajuste salarial e nem mesmo a recomposição das perdas inflacionárias, dificultando que os professores sobrevivam e honrem com seus compromissos.

Além disso, temos lutado pela contagem de tempo de exercício na carreira pública para fins de pagamento de adicionais por tempo de serviço e progressões funcionais, que foram suspensas como exigência para o socorro emergencial a estados e municípios para recuperação econômica, em virtude da pandemia do Covid-19, o que fere a Constituição Federal (Art. 83 inciso IX) bem como o pacto federativo, tendo em vista que o direito à progressão é algo definido por lei.

Temos lutado também pela redução do número de alunos nas salas de aula, o que prejudica o processo de ensino-aprendizagem, afetando o desempenho dos discentes e docentes.

Relação com secretário de Educação

Temos tido um bom diálogo com o secretário de Educação, Comte Bittencourt. Realizamos algumas reuniões por meio de videoconferências com o mesmo e sua equipe a fim de apresentarmos nossas reivindicações e ouvirmos os posicionamentos do secretário.

Último concurso Seeduc RJ pode ser base para estudos

Embora a Seeduc-RJ ainda não tenha dado grandes detalhes sobre o concurso e esteja fazendo o levantamento das vagas, a tendência é que a seleção contemple todas as disciplinas e cidades do estado.

Muito provavelmente, haverá oportunidades para professores de 16 e 30 horas semanais. As remunerações atuais são de R$1.339,36 e R$2.375,25, respectivamente. Os valores contam com R$160 de auxílio-alimentação.

No concurso de 2014, para professor 16 horas, houve vagas para Artes, Biologia, Ciência, Educação Física, Filosofia, História, Inglês, Italiano, Francês, Espanhol e Sociologia. Já para docente 30 horas, as oportunidades foram para Português, Física, Geografia, Matemática e Química.

A exigência para concorrer a uma vaga foi ter licenciatura plena no componente curricular específico e registro no conselho regional de classe, quando fosse o caso. O concurso abrangeu a capital e dezenas de cidades do interior do estado.

Se a estrutura do concurso passado for mantida, os candidatos serão avaliados por meio de provas objetivas e avaliação de títulos.

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