'Novos concursos Polícia Civil-RJ são emergenciais' diz Sindpol

Em entrevista exclusiva, o presidente do Sindpol-RJ comenta sobre a urgência por novos editais de concurso Polícia Civil-RJ, pela carência de agentes.

26/03/2018 12:40 | Atualizado: 26/03/2018 12:53

26/03/2018 12:40 | Atualizado: 26/03/2018 12:53
A falta de policiais na segurança pública do Rio de Janeiro aliada a escassez de materiais e viaturas reforçam a necessidade de novos concursos Polícia Civil-RJ . Em entrevista exclusiva, o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro (Sindpol), Márcio Garcia, disse que para reverter a situação é preciso estabelecer um cronograma de novos editais para corporação. “O ideal seriam novas seleções todos os anos”, revelou.
 
Márcio Garcia, presidente do Sindpol-RJ
(Foto:Divulgação)
Como noticiado pela FOLHA DIRIGIDA, representantes sindicais se reuniram com a nova chefia da Polícia Civil do Rio de Janeiro no dia 16 de março . Temas como novos concursos e chamada de aprovados estiveram em pauta.
 
O presidente do Sindpol-RJ participou do encontro e garantiu que a diretoria da corporação está sensível à necessidade de contratação.
 
“Eles sabem que sem pessoal, fica inviável fazer uma gestão com sucesso. O compromisso deles é conseguir esforços para que os concursados aprovados, ainda na gestão do delegado Rivaldo Barbosa, possam ser aproveitados”, explicou Garcia, referindo-se aos 96 papiloscopistas que aguardam nomeação e outros 248 oficiais de cartório e 220 papiloscopistas que esperam pela convocação para o curso de formação.

Concurso da PC-RJ é tema entre o Sindpol e o MP-RJ

Para Márcio Garcia, contudo, não basta somente que os concursados aprovados sejam chamados. Ele defende que a Polícia Civil-RJ precisa, de forma urgente, voltar a realizar concursos recorrentes. “Nós precisamos de concurso público de forma emergencial e imediata”, pontuou.
 
Desde 2007, o SindPol-RJ realiza uma mediação com o Ministério Público do Estado para estabelecer um cronograma de novos editais. “É possível que, no fim dessa mediação, o MP possa propor um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) ou uma ação civil pública contra o estado obrigando o estabelecimento desse cronograma”, revelou Garcia.
 
 
Questionado sobre quais carreiras demandam maior necessidade de servidores, o presidente do Sinpol identificou as áreas de atividade-fim das polícias, ou seja, de investigação e atividade técnico-científica. “Os cargos principais seriam inspetor de polícia, oficial de cartório, perito criminal e perito legista”.

Polícia Civil-RJ tem déficit de materiais e 15 mil policiais

De acordo com a Lei Estadual 699/83, o efetivo da Polícia Civil do Rio deveria contar com 23 mil agentes. No entanto, hoje em dia, apresenta 8 mil policiais em todo estado, o que representa carência de 15 mil servidores . O presidente do Sindpol-RJ classificou a situação de pessoal da corporação como “calamitosa” e não hesitou em dizer que os maiores prejudicados são os cidadãos.
 
“A falta de pessoal gera um caos nas delegacias, tendo em vista que isso acarreta em dificuldades no exercício profissional. As investigações e o atendimento ao público ficam prejudicados. No final, é a sociedade que sofre o resultado dessa falta de efetivo absurda que passa a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro”.   
 
Polícia Civil-RJ sofre com falta de pessoal e materiais
de trabalho (Foto: Divulgação)
 
Além da carência do efetivo, a corporação conta com sucateamento de materiais de trabalho para além das viaturas.
 
“As delegacias estão com deficiência de materiais, onde faltam insumos de maneira geral, como papel, fone, até os mais básicos como papel higiênico e sabonete.  Ou seja, toda gama de materiais que são necessários para o nosso trabalho de investigação. Isso acarreta na piora dos índices de criminalidade, tendo em vista que a Polícia Civil é responsável por investigar e apresentar os criminosos à justiça”, exclamou Márcio Garcia.

Cerca de 30% do efetivo já pode se aposentar

Outro fator que agrava a crise de pessoal da Polícia Civil do Rio de Janeiro são as aposentadorias previstas para a instituição. O presidente do Sindpol-RJ revela que 30% do efetivo já apresenta condições para se aposentar.  
 
“Não temos dados precisos, mas pelo que tenho visto em publicações internas da Polícia Civil são aposentadorias como nunca aconteceram antes. De um ano para cá, desde quando a Reforma da Previdência começou a ser discutida, percebemos que o número de aposentadorias aumentou de forma assustadora”.

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