Concurso Polícia Civil-RJ: saiba como é o dia a dia dos policiais

Não sabe como é a rotina dos policias civis no Rio de Janeiro? A agente Fernanda Ribeiro conta os detalhes!

28/09/2018 10:50 | Atualizado: 28/09/2018 20:27

28/09/2018 10:50 | Atualizado: 28/09/2018 20:27

As carreiras de Segurança atraem milhares de concurseiros em todo país. No Rio de Janeiro, a Polícia Civil está autorizada a abrir concurso com 96 vagas para cargos de todos os níveis de escolaridade. Mas, você sabe como é o dia a dia dos policiais civis no estado? Neste sábado, dia 29, é o dia do policial civil. Por isso, FOLHA DIRIGIDA conversou com a oficial de cartório, Fernanda Ribeiro, para descobrir os detalhes.

Além da estabilidade e salários que chegam a R$18 mil, ela identificou como um atrativo da carreira policial o trabalho dinâmico. Isso porque, todos os dias, os agentes estão em contato com diferentes histórias e realidades sociais. A rotina de trabalho, segundo Fernanda, nunca é igual.

“O dia a dia é bem dinâmico. Ao entrar na Polícia Civil do Rio de Janeiro, você cresce também como ser humano porque conhece muitas realidades diferentes. Você não vai atender somente quem mora na zona sul e sim todas as classes sociais”, disse a policial.

Lidar com situações extremas é fundamental, destaca policial

Policial Fernanda Ribeiro
(Foto: Arquivo Pessoal)

A servidora da Polícia Civil do Rio também destacou que se depara com situações de todos os tipos, sobretudo as extremas. Por isso, para além dos serviços operacionais de segurança, os policiais devem exercer também uma função social.

“As pessoas procuram as delegacias nas piores situações, como estupro e violência doméstica. E os policias devem trazer um conforto a elas no atendimento ou na solução do caso”. Ao solucionar tais situações, Fernanda também contou sobre a sensação de dever cumprido.  

“É gratificante quando você consegue solucionar o caso. Uma vez, recebemos a notícia de que uma menina veio a óbito por ter sido esfaqueada pelo seu companheiro. E ele fugiu. Com a notícia do crime, conseguimos resolver de forma muito rápida o caso e efetuar a prisão dele. Quando a mãe da menina chegou à delegacia foi muito emocionante”, relembrou.

A jornada de trabalho dos policiais também é flexível. De acordo com Fernanda Ribeiro, alguns policiais trabalham na escala de plantão 14 x 72h, outros no regime de expediente semanal. “Isso caracteriza uma forma de trabalhar diferente do que o mercado de trabalho em geral. É uma rotina diferenciada”.

Assista a entrevista completa com Fernanda Ribeiro: 

Primeira progressão da carreira ocorre após três anos

Em geral, os policiais civis no Rio de Janeiro podem progredir em seis patamares. Fernanda explicou que a primeira progressão ocorre três anos após efetivo exercício na corporação. Essa primeira evolução salarial acontece para todos os policiais. Já as demais são por antiguidade ou por merecimento.  

Em crise, a Polícia Civil-RJ conta com déficit de 15 mil agentes. De acordo com a Lei Estadual 699/1983, a corporação deveria apresentar 23 mil policiais. Entretanto, o Estado do Rio de Janeiro conta com somente 8 mil policiais, hoje em dia.

Por essa carência, a policial Fernanda Ribeiro contou que, em sua rotina, tem que desempenhar atribuições de outros cargos. como o de oficial de cartório. “Não temos quantitativo de pessoal para desempenhar as funções de um único cargo”.

Policial recomenda estudar as disciplinas básicas para provas

Fernanda sempre teve o sonho de seguir uma carreira policial. Por isso, desde a graduação em Direito, procurou manter os estudos em dia para conquistar uma vaga no serviço público. O primeiro concurso que prestou foi para delegado da PC-RJ, em que não foi aprovada.

No segundo concurso, para oficial de cartório (que equivale ao cargo de escrivão) logrou êxito. Para isso, começou a estudar antes da divulgação do edital e a se preparar também para o teste de aptidão física (TAF).

Polícia Civil-RJ tem aval para abrir concurso com 96 vagas
(Foto: Governo do Rio de Janeiro)

 

De acordo com Fernanda, as provas para oficial de cartório são semelhantes as de inspetor, cargo que será contemplado pelo concurso Polícia Civil-RJ 2018. As disciplinas e os itens cobrados são os mesmos.

Quer curso preparatório para o cargo de delegado?

A estratégia desenvolvida pela servidora foi dedicar mais tempo a Português e Informática, disciplinas que não teve muito contato na universidade. Somente essas duas áreas corresponderam a 50% da prova. Os demais pontos foram para áreas específicas de Direito.

“A minha dica é focar mais nas matérias que não são cobradas na universidade. Isso se você é formado em Direito e já tem uma base das específicas. Nas específicas, as provas cobram muito a literalidade da lei. Por isso, leia a constituição e também o que pensam o STJ e o STF a repeito. A banca não cobra um conhecimento amplo da disciplina, mas pode cobrar o que um tribunal superior está pensando”.

Para aqueles que sonham com a carreira policial, Fernanda deixa a seguinte mensagem: “Não desista porque tudo acontece na hora certa. Eu também tive minhas reprovações. Mas, se você perseverar, levar o estudo a sério, não há outro caminho senão a conquista de sua vaga”.   

Concurso Polícia Civil-RJ: escolha da banca já foi iniciada

Entre junho e julho, o governador Luiz Fernando Pezão autorizou a abertura de 96 vagas em concursos Polícia Civil-RJ. As oportunidades são distribuídas por cinco carreiras dos níveis fundamental, médio e superior. O número de vagas foi determinado em função do regime de recuperação fiscal. Veja abaixo a distribuição das vagas por cargos e escolaridade:

► Auxiliar de necropsia – 6 VAGAS

Nível fundamental completo

Técnico de necropsia – 4 vagas

Nível médio completo

Inspetor – 50 VAGAS

Nível superior em qualquer área e carteira de habilitação na categoria B

Perito Legista – 20 VAGAS

Nível superior em Medicina, Odontologia, Farmácia ou Bioquímica

Delegado – 16 VAGAS

Nível superior em Direito

Logo após a autorização para abertura de novo concurso, a Polícia Civil-RJ já iniciou os procedimentos internos. Segundo fontes ligadas à corporação, o processo para escolha da banca organizadora está em definição. A tendência é que a instituição seja escolhida por licitação e não mais por dispensa, como aconteceu nos últimos anos.

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