Concurso PC-MT: denúncia de fraude é arquivada e seleção é retomada
O Ministério Público divulgou decisão sobre a investigação do PC-MT: denúncia de fraude foi arquivada. Expectativa é que seleção seja retomada.
20/02/2018 08:06 | Atualizado: 20/02/2018 10:41
20/02/2018 08:06 | Atualizado: 20/02/2018 10:41
Matéria atualizada às 13h35min do dia 20/02
 
Após quase quatro meses de espera, acabou o suspense sobre as investigações para o concurso de delegado substituto da  Polícia Judiciária Civil do Mato Grosso  (PJC-MT), e que atraiu mais de 13 mil inscritos. A seleção foi suspensa por 60 dias para ser analisada pela Polícia Civil do estado, e depois seguiu para as mãos do Ministério Público.
 
O MP, que foi  o responsável por analisar as investigações , chegou a conclusão de que houve falha processual, uma vez que o inquérito foi baseado em uma uma falsa perícia que atestou a violação dos envelopes das provas do concurso. A decisão foi do promotor de Justiça Ezequiel Borges, da 6ª Promotoria de Justiça Cível da Capital.
 
A informação sobre o arquivamento da denúncia foi confirmada nesta terça-feira, 20, à FOLHA DIRIGIDA por meio da assessoria de imprensa do Ministério Público. Procurada, a Polícia Judiciária Civil do Mato Grosso disse em nota que em breve um novo cronograma elaborada pelo Cebraspe será publicado no Diário Oficial. 
 
"A Polícia Judiciária Civil, por meio da comissão de acompanhamento do concurso público para o cargo de Delegado Substituto,  informa que serão retomadas as fases do certame e em breve um novo cronograma elaborado pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe/Cespe), empresa contratada para realização do concurso público, será publicado no Diário Oficial." 
 
Fachada da Polícia Judiciária Civil do Mato Grosso
Concurso PC-MT: investigação é arquivada pelo
(Foto:Divulgação)


PC-MT: falha na perícia, segundo promotoria

De acordo com o relatório a que FOLHA DIRIGIDA teve acesso, após a aplicação das provas, os envolopes aparentemente violados foram encaminhados à Politec. A perícia realizada pela instituição apontou violação parcial dos envelopes externo e interno.  
 
No entanto, o Ministério Público (MP) analisou outras provas. E o parecer, de acordo com o promotor, apontou três contradições na perícia da Politec. A principal delas é referente à alteração do estado em que os materiais analisados se encontravam no momento em que foram entregues na delegacia de polícia. 
 
De acordo com o documento, "o estado dos materiais ilustrados no laudo pericial era absolutamente diverso da situação em que eles se encontravam quando foram apreendidos na Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), onde tramitou o inquérito policial".

PC-MT: concurso será retomado

Expectativa pela retomada do concurso em breve

Quanto à divulgação das imagens da folha de resposta da prova e capa do caderno de texto definitivo da prova dissertativa, o promotor relatou que um dos candidatos, confessou ter tirado uma fotografia antes de lacrar o envelope em que deveria deixar o aparelho celular. A imagem foi publicada em um grupo de Whatsapp antes do ínicio das provas.

“Que quando terminou sua prova e saiu da sala, o declarante ao ligar o seu celular viu que a foto que havia tirado da folha de resposta estava circulando em grupos de WhatsApp; Que devido aos comentários que estavam fazendo, o declarante viu que foi infeliz ao tirar a foto; Que nem voltou para fazer a segunda etapa do concurso que ocorreu à tarde”, diz trecho do depoimento. 
 
Segundo o Ministério Público, a conduta do candidato não foi prejudicial ao concurso. No caso, apenas o candidato seria prejudicado, porque mesmo se tivesse realizado a prova dissertativa, ele seria eliminado.

O promotor Ezequiel Borges ainda ressaltou no documento de arquivamento que as imagens não apresentavam conteúdo sigiloso que poderia dar vantagem ou prejuízo aos demais candidatos. "Com efeito, o que se esclareceu sobre a origem das imagens divulgadas pelo candidato e fiscal de prova, aliado aos relatos do caráter rigoroso da fiscalização e à eliminação de candidatos flagrados com aparelho celular/eletrônico, não denotam irregularidade alguma capaz de macular todo o certame", diz trecho.
 
Com o arquivamento da denúncia, o concurso que teve seu edital publicado em março de 2017, deve ser retomado. Se não houver nenhuma alteração no edital, o concurso ainda terá mais seis etapas pela frente: prova oral, análise de títulos, exame de saúde, teste de aptidão física, avaliação psicológica e investigação social.
 

Entenda o que aconteceu no concurso PC-MT

A prova para o concurso de delegado substituto da Polícia Judiciária Civil do Mato Grosso foi aplicada no dia 8 de outubro de 2017. No entanto, a suspensão de 60 dias da seleção veio após uma suspeita de irregularidades durante a aplicação do exame. Uma das suspeitas era a constatação dos lacres dos envelopes das provas rompidos antes da avaliação. 
 
Alguns candidatos também relataram em grupos do Facebook que houve vazamento das fotos dos gabaritos bem como a suspeita de que fotos da prova passaram a circular também em grupos de estudo do Facebook. 
 
Foram mais de 13 mil candidatos inscritos no concurso para a formação de cadastro reserva no cargo de delegado substituto. A remuneração, inicialmente, é de R$19.316,46, para jornada de 40 horas semanais.

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