Concurso investigador da Civil-RJ: Alerj aprova mudança de escolaridade e candidatos criticam

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, na última quarta-feira, dia 10, o Projeto de Lei 1.942 de 2016, que altera o requisito do cargo de investigador da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, de nível médio para o superior. O PL, que já rende polêmicas entre os candidatos, ainda precisa de sanção do governador Luiz Fernando Pezão.

11/05/2017 09:01 | Atualizado: 02/10/2017 02:30

11/05/2017 09:01 | Atualizado: 02/10/2017 02:30
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, na última quarta-feira, dia 10, o Projeto de Lei 1.942 de 2016 , que altera o requisito do cargo de investigador da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, de nível médio para o superior. O PL, que já rende polêmicas entre os candidatos, ainda precisa de sanção do governador Luiz Fernando Pezão.
 
Os concorrentes, que estudam há mais de um ano para o concurso investigador Polícia Civil-RJ, clamam ao governador que não sancione o PL, nos próximos 15 dias úteis, pois isso os prejudicará. É que os candidatos investem, há meses, tempo e dinheiro para serem aprovados na seleção, que, segundo o chefe da corporação, delegado Carlos Leba, pode ser aberta no ano que vem. Como a maioria tem apenas o nível médio, muita gente ficaria de fora do concurso, com a sanção, por parte do governador, do PL 1.942 de 2016.
 

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As reclamações dos concorrentes também são direcionadas à Polícia Civil, que, no ano passado, anunciou o concurso de investigador, para quem tem apenas o nível médio, sem mencionar possível alteração de requisito.
 
 
Um dos candidatos insatisfeitos é Douglas Lima, 27 anos, que estuda há um ano e meio para o concurso de investigador da Polícia Civil. Ele é um dos que têm apenas o nível médio, sendo prejudicado pela alteração. "Fico bastante chateado com essa mudança e clamo ao governador Luiz Fernando Pezão que não sancione o projeto de lei. Essa medida prejudica muito quem tem o nível médio, está desempregado e estuda para o concurso de investigador. Foram meses de estudo e dedicação. Eu, por exemplo, estou há um ano e meio me preparando apenas para esse certame. Mudar a escolaridade agora seria bastante prejudicial. Isso sem contar que o investigador sempre foi um cargo de nível médio. Não há necessidade de mudança. Só restringiria a disputa a graduados", assinalou.
 
Renato Nascimento, 30 anos, é outro concorrente de nível médio prejudicado. Ele estuda há seis meses para o concurso. "A nossa torcida agora é que o governador vete o projeto de lei. Acho que o cargo de investigador pode muito bem ser exercido por um servidor de nível médio, conforme aconteceu nos anos anteriores. E essa alteração é um desrespeito com os candidatos, principalmente por parte da Polícia Civil. Quando ela divulgou o concurso no ano passado não disse que poderia haver mudança de requisito. São meses de tempo e dinheiro gastos nesse concurso. Espero muito que o governador vete o PL", disse.
 
O concurso de investigador é uma das prioridades da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que aguarda a volta dos certames no ano que vem. O déficit no cargo é alto. Segundo o Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro (Sinpol-RJ), faltam 2.545 investigadores. E você candidato a investigador da Polícia Civil, o que acha da alteração? Deixe seu comentário abaixo!

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