Sindicato repudia em nota a não autorização do concurso IBGE

Depois de ter o pedido de concurso arquivado pelo Planejamento, Assibge publica nota de repúdio e alerta para riscos da falta de servidores.

26/12/2018 15:36 | Atualizado: 26/12/2018 17:46

26/12/2018 15:36 | Atualizado: 26/12/2018 17:46

Depois da notícia de que o pedido de concurso foi negado pelo Ministério do Planejamento, foi a vez da Associação e Sindicato Nacional dos Servidores do IBGE (Assibge) se manifestar. De acordo com nota publicada, a notícia foi recebida com surpresa. 

Em trecho, o sindicato afirma que:

"Diante desta notícia, nós, da ASSIBGE-SN, elevamos o alerta para o risco real de enfrentamento de uma das piores crises institucionais da história do IBGE, em virtude do esvaziamento em seu quadro efetivo. A perspectiva de aposentadoria de quase 1/3 desta já enxuta parcela de trabalhadores, em um horizonte próximo, aliada à resposta negativa apresentada pelo Ministério do Planejamento, virá a acentuar sobremaneira a fragilidade das estruturas organizacionais, ameaçando a manutenção das atividades nas áreas fim e meio da instituição". 

No texto, a Assibge afirma que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística chegou além do nível crítico. Segundo o sindicato, a incerteza que a não realização de concurso provoca se estende das pesquisas regulares ao Censo Demográfico 2020.

"Não se vislumbra a retenção de saberes – a efetiva gestão de conhecimento -, fundamentais na execução das atividades em Geociências e Estatística, dentro de uma estrutura cuja base é a mão de obra precarizada e temporária", diz outro trecho.

De acordo com a Assibge,  o IBGE, que em 1990 tinha 14 mil servidores, hoje conta com cerca de 5 mil efetivos e 5 mil temporários exercendo atividades contínuas, 600 estagiários, mil terceirizados e mais 250 na área fim de proteção aos dados.

Os levantamentos apontam que nos últimos dez anos, o IBGE perdeu 2.356 concursados, passando de 7.346 para 4.990 servidores em atividade, uma queda de 32%. O maior prejudicado foi o cargo de técnico de nível médio, que encolheram 41% no mesmo período. Os cargos de nível superior tiveram um aumento de 1%.

Assibge alerta para alto número de temporários

Se o número de efetivos vem caindo cada vez mais, por outro lado o número de trabalhadores temporários aumentou. Segundo o sindicato, entre no mesmo período, houve um aumento de 117% na quantidade de trabalhadores temporários com contratos precarizados no IBGE.

"Estes trabalhadores, embora tenham contratos temporários, atuam principalmente em pesquisas contínuas, o que, no nosso entendimento, desrespeita a lei 8.745/93. Atualmente, os trabalhadores temporários constituem a metade da força de trabalho ativa do IBGE e é 39% maior que o número de técnicos concursados", afirma o sindicato.

Concurso IBGE terá novo pedido (Foto: Leandro Santos)
Concurso IBGE terá nova solicitação para 2019 (Foto: Leandro Santos)


Para a Assibge, a situação se agravará, pois cerca de 30% dos concursados já possuem, hoje, condições de se aposentar. Além disso, o cenário de incertezas quanto à reforma da previdência e ao plano de trabalho do IBGE pode fazer com que o instituto sofra intensivamente nos próximos dois anos a mesma perda de servidores que ocorreu na última década.

IBGE confirma novo pedido de concurso para 2019

Apesar da notícia do arquivamento do pedido de concurso, que tramitava no Ministério do Planejamento desde 2017, uma nova esperança para os concurseiros. Procurada pela FOLHA DIRIGIDA, a Assessoria de Imprensa do Instituto revelou que irá enviar uma nova solicitação já nas próximas semanas. 

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A expectativa é que o concurso IBGE também seja para o preenchimento de 1.800 vagas, mesmo número do pedido anterior.

A solicitação de 2017 estava dividida entre os cargos de: 

  • Técnico de nível médio -  1.200 vagas;
  • Analista de nível superior (qualquer área) -  600 vagas.

Depois de ter ficado parada por mais de quatro meses, o protocolo para a seleção registrou movimentações no dia 14 de dezembro e depois no dia 17. Neste dia, foi encaminhado ao Diretor Executivo do Instituto, Fernando José de Araújo Brantes, quando foi emitido um ofício. 

Protocolo concurso IBGE

Como apurado  por FOLHA DIRIGIDA, este ofício informava sobre o arquivamento do pedido do concurso IBGE. Os motivos alegados pelo Planejamento foram " a situação fiscal do país limita sua atuação em ações que causem impactos financeiros, como é o caso de concursos públicos". 

A justificativa foi a mesma dada a outros pedidos de concursos federais também indeferidos, como o caso do concurso Bacen de 2017

O último concurso do IBGE foi realizado em 2015. Na ocasião, também foram oferecidas vagas de técnico e analista, que contemplam os níveis médio e superior.

A prova para técnico foi composta por 60 questões, sendo dez de Conhecimentos Específicos do IBGE, 15 de Geografia, 15 de Matemática e 20 de Língua Portuguesa. Já para analista foram 70 questões sobre Conhecimentos Básicos (Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Raciocínio Lógico Quantitativo) e Conhecimentos Específicos.

O número de questões por disciplina variava. A banca foi a Fundação Getulio Vargas (FGV).

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