'Concurso Funai só depende de aval da Economia', diz presidente

Presidente confirma pedido de concurso Funai para mais de 800 vagas e diz que edital terá cotas para indígenas.

28/09/2020 09:30 | Atualizado: 28/09/2020 13:58

28/09/2020 09:30 | Atualizado: 28/09/2020 13:58

Enquanto o pedido de concurso Funai aguarda o aval do Ministério da Economia, a Fundação Nacional do Índio parece estar preparada para publicar o edital assim que houver autorização.

O presidente do órgão, Marcelo Augusto Xavier, falou sobre a seleção neste domingo, 27, em entrevista  ao programa Brasil em Pauta, da TV Brasil. Na conversa, ele confirmou a espera pelo edital e disse ainda que haverá cotas para candidatos indígenas.

“(...) Estamos pedindo um concurso com aproximadamente 820 vagas, que depende só de autorização do Ministério da Economia. E uma novidade: eu quero colocar neste concurso cotas para os indígenas.”


O representante não entrou em detalhes sobre como estão os trâmites do pedido e o Ministério da Economia também não divulga essas informações. 

Mas as últimas declarações e notas que têm sido emitidas pelo órgão e outras autoridades são positivas. Por enquanto, contudo, qualquer movimentação da Funai no sentido de efetivamente abrir as vagas ainda depende do aval do ministro Paulo Guedes. 

Anteriormente, como noticiado pela Folha Dirigida, a Funai já havia confirmado que, havendo autorização, o edital sairia ainda no primeiro semestre de 2021.

Concurso Funai terá vagas nos níveis médio e superior

De acordo com a Assessoria de Comunicação da Funai, o pedido encaminhado ao MJSP é para o preenchimento de 826 vagas. As oportunidades abrangem carreiras de níveis médio e superior, conforme listado abaixo. 

As lotações previstas estão distribuídas entre as unidades descentralizadas em todo o Brasil; além do Museu do Índio, no Rio de Janeiro; nas Frentes de Proteção Etnoambiental; e na sede da fundação, no Distrito Federal.

Para o nível médio, as vagas solicitadas são para o cargo de agente em indigenismo. A remuneração inicial, segundo dados de junho de 2019, é de R$5.349,07 mensais.

Já para o nível superior as vagas solicitadas são nos seguintes cargos:

  • Administrador
  • Antropólogo
  • Arquiteto
  • Arquivista
  • Assistente Social
  • Bibliotecário
  • Contador
  • Economista
  • Engenheiro
  • Engenheiro Agrônomo
  • Engenheiro Florestal
  • Estatístico
  • Geógrafo
  • Indigenista Especializado
  • Médico Veterinário
  • Pesquisador
  • Psicólogo
  • Sociólogo
  • Técnico em Assuntos Educacionais
  • Técnico em Comunicação Social e Zootecnista.


Para essas carreiras, segundo dados de junho de 2019, o ganho mensal é de R$6.420,87. A Funai não divulgou a distribuição das vagas entre os cargos. 

Presidente fala sobre concurso Funai
Presidente da Funai confirma pedido de concurso e cotas
para indígenas (Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil)


Concurso Funai tem apoio do vice-presidente

As medidas restritivas do Governo Federal em relação às políticas de contratação de pessoal deixam muitos candidatos desanimados, principalmente após a pandemia do novo Coronavírus, com a publicação do decreto restringindo ainda mais os concursos. 

Mas um acontecimento recente pode significar mais chances de abertura do um concurso Funai. Após o governo sofrer pressão de investidores nacionais e internacionais por políticas de combate ao desmatamento mais efetivas, o vice-presidente, Hamilton Mourão, confirmou que seriam realizados estudos viabilizar algumas seleções

Esses concursos já estão sendo estudados pelos ministérios competentes, que devem encontrar meios de viabilizar as contratações. Eles seriam para reposição de vagas no Incra, ICMBio, Ibama e também na Funai. 

A expectativa é que os resultados desses estudos sejam apresentados em outubro, para quando está marcada a próxima reunião do Conselho Nacional da Amazônia Legal, do qual Mourão é presidente. 

Apoio do vice-presidente pode ajudar em novos concursos ambientais?

Último concurso Funai já encerrou a validade

último concurso Funai foi realizado em 2016. Na época, a oferta inicial foi de 220 vagas, mas segundo informações do órgão, foram convocados todos os aprovados e mais 50% dos classificados excedentes.

As oportunidades eram todas de nível superior, em cargos de contador, engenheiro agrônomo, engenheiro (agrimensor e civil) e indigenista especializado. A seleção já teve prazo de validade expirado. Veja o edital:

Os candidatos foram avaliados por meio de provas objetiva e discursiva. As disciplinas cobradas abrangiam Conhecimentos Gerais e Conhecimentos Específicos.

A parte específica variava de acordo com a vaga concorrida. Já os conhecimentos gerais englobavam:

  • Língua Portuguesa
  • Raciocínio Lógico e Quantitativo
  • Direito Constitucional e Administrativo
  • Legislação Indigenista
  • Informática Básica
  • Administração Pública

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