Reforma Administrativa: o que pensam os servidores públicos?

O que pensam os servidores públicos sobre a Reforma Administrativa? Entenda no Folha Dirigida Entrevista desta quarta, 7.

07/10/2020 16:50 | Atualizado: 09/10/2020 00:43

07/10/2020 16:50 | Atualizado: 09/10/2020 00:43

O que pensam os servidores públicos sobre a Reforma Administrativa? Para responder essa pergunta com uma análise mais profunda dos argumentos, recebemos dois representantes no Folha Dirigida Entrevista desta quarta-feira, 7. 

Os convidados Adriel Gael, diretor-executivo do SindMPU, e Sergio Ronaldo, secretário-geral da Condsef, contaram os pontos negativos da reforma e porque, na visão deles, ela também afeta os atuais servidores da Administração Pública.

Assista a seguir a entrevista na íntegra. Assinantes da Folha Dirigida têm acesso à transcrição completa da conversa!

 

“A estabilidade do funcionalismo não está à venda. É inegociável!”

Foi esse o recado de Sérgio Ronaldo, que defende que esse direito garantido por lei não seja retirado dos servidores públicos federais por meio da Reforma Administrativa. Para ele, ela é uma ferramenta para o próprio desenvolvimento da Administração de forma menos corrupta. 

Citando exemplos de casos que já ocorreram algumas vezes, os sindicalistas destacam que é por causa da estabilidade que os funcionários públicos têm mais força para se comprometer com a sociedade, sem se submeterem às vontades de maus gestores.

“É por causa da estabilidade que a gente não aceita ser um ‘guardião do Crivella’, por exemplo. É por causa dela que a gente pode aplicar uma multa em uma autoridade. Os princípios da Administração Pública estão todos na Constituição, eles não morreram”, disse Adriel Gael.

Uma das reclamações apresentadas pelos sindicalistas é em relação à falta de diálogo com as categorias que mais serão atingidas pela proposta. De acordo com eles, não houve consulta aos trabalhadores. 

Apesar disso, os servidores não pretendem parar e acreditam na real possibilidade de barrar a proposta. A prioridade é lutar para que a PEC não seja aprovada neste final de ano na CCJ (Câmara de Constituição, Justiça e Cidadania).

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E também que não se instale a comissão mista. Sérgio Ronaldo acredita que até, fevereiro, com a vacina contra a Covid-19 tendo chegado ao Brasil, a categoria será capaz de se organizar melhor para combater o avanço da Reforma. 

Sindicalistas apontam que Governo tem visão distorcida do serviço público

Para Adriel Gael, diretor-executivo do SindMPU, a visão que o Governo Bolsonaro tem passado a respeito do serviço público remete a antes da Constituição de 1988. Uma época na qual um prefeito, ao ganhar uma eleição, colocava todos os seus cabos eleitorais como funcionários, ele conta. 

Ainda  de acordo com Gael, 70% das prefeituras são as maiores empregadoras em municípios. Por isso, o sindicalista teme que, com uma reforma administrativa como essa sendo depois copiada em estados e municípios, muitas dessas cidades vão sofrer com a falta de concursos.

“Ele (Paulo Guedes) fala dos gastos que o servidor público tem para Administração. Mas será que a gente não contribui para o país? A título de exemplo, de Imposto de Renda é 27,5%.  Então eu desafio o senhor Paulo Guedes a informar quanto que a gente devolve para o PIB do país.”

Confira a transcrição da entrevista na íntegra!

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