Eleições 2020: Fred Luz quer contar com servidor para recuperar o Rio

Fred Luz (partido Novo) é o entrevistado do Especial Eleições 2020 e conta suas propostas e visão sobre concursos. Confira!

23/10/2020 09:00

Por: Fernanda Gomes

23/10/2020 09:00 - Por: Fernanda Gomes

Apostando em sua experiência de 30 anos em gestão na iniciativa privada, Fred Luz acredita que pode aplicar seus conhecimentos na governança da cidade do Rio de Janeiro. 

Carioca e empresário, o representante do partido Novo tem a renovação política e os conceitos de gestão empresarial entre os pilares de sua candidatura à prefeitura.

Marcando presença como o sexto entrevistado no Especial Eleições 2020 da Folha Dirigida, Fred Luz falou sobre suas propostas para as áreas de Educação, Saúde, Segurança, Economia e, claro, sobre sua visão em relação aos servidores públicos e concursos para o município. 

Segundo ele, a decisão de disputar as eleições deste ano foi motivada por uma descrença nas figuras atuais que estão no poder. 

"Sou Fred Luz, sou carioca e nunca precisei de política para nada. Minha vida foi ganha na iniciativa privada. Eu não acredito mais que esses políticos de sempre, que até cheguei a votar em alguns deles, e esses partidos de sempre, que estragaram a nossa cidade do Rio de Janeiro ao longo de anos, tenham qualquer chance de recuperação". 

Logo de início, o candidato também reforçou seu legado em gestão.

"Eu resolvi participar porque com a minha experiência com mais de 30 anos de gestão, tenho certeza absoluta que a cidade do Rio de Janeiro tem jeito sim, mas não com essa turma que está ai. Nesse processo conheci o partido Novo, que é o partido que não usa o fundo eleitoral, que faz processo seletivo para a escolha dos candidatos, ou seja, exige que eles tenham experiência comprovada e sejam bem sucedidos em gestão (que é o meu caso),  ficha limpa e não tolera essa forma atual de fazer política". 

A sua vivência no mundo empresarial foi trazida à tona, mais uma vez, quando questionado sobre como será sua relação com os governos estadual e federal, caso seja eleito.

De acordo com Fred Luz, uma relação de cooperação e bom ambiente são importantes, mas não somente isso é eficaz. 

"Sou empresário experiente, em grandes empresas e no (clube) Flamengo também, a relação com todos os entes que formam o ambiente que você precisa trabalhar em cooperação, uma boa relação é fundamental. Mas nem sempre uma relação eficaz está baseada única e exclusivamente na cordialidade". 

Para o candidato, primeiro é preciso entender quais são os propósitos em benefício do carioca, que paga todos os seus impostos. 

"55% de todos os impostos pagos vão para o Governo Federal, 20% para o estadual e 25% ficam aqui. Então o prefeito do Rio de Janeiro, como representante dos cariocas, tem que ser o principal demandante dos serviços públicos, dos governos federal e estadual, que venham em benefício da cidade do Rio de Janeiro".

Citando alguns exemplos, ele afirma que não houve essa cordialidade entre os governos estadual, federal e municipal para a melhoria de serviços.

"Não houve cordialidade para melhorar o serviço de ensino, para ter uma Saúde com atendimento e prevenção muito maior do que tem aqui. Não teve cordialidade em relação aos benefícios que são as maiores necessidades do carioca: Segurança, Saúde, Saneamento".

"Servidores são qualificados, mas desvalorizados pela politicagem", diz

Quando o assunto são os servidores públicos do município, o candidato afirma que em sua visão são muito bem qualificados, mas, por outro lado, muito desvalorizados pela 'politicagem'.

"Quando você coloca apadrinhados políticos, vereadores ocupando cargos na secretaria e, até mesmo, influenciando nas próximas eleições os cargos de segundo, de terceiro escalão também na prefeitura, você desrespeita o funcionário público  de carreira que tem muito conhecimento".

Ele cita como exemplo o governo de Minas Gerais, do governador Zema (partido Novo), explicando que lá foi feito um processo seletivo para ocupação dessas posições e mais de 95% vieram a ser ocupadas pelos funcionários públicos.

"Os funcionários públicos conhecem os problemas, estou falando de Minas Gerais, e no Rio de Janeiro será a mesma coisa, eu não tenho dúvida que praticamente todos os cargos serão ocupados por funcionários públicos. Tenho conversado com muitos, tem gente muito bem qualificada que está sendo desrespeitada, desqualificada, desmotivada por esse modelo horroroso que nós temos tido na política do Rio de Janeiro".  

O candidato também aproveita para criticar o atual prefeito do Rio, Marcelo Crivella, em relação a seu tratamento aos servidores e afirma que irá contar com o a classe para recuperar a cidade. 

"Nós temos visto aí o quê o atual prefeito tem feito.  Não tem nada de mérito, é tudo pensando na eleição, nunca na qualidade do serviço. E quando não se pensa na qualidade do serviço, você não valoriza quem está mais capacitado para fazer. Quem vai recuperar o Rio de Janeiro são todos os cariocas, a começar pelos servidores do município".

Assista aos destaques da entrevista com o candidato Fred Luz 

Aumento de receita e enxugar estrutura são propostas para melhora da economia

Para melhorar a situação econômica da cidade, que opera há dois anos acima do limite imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal, Fred Luz acredita que deve-se conter as despesas para trazer para um valor abaixo da receita, por menor que ela seja. 

Para fazer isso, ele diz que será preciso enxugar a estrutura. O candidato também cita o combate à corrupção como fator importante nesse quesito.

"Primeiro o Rio de Janeiro precisa fazer um encolhimento muito grande da máquina, mas da estrutura de comando que são os maiores salários de cargos comissionados. Em segundo, a contenção das despesas e tudo que for possível com inteligência e com controle, para não ter a corrupção do jeito que se tem. Não tenho dúvidas que vai aparecer muito dinheiro quando forem cortados esses desvios também".

Candidato Fred Luz (Foto: Divulgação)
Fred Luz concorre a prefeito do Rio de Janeiro
pelo partido Novo (Foto: Divulgação)

Além disso, fala na realização de uma Reforma Administrativa no município.

"Vai precisar da Reforma Administrativa para valorizar o funcionário público que ganha muito pouco e para equilibrar aqueles que ganham demais, acima de teto, fazendo uma revisão.  E também com a Reforma da Previdência da prefeitura que é deficitária e ainda não foi feita".

O candidato informa sobre sua trajetória e afirma saber lidar com situações financeiras difíceis.

"Eu sempre na minha vida peguei empresas em dificuldades financeiras, que foram saneadas e depois se tornaram em prósperas e muito bem sucedidas. O último lugar que eu passei foi  o Flamengo, que é um time de futebol que sofria dessas questões também, um modelo político recorrente que nunca levava à solução".  

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Sobre como pretende aumentar a receita, o candidato explica que não será com o aumento de impostos, nem aumentando regulamentação ou taxa, mas sim criando condições para a atividade econômica crescer.  

Área Fiscal: acerto de contas será prioridade

Questionado sobre a possibilidade de abrir concurso público para a área Fiscal, o candidato afirmou que o primeiro foco será o acerto das contas públicas. 

"Eu não faço falsas promessas. Meu primeiro foco são os cariocas e o acerto das contas públicas. Nós vamos dimensionar a necessidade e a única forma que eu vejo lícita de trazer gente para trabalhar na prefeitura é via excelência e capacitação, então concurso sim, mas a primeira coisa que eu vou ter que fazer é um dimensionamento completo das necessidades e desequilíbrios dos funcionários".

Sem concurso há uma década, a área Fiscal conta atualmente com apenas 202 fiscais na ativa, quando a lei estabelece 400. Além disso, 30% do atual quantitativo está para se aposentar.

Em relação a necessidade de fiscalização para aumentar a arrecadação, o candidato afirma:

"Eu quero inclusive rever o que será isso, porque se for fiscalização indevida para prejudicar a atividade privada e o desenvolvimento da cidade nós não vemos com bons olhos. É claro que nós vamos incentivar quem faz correto e criar problemas para quem não faz correto. A fiscalização é importante para isso, mas não é um fim em si mesmo".

Fred Luz também menciona que o Rio de Janeiro tem a folha de pessoal já ultrapassando os limites da responsabilidade fiscal, então não vê como, enquanto isso persistir, fazer contratações.

Ele explica que a medida que fizer a adequação e ver onde há as maiores necessidades, aí poderá avaliar as necessidades de concursos.

"Não vou prometer aqui que logo de cara nós vamos fazer. É provável que no primeiro ano não! A não ser que seja uma coisa muito pontual e específica".

Confira mais propostas do candidato por áreas

Educação 

Para a área da Educação, Fred Luz fala sobre o foco no ensino fundamental, que é de responsabilidade da prefeitura. Ele afirma que pretende seguir exemplos já consagrados e garantir que as crianças aprendam ano a ano.

Segundo o candidato, o Rio de Janeiro tem em média 20% de reprovação. 

"O orçamento da Educação é de R$7,5 bilhões. Se não houvesse reprovação nós poderíamos ter uma economia hipotética de 1,5 bilhão, mas não faz o menor sentido ter aprovação automática. Nós temos que garantir que a criança aprenda e se faz isso com metodologias já conhecidas, já aplicadas, até mesmo em algumas poucas escolas do Rio"

Entre esses exemplos que deseja seguir ele cita avaliações de dois em dois meses para medir o aprendizado das crianças desde o primeiro ano. Também menciona a necessidade de sistema de informação, tecnologia, registro, saber turma a turma como está o desempenho e em função disso também identificar a oportunidade de capacitação e desenvolvimento dos professores e dos diretores de escola como gestores.

"É um grande caminho para o Rio de Janeiro sair de um dos piores ensinos fundamentais entre as capitais do Brasil e passar a ser um dos melhores ao final do mandato. O primeiro pilar disso vai ser garantir que uma criança aprenda a ler e escrever ao final do primeiro ano para começar certo e não trazer o problema para frente. Nós temos que focar no aprendizado da criança e não em questões eleitorais, porque quando você vai para a questão eleitoral se coloca um diretor que é um amigo, que é o cara que tem voto ou que vai buscar voto ... nós temos que focar no aprendizado". 

E os concursos para Educação?

Sobre se pretende adotar uma política de concursos para Educação, Fred Luz afirma que em todas as áreas onde houver necessidade de contratação fará. 

"Mas vou ser bem claro aqui: nós temos hoje 40 mil professores na rede escolar para 64 mil crianças. Dá uma média de 16 por professor. Agora, infelizmente muito desses professores estão fora das salas de aula.  Então antes de pensar em concurso público, nós temos que pensar em colocar a Educação - que é prioritária para o município do Rio de Janeiro-  de recuperar esta capacidade das crianças aprenderem na escola. Os professores têm que vir para escola e devem ser capacitados".

Ele reforça que primeiro vai "fazer com o que já se tem" e na medida que se vai entendendo as dificuldades, e até mesmo pela mobilidade, que muitos professores vão se aposentando, irá ver como repor. "Toda a reposição será por concurso público, pode ter certeza disso".

Comlurb

Pensando na área de resíduos sólidos, coleta e manutenção, o político afirma que pretende olhar muito para o setor.

"Vejo uma oportunidade enorme também para desenvolvimento de atividades junto com a sociedade civil, principalmente nas favelas, através de coleta de lixo seletiva e já tenho visto alguns exemplos muito legais".

Ele esclarece que gosta da ideia do gari comunitário que atua nessas áreas, pessoas do lugar que ajudam a limpar, e mais uma vez reforça que antes de tudo precisa mapear, ver as necessidades específicas, olhando a necessidade do serviço a qualidade e o serviço com inteligência.

O concurso Comlurb vai sair?

"Muitas vezes, e eu vi uma experiência muito interessante na Vila Cruzeiro, a gente pensa assim: vamos contratar! Mas na Vila Cruzeiro vi uma coisa diferente, vi uma liderança local pegar o espaço do lixão, onde as pessoas jogavam lixo de forma desordenada, e ele fez uma seleção. E começou a convencer os moradores a entregarem o lixo já separado".

Ainda sobre o exemplo, explica que houve um acordo com a Comlurb, que passou a coletar muito menos material, muito menos lixo, ou seja, baixou o custo da necessidade do serviço e passou a gerar renda para a população com a venda de lixo reciclado.

"Vejo uma enorme oportunidade de desenvolvimento de parcerias com a sociedade civil e só depois de fazer isso, de fomentar muito isso, é que nós iremos avaliar a necessidade de gente, para então fazer os concursos. O Rio de Janeiro está numa situação que precisa muito primeiro fazer bem com o que tem para depois pensar na expansão".

Segurança

Na prefeitura, a área de Segurança está muito relacionada à Guarda Municipal. Sobre a corporação, o candidato informa que os papéis da Guarda Municipal vão ser definidos em um conjunto integrado de ações tanto da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil e Polícia Militar.

"Aí sim definir o papel da Guarda Municipal e necessidade de efetivo. Provavelmente nós vamos precisar sim de um aumento de efetivo, mas não faremos isso sem ter essa integração de papéis, com metas, objetivos claros, áreas de atuação. Porque senão acontece o que está acontecendo hoje. A ação da Guarda Municipal não é clara, muita gente deseja que a guarda tenha uma atuação que conflita com atuação da Polícia Militar".

Ele afirma que, atualmente, a inteligência não é única, integrada, "então está gastando o dinheiro de nós cariocas de uma forma equivocada". 

"Primeiro ordem na casa, integração, papéis claros, metas claras, regiões que vão ser atingidas, em quais locais a guarda vai atuar, com qual intensidade, com quais objetivos. Teremos um trabalho muito grande no começo de organizar a casa, trabalhando, com cordialidade ou não, com os outros entes federativos. Porque Segurança Rio de Janeiro nunca teve um plano integrado e a Guarda Municipal vai estar integrada nesse plano com certeza". 

"Maior doença da Saúde não é a falta do funcionário. É a corrupção que está destruindo a qualidade do serviço"

"A maior doença da Saúde do Rio de Janeiro não é a falta do funcionário. É a corrupção que está destruindo a qualidade do serviço'. Este foi o início da fala do candidato quando questionado sobre a área da Saúde no município.

De acordo com Fred Luz, a área de Saúde do Rio é o principal problema apontado pelos cariocas. Para ele, a questão é de gestão, tecnologia e tolerância zero com a corrupção.

"O foco da Saúde é o atendimento e a prevenção. Cada pessoa atendida na saúde primária, cada R$1 gasto economiza R$5 lá para frente, então nós vamos reforçar muito a saúde primária e aí entram muitas questões, a tecnologia pode ajudar muito".

O candidato afirma que não é só contratar, é antes usar a gestão, a tecnologia, a organização para agilizar muito mais o serviço. 

"Vou dar um exemplo. No hospital público um paciente fica em média 12 dias e no hospital privado fica em média três dias. Por que isso acontece? Porque não tem planejamento. Então repara só, sem fazer nenhuma obra, sem gastar nada, só com gestão, organização e planejamento, nós podemos ampliar por quatro o atendimento". 

Sobre o reforço dos quadros, através de concurso, Fred Luz fala sobre alocação de recursos, pois, de acordo com ele, há lugares onde tem gente sobrando e há lugares onde tem gente faltando.

"Então antes de pensar, mais uma vez, em concurso público - quando na verdade vai ser sempre feito quando tiver a necessidade - nós temos que organizar toda essa necessidade com inteligência, com gestão, com tecnologia. Para então ver quais são as qualificações, onde nós estamos precisando cobrir para fazer os concursos e contratar".

Sobre a polêmica atuação de Organizações Sociais (OS) na área da Saúde do Rio e qual será o papel das OS em seu governo, caso eleito, Fred Luz afirma que para ele o problema não está na Organização Social e sim na contratação, em quem está ali na liderança.

"Onde estão os grandes escândalos? Você viu o secretário ser preso, o governador ser investigado. O problema da Saúde no Rio de Janeiro é que o foco não está no carioca, não está no paciente, está na política".

Concursos pontuais e serviço com qualidade

Com o questionamento se pretende abrir concursos para as carreiras de fiscais de obras e agentes da defesa civil, por exemplo, o candidato mais uma vez fala sobre equilíbrio de contas e menciona concursos pontuais. 

Além disso, garante que sempre pensará em garantir que todo serviço seja feito com uma qualidade muito alta.

"Eu vejo sim a oportunidade de abrir pontualmente concursos para determinadas funções em que se tenha muita necessidade, fazer a contratação. Mas primeiro tem que mapear muito bem. Há muito gente que está fora da sua função específica. Tem que dar uma rearranjada completa, fazer um estudo para fazer a Reforma Administrativa e então sim identificar onde estão as principais demandas de recrutamento para abrir os concursos. Isso vai demorar um tempo para se fazer".

Por isso diz que não quer assumir um compromisso de realizar concursos específicos. 

"Não quero assumir um compromisso de 'vou fazer concurso para isso, para aquilo', pois não está no momento. O Rio de Janeiro está numa situação muito séria financeira e fiscal. É preciso ter uma organização. Agora com certeza, a partir do momento que esteja tudo mapeado, tenha um plano claro que vise a qualidade do serviço público aí iremos ver se precisamos de gente com essa especialização aqui e ali, então vamos fazer os concursos públicos". 

Vai cumprir as promessas de campanha? 

A diferença entre o que é prometido pelos candidatos em geral em eleições, e o que se faz quando chegam ao poder é uma uma reclamação frequente entre a população. Sobre isso, Fred Luz é categórico e diz:

"Já estou começando aqui. A única promessa que fiz é que vou gastar menos do que ganha e colocar muita tecnologia de controle, de gestão, para fazer as coisas com o dinheiro que tem. Não vendo promessa falsa, nunca fiz isso na minha vida. Pode gravar toda essa entrevista e me cobrar lá na frente".

Ele afirma que o Rio de Janeiro vai ter um plano muito claro, com metas, com objetivo, com orçamento e exequíveis.

"Em todas as empresas que trabalhei foi assim, e no Flamengo - time de futebol que até trago, não é igual uma prefeitura -, era uma desorganização só. Num primeiro momento nós só trabalhamos em trazer as pessoas certas e controlar as contas".

Diretamente ao eleitor, o candidato deixa o recado: 

"Essa é a minha promessa, pode olhar meu histórico. Falo com você eleitor. Pode olhar por onde eu passei, nós todos em conjunto conseguimos criar um ambiente ético, saudável, competente, organizado, para fazer dar a virada. O Rio de Janeiro tem todas as condições para isso, mas não vai ser com essa turma que está aqui até agora.

Esses 'caras' não sabem fazer. Eu te garanto isso! Vamos dar uma chance, venha junto para tornar essa cidade boa e maravilhosa para viver. Temos todas as condições, mas precisamos mudar a lógica de sair dessa politicagem e garantir que tenha gestão de qualidade, seriedade e honestidade".

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