05/03/2021 10:46 | Atualizado: 15/03/2021 11:41
O Senado aprovou a Proposta de Emenda Constitucional 186/2019, também conhecida como PEC Emergencial. A votação, em segundo turno, ocorreu na quinta-feira, 4. Por mais que traga restrições, o texto não proíbe a realização de concursos.
A PEC viabiliza a volta do auxílio emergencial. Em contrapartida, impõe medidas de contenção fiscal para compensar o aumento de despesas. As principais delas são dispositivos a serem acionados quando os gastos do poder público atingirem um determinado patamar.
Esses “gatilhos” passam a ser permanentes e não restritos à pandemia de Covid-19. Exemplos dessas medidas de contenção são: congelamento de reajustes salariais a servidores e novas regras para concursos públicos.
No tocante ao ingresso de funcionários públicos, a PEC veda a criação de novos cargos. Os órgãos poderão realizar concurso apenas para reposição de postos vagos, assim como ocorre nos estados submetidos à Lei Complementar 173/2020 e ao Regime de Recuperação Fiscal.
Tais vacâncias podem ser provenientes de aposentadorias, mortes, exonerações e desligamento em geral. Não será possível somente abrir concurso a partir da criação de cargos, porque representaria aumento de despesa com pessoal.

Para entrar em vigor, a Proposta ainda deve ser aprovada pela Câmara dos Deputados. As regras da PEC Emergencial valem para estados, municípios e o Distrito Federal nos três poderes, Ministério Público, Tribunal de Contas e Defensoria Pública.
Tais travas poderão ser acionadas quando os gastos atingirem 95% das receitas. No entanto, dependerão de aprovação pelo Legislativo. As proibições propostas pela PEC Emergencial são:
O texto aprovado pelos senadores é resultado da fusão de três Propostas de Emenda Constitucional, enviadas pelo governo federal no fim de 2019: a proposta que reformula o Pacto Federativo, a PEC Emergencial original e a PEC que desvincula o dinheiro de fundos públicos.
A redução de até 25% dos salários dos servidores com redução proporcional de jornada, o pagamento de abono salarial abaixo do mínimo e a desvinculação de diversos benefícios da inflação, que chegaram a ser discutidos no Senado, não entraram na proposta final.
Mesmo com isso, de acordo com o deputado federal professor Israel (PV DF), a PEC viabiliza o retorno do auxílio emergencial, mas coloca a conta no bolso dos servidores públicos.
“Com muita mobilização, a Frente Servir Brasil conseguiu derrubar o corte de salários e jornadas, previsto em até 25% no texto original. Mas, infelizmente, alguns pontos prejudiciais avançaram”, destacou o parlamentar em suas redes sociais .
“Gatilhos vão permitir o congelamento de salários, progressões e promoções até 2036. Na Câmara, vamos lutar para impedir que a conta recaia sobre os servidores mais uma vez”, completou professor Israel.
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Os reajustes nos salários dos servidores públicos já estão congelados até o final deste ano. O presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei Complementar 173/2020 que prevê o auxílio aos estados e municípios.
Uma das contrapartidas para que os entes federativos recebam o auxílio é congelamento de remunerações dos servidores até dezembro de 2021.
Ao passar pelo Senado, o projeto de lei havia recebido a proposta de excluir do congelamento salarial categorias como da Saúde, das Forças Armadas e:
A Câmara dos Deputados, no entanto, decidiu pela manutenção do veto do presidente Jair Bolsonaro, que proíbe, até dezembro de 2021, o reajuste do salário dos servidores públicos que estão na linha de frente da pandemia de Coronavírus.
Mesmo com a PEC Emergencial, concursos poderão ser realizados para preenchimento de cargos vagos. Por isso, quem já estiver estudando terá mais chances de ser aprovado nos concursos. Você sabia que a Folha Dirigida também tem cursos preparatórios?
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