Vice-presidente Mourão descarta privatização dos Correios

O Vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, descartou a privatização dos Correios, já que a medida não consta nos planos atuais.

24/01/2019 11:15 | Atualizado: 24/01/2019 14:55

24/01/2019 11:15 | Atualizado: 24/01/2019 14:55

*Matéria atualizada em 24/01/2019, às 14h51

O vice-presidente, general Hamilton Mourão, descartou a privatização dos Correios. Desde o último ano, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) vem passando por mudanças estruturais, com fechamento de agências devido ao processo de remodelagem da rede de atendimento.

Na manhã desta quinta-feira, 24, na Universidade dos Correios, em Brasília, o general participou das comemorações aos 356 anos da empresa e do Dia do Carteiro, que são celebrados na próxima sexta, 25.

Em seu discurso, o general Mourão deu um depoimento pessoal sobre a importância que os Correios tiveram em uma fase de sua vida. "Durante sete anos, meu meio de comunicação com o mundo foi a carta. Foram três anos de internato e quatro de academia militar e era por meio de carta que eu me comunicava com minha família e com minha então namorada, hoje minha esposa", contou o vice-presidente.

Na próxima sexta, 25, os Correios celebram o Dia do Carteiro. Nesta quinta, 24, a empresa realizou uma comemoração aos 57 mil carteiros que compõem mais da metade do corpo funcional da companhia.

Durante a comemoração, Hamilton Mourão também falou sobre o futuro da empresa, ao ser questionado sobre a possbilidade de privatização dos Correios.

"Por enquanto, não", respondeu Mourão, segundo a Agência Brasil

Segundo a Agência Brasil, em dezembro, o tentente-coronel da reserva e astronauta Marcos Pontes, falou sobre os Correios, antes de assumir o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, pasta à qual a emprresa é vinculada. Na época, o atual ministro disse que a privatização não estava na pauta de discussão.

Por outro lado, a privatização dos Correios ganhou força no ano de 2018. Em outubro, durante sua campanha, o atual presidente, Jair Bolsonaro, chegou a afirmar que empresa poderia ser desestatizada em seu governo.

Saiba como fica o concurso Correios 

Correios negam demissões de funcionários (Foto: Divulgação)
Em junho, vice-presidente dos Correios citou
 Plano de Demissão Incentivada (Foto: Divulgação)

 

Desde outubro de 2018, os Correios realizam o fechamento de agências, com a intenção de gerar 3 mil pontos de atendimento até 2021. A medida faz parte do plano de modernização da rede.

No início das ações, FOLHA DIRIGIDA questionou a empresa sobre a previsão de um novo concurso público. Em resposta, o setor de Comunicação dos Correios informou que:

"A companhia está reavaliando o dimensionamento da força de trabalho e equalizando as unidades, com efetivo deficitário e superavitário. Portanto, no momento não há previsão de abertura de concurso público para quaisquer dos cargos vigentes na empresa", afirmou.

Já em junho de 2018, o vice-presidente dos Correios, Cristiano Barata, participou de uma audiência pública, na Câmara dos Deputados. Na época, o representando afirmou que os funcionários não seriam demitidos, mas receberiam uma proposta por meio de um Plano de Demissão Incentivada.

Ainda na reunião, o membro da Associação Nacional das Empresas de Comunicação Segmentada, Edilson Nery, acusou a direção dos Correios de estar sucateando a empresa, sem realizar concursos há sete anos, para poder privatizar o serviço.

"Os carteiros estão fazendo dobra. As entregas acontecem de forma alternada, e os clientes estão indo embora, porque não há qualidade na entrega. Hoje a empresa está à mercê da vice-presidência financeira. É o financeiro que diz o que tem de ser feito", declarou.

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Ainda no mesmo mês, trabalhadores reivindicaram ao governo aportes de recursos para os Correios, a fim de fortalecer a estatal. O deputado Leonardo Monteiro (PT-MG), coordenador da Frente Parlamentar em Defesa dos Correios, defendeu a aprovação do projeto de lei que prevê o uso exclusivo dos Correios por órgãos públicos (PL 6385/16). 

"Segundo os cálculos, aproximadamente R$ 20 bilhões por ano aumentaria a arrecadação dos Correios. Esse, com certeza, é um passo importante para viabilizar a situação financeira e econômica da empresa", afirmou.

Cristiano Barata informou que a direção da empresa não descartaria um pedido de aporte de recursos para a União.

Vale a pena estudar para os Correios? 

O concurso dos Correios é um dos mais aguardados, e, caso a empresa não seja privatizada, é possível que uma nova seleção ocorra. No entanto, é comum que muitos concurseiros se sintam desanimados para estudar para o concurso.

No vídeo abaixo, a coach Deborah Cal fala sobre o assunto e dá orientações para quem está desmotivado para estudar para um concurso que não tem previsão concreta de sair. Confira! 

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