Zero chance de privatizar Banco do Brasil e Caixa, diz Bolsonaro

Um dia após especulações sobre a privatização do Banco do Brasil, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a chance de privatização é "zero".

04/12/2019 15:21 | Atualizado: 04/12/2019 18:26

04/12/2019 15:21 | Atualizado: 04/12/2019 18:26

O presidente Jair Bolsonaro negou nesta quarta-feira, 4, a intenção de privatizar o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. A declaração ocorre um dia após especulações de que a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, estaria estudando tal ato

Em entrevista ao Globo, publicada no domingo, 1º, Paulo Guedes disse que uma privatização particularmente poderia render R$250 bilhões. No entanto, o ministro não especificou a estatal que se referia.

Por outro lado, segundo O Globo, duas empresas públicas, com ações negociadas na Bolsa de Valores, teriam potencial para superar o valor citado pelo ministro, sendo elas: Banco do Brasil e Petrobras. O desafio da equipe de Paulo Guedes, no entanto, seria convencer o presidente de vender a estatal.

Como a venda da Petrobras e da Caixa Econômica não seria bem aceita pelo Congresso, o ministro estaria estudando uma forma de privatizar o Banco do Brasil, por ter um menor apelo pela estatização. Nesta quarta-feira 4, no entanto, o presidente falou sobre as especulações.

"Servidor de terceiro escalão fala aquilo, eu não tenho nada a ver com isso. Eu não tenho como controlar centenas de milhares de servidores no Brasil. Da minha parte, não existe qualquer intenção de pensar em privatizar Banco do Brasil ou Caixa Econômica. Zero", afirmou o presidente aos jornalistas pela manhã desta quarta, 4, na entrada do Palácio do Alvorada, residência oficial. 

Na última terça-feira, 3, o Ministério da Economia já havia adiantado à FOLHA DIRIGIDA que a privatização do BB e da Caixa, além da Petrobrás, não estava nos planos do governo.

"O governo do presidente Jair Bolsonaro não pretende privatizar o Banco do Brasil, Caixa e Petrobras", disse o Ministério da Economia.

Perguntado sobre a possibilidade de privatização, o Banco do Brasil preferiu não se manifestar. "O Banco do Brasil não comenta o assunto", disse a Assessoria do banco na última terça, 3.

Bolsonaro nega privatização da Caixa e do Banco do Brasil (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)
"Não existe intenção de privatizar BB e Caixa", diz Bolsonaro
 (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Secretário já havia negado privatização

Em outubro, o secretário especial de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, afirmou que a Petrobras, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil não estão com a privatização em pauta. Em entrevista à CBN, o secretário disse que elas ficarão fora da lista pelo "forte clamor" para que se mantenham estatais.

"Efetivamente, todas as empresas devem ser vendidas, com exceção das que o presidente, o Congresso e a sociedade julgarem por bem permanecer. E dou o exemplo da Petrobras, da Caixa e do Banco do Brasil. Existe hoje um clamor para que essas empresas continuem estatais", destacou o secretário.

Assim, a forma de contratação por concursos deve ser mantida nessas três empresas públicas. No dia 21 de agosto, o Governo Federal divulgou uma lista com estatais que podem ser privatizadas nos próximos anos. Entre elas, Eletrobras, Correios, Telebrás e Dataprev.

Inicie seus estudos

Esse plano, no entanto, ainda tem que passar pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O objetivo é identificar se as empresas têm condições de serem negociadas com o setor privado.

De acordo com o secretário de Desestatização, o governo de Jair Bolsonaro busca alternativas para acelerar os processos de privatização. Ele explicou que está em estudo a aplicação do "fast track", rito acelerado para promover muitas vendas até 2021.

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