Quais matérias caem no concurso do Banco Central?
FOLHA DIRIGIDA reúne as disciplinas que foram cobradas no último concurso Bacen e podem servir de norte para os estudos da nova seleção.
23/04/2020 12:34 | Atualizado: 11/05/2020 11:33
23/04/2020 12:34 | Atualizado: 11/05/2020 11:33

O Banco Central aguarda autorização do Ministério da Economia para abertura de concurso público com 260 vagas. O pedido de novo edital contempla os cargos de técnico (nível médio), analista (nível superior) e procurador (nível superior em Direito).

Há também dois projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional que preveem a autonomia do BC. Caso sejam aprovados, a instituição teria maior liberdade para gerir os servidores e abrir novos concursos.

Dessa forma, existem alguns caminhos viáveis para realização do novo concurso do Banco Central. Para sair na frente da concorrência, os especialistas recomendam iniciar os estudos antes da publicação do edital.

A pergunta de muitos é: “quais matérias que caem no concurso do Banco Central?”. A instituição ainda não confirmou as disciplinas que serão cobradas na próxima seleção. Por isso, é recomendado começar a preparação pelas provas do último concurso.

Banco Central, em Brasília
Novo concurso para o Banco Central deve ser para os cargos de
técnico, analista e procurador (Foto: Divulgação)

 

O Bacen não realiza novos concursos para as três carreiras desde 2013. Nessa época, a banca organizadora foi o Cebraspe, antigo Cespe UnB. Os exames objetivos, de caráter eliminatório e classificatório, foram compostos por itens, em que os concorrentes tiveram que julgar como CERTO (C) ou ERRADO (E).

Conforme os editais, o participante ganhou um ponto por resposta em concordância com o gabarito oficial das provas. Porém, perdeu um ponto se resposta estivesse em discordância. Em caso de não marcação no cartão ou em marcação dupla (C e E), nenhum ponto foi atribuído.

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Disciplinas cobradas no concurso Banco Central 2013

Para técnico do Banco Central, as provas objetivas tiveram 120 itens , sendo 60 de Conhecimentos Básicos e 60 de Conhecimentos Específicos (de acordo com as disciplinas listadas a seguir). Os candidatos ao cargo ainda passaram por exame discursivo e programa de capacitação.

Técnico:

  • Língua Portuguesa;
  • Noções de Direito Constitucional;
  • Noções de Direito Administrativo;
  • Gestão Pública;
  • Informática para usuários;
  • Raciocínio Lógico-quantitativo;
  • Conhecimentos Específicos.

No caso dos analistas, as avaliações objetivas também apresentaram 120 questões. Desse quantitativo, 50 foram de Conhecimentos Básicos e 70 de Conhecimentos Específicos. O cargo exigiu ainda prova discursiva com 50 itens , exame de títulos e programa de capacitação. As disciplinas da objetiva foram:

Analista:

  • Língua Portuguesa;
  • Língua Inglesa;
  • Raciocínio Lógico;
  • Direito Constitucional;
  • Direito Administrativo (exceto para área de gestão e análise processual);
  • Sistema financeiro nacional e Sistema de pagamentos brasileiro;
  • Economia (exceto para área de política econômica e monetária);
  • Conhecimentos Específicos.

Para procurador, as provas objetivas foram compostas por 100 questões no estilo CERTO e ERRADO. Desse total, 40 foram para o grupo I de disciplinas , 35 para o grupo II e 25 para o grupo III, conforme distribuição abaixo:

Procurador:

► Grupo I: Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Econômico, Direito Financeiro e Direito Tributário;

► Grupo II: Direito Civil, Direito Processual Civil, Direito Empresarial, Direito Internacional Público e Privado;

► Grupo III: Direito Penal, Direito Processual Penal, Direito do Trabalho, Direito Processual do Trabalho e Direito Previdenciário.

Os concorrentes ao cargo de procurador ainda foram submetidos a provas discursivas e provas orais sobre as mesmas disciplinas. Houve também avaliação de títulos e curso de formação.  

Banco Central solicita novo concurso com 260 vagas

Para suprir o déficit de servidores, o Banco Central busca aval do Ministério da Economia para realizar um novo concurso público. Em 2019, foi encaminhado pedido para concurso Bacen com 260 vagas.

Desse número, foram 30 chances para técnico, 200 para analista e 30 para procurador. O que foi complementar a solicitação feita em 2018 pelo BC, entretanto, com a inclusão das vagas de técnico. Os dados foram obtidos  via Acesso à Informação , em 19 de junho.

O técnico do BC exige apenas o ensino médio completo. Os ganhos são de R$7.741,31, incluindo o auxílio-alimentação de R$458. Enquanto a carreira de analista tem como requisito o nível superior em qualquer área de formação. Os salários são de R$19.655,06 por mês.

Os procuradores do Banco Central são destinados aos bacharéis em Direito com exercício comprovado de dois anos de prática forense. Depois da aprovação em concurso, a remuneração mensal é de R$21.472,49.

Com carência superior a 2.700 cargos vagos, o Banco Central adotou, em janeiro, uma medida para readmitir servidores aposentados. De acordo com o texto publicado no Diário Oficial da União, 17 oportunidades poderão ser preenchidas mediante reversão de aposentadorias de servidores do Bacen.

Desse total, dez serão para o cargo de analista (nível superior), duas para procurador (nível superior em Direito) e cinco para técnico (nível médio).

Resumo concurso Bacen:

  • Órgão: Banco Central do Brasil
  • Vagas: 260 solicitadas
  • Cargos: técnico, analista e procurador do Banco Central 
  • Remunerações: R$7.741,31 a R$21.472,49
  • Status: aguardando autorização do Ministério da Economia
  • Link para últimos editais

Autonomia pode ser favorável a novo concurso Bacen

No aguardo pela autorização do Ministério da Economia, a autonomia do Banco Central pode ser favorável à abertura de novos concursos. Tramitam no Congresso Nacional dois projetos de lei (PL) que preveem a independência da instituição financeira.

Caso os projetos sejam aprovados pelos parlamentares, o Bacen teria liberdade para determinar sua atuação e mobilizar seus recursos para cobrir suas despesas. Assim como contratar novos servidores.

O PL com as movimentações mais avançadas está no Senado. De autoria do senador Plínio Valério, o PLP 19/2019 foi aprovado no dia 18 de fevereiro pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Com isso, seguiu com pedido de urgência para análise do Plenário e ainda terá que passar pela Câmara dos Deputados.

O presidente Jair Bolsonaro também assinou um projeto de lei complementar (PLP 112/2019) para independência do Banco Central. Esse texto está em tramitação na Câmara dos Deputados, porém não registra andamentos desde junho do ano passado.

A estimativa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e do presidente do Bacen, Roberto Campos Neto, era de que a autonomia fosse aprovada pelo Congresso até março. A deflagração da crise do Coronavírus, no entanto, atrasou o avanço dos PLs nas Casas.

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