Concurso do Bacen cresce em importância com privatização da Casa da Moeda

Para presidente do sindicato dos funcionários do Bacen, medida demandará maior fiscalização por parte da autarquia, que precisa de concurso.

25/08/2017 14:15 | Atualizado: 02/10/2017 02:30

25/08/2017 14:15 | Atualizado: 02/10/2017 02:30
A privatização da Casa da Moeda  cuja intenção foi anunciada pelo governo federal, no último dia 23, poderá causar impacto no Banco Central (Bacen), que responde pela encomenda e controle do dinheiro que é produzido pela estatal. Para o presidente do sindicato dos funcionários do banco (Sinal), Jordan Alisson, a medida demandará maior fiscalização por parte da autarquia, que precisa de concurso do Bacen para adequar o quadro de pessoal às demandas já existentes.
 
De acordo com o sindicalista, caso realmente ocorra, a privatização da Casa da Moeda resultará em mais uma área com fiscalização deficiente, em função da falta de pessoal. “São fiscalizações que a gente consegue fazer, mas não na quantidade que consideramos adequada. E, sem dúvida, ficaria mais difícil com essa produção nas mãos da iniciativa privada”, observou Alisson.
 
Jordan Alisson, presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central
Jordan Alisson: sem concurso, fiscalizar produção privada de
dinheiro ficará difícil para o Banco Central.
Ele alertou que essa fiscalização inadequada pode acarretar “todo tipo de fraude”. “Hoje, há todo um controle de como é a produção e uma certa confiança, porque o Bacen faz parte do mecanismo de governança, de produção e da entrega desse dinheiro como um todo”, explicou o sindicalista.
 
Isso porque, no modelo público, além de atuar na fiscalização, o Bacen tem representante no Conselho de Administração da Casa da Moeda, assento ocupado normalmente pelo diretor de Administração da autarquia.
 
“Ou seja, o banco já tem representantes ali conduzindo as coisas dentro da Casa da Moeda. Dessa forma se consegue uma atuação muito mais próxima do que simplesmente em uma relação de fiscalizador e fiscalizado”, explicou o presidente do Sinal.


Banco tem concurso solicitado para 990 vagas

Jordan Alisson destacou que se a privatização da Casa da Moeda de fato ocorrer, é condição “sine qua non” que o Banco Central tenha poder de fiscalização direta sobre a produção do dinheiro que irá circular no país. “E as perspectivas são de que a gente não consiga estruturar essa área de fiscalização sem concurso público”, alertou. O último concurso do banco foi em 2013 .
 
A autorização para realizar uma nova seleção já foi solicitada Ministério do Planejamento pelo Bacen este ano, após já ter recebido uma negativa sobre o pedido feito ano passado. Embora o déficit já passe de 2.500 servidores frente à previsão legal (de 6.470 servidores), foram requisitadas apenas 990 vagas, sendo 150 de técnico, 800 de analista e 40 de procurador.
 
Cadastrado no Planejamento no fim de maio, a tramitação do pedido de concurso do banco pouco avançou desde então, estando desde 2 de junho na Divisão de Concursos Públicos da pasta. A expectativa é que a situação do quadro da autarquia leve o governo a acelerar a análise da demanda.

Requisito de nível médio para técnico foi mantido

Com requisito apenas do ensino médio completo ( o presidente Michel Temer vetou a elevação da escolaridade para nível superior, aprovada no Congresso Nacional ), o cargo de técnico do Bacen garante remuneração inicial de R$6.882,57, incluindo o auxílio-alimentação, de R$458.
 
Para analista, a exigência é o ensino superior completo em qualquer área e os iniciais são de R$17.391,64. Já o cargo de procurador é voltado para os advogados com experiência mínima de dois anos de prática forense e os ganhos são de R$19.655,67 no início da carreira.
 
O chefe do Departamento de Gestão de Pessoas da autarquia, Marcelo Cota, já comentou alguns dos principais temas de interesse daqueles que desejam ingressar no banco . Além de destacar atrativos, o gestor também falou da necessidade de concurso.

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