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E-commerce cresce 35% e você (ainda) não tem uma loja online?

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*Autor convidado

A Abcomm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico) divulgou em pesquisa uma crescente de 35% do mercado de E-commerce durante o período de quarentena da COVID-19.

Uma coisa que podemos afirmar nesse período de quarentena é que as empresas tiveram que acelerar o seu processo de transformação digital e finalmente abrir sua própria loja online ou de fato entender que o negócio é um só, seja online ou físico.

A Cacau Show, durante a Páscoa, potencializou seu e-commerce, inclusive com anúncios na TV para a venda de ovos de páscoa com frete grátis para todo o Brasil.

Inclusive as vendas do site, que representavam apenas 3%, passaram a representar mais de 25% da representação das vendas da empresa.

A inovação aqui não deve-se ao fato da empresa ter feito suas vendas online, isso foi a necessidade que simplesmente acelerou o processo de transformação digital da empresa, pois lojas terem um e-commerce é algo em 2020 simplesmente obrigatório!

Mas a inovação aqui deve-se ao outro método de entrega que a empresa criou, método esse que também poderia existir nos dias normais e não somente durante a pandemia.

Foi a entrega drive-thru que possibilitou às pessoas comprarem seus chocolates e ovos de páscoa pelo site e retirar na loja, com um atendente levando a compra até o carro do cliente.

Com crescimento do e-commerce na quarentena, marcas inovam para ter uma loja online propria

Com crescimento do e-commerce na quarentena, marcas inovam para ter uma loja online própria (Imagem Pixabay)

Inovando para ter uma loja online

Outras empresas, como a Reserva, se adaptaram unindo as lojas físicas com a online. Os vendedores passaram a ter um código exclusivo que garante aos seus clientes 20% de desconto na loja online + frete grátis, algo que já era realizado pela FARM durante anos!

As vendedoras da FARM possuem cupons de desconto para que seus clientx possam comprar no site com frete grátis e as mesmas são comissionadas por essa venda.

E isso a marca já faz há muito tempo. Inclusive criando um novo mercado, onde suas vendedoras criam perfis no Instagram e divulgam produtos que tiveram reposição de estoque, novas coleções, saldões, e informam que podem ir até a loja para garantir esse produto.

Ou alguns desses produtos também estão disponíveis na loja online com frete grátis e os clientx podem comprar sem sair de casa e aproveitar a oportunidade.

Isso já deveria ser comum para todos as lojas físicas ao entender que o negócio é um só seja ele físico ou digital!

Mas você deve estar se perguntando, como eu, será que com o meu negócio de bairro posso fazer o mesmo?

Tirando a sua loja online do papel

Ter uma loja online, ou seja, um e-commerce, significa ter um amplo e complexo ecossistema que pode ser um desafio para quem está iniciando.

ERP’s, Plataformas, Marketing Digital e a Logística são complexos e por isso é importante que entendamos que nada deve ser feito de forma leviana.

Uma pesquisa da Wirecard comprova isso ao mostrar que 80% dos e-commerces, principalmente os PME´s, não passam do seu 18º mês.

Isso se deve a falta de conhecimento, falta de planejamento e ao baixo poder de investimento. Ter uma loja online não é simples e precisamos ter isso em mente se quisermos avançar!

Uma das grandes vantagens de uma loja virtual, e devemos nos apegar a ela, são os baixos custos fixos. Precisamos pensar em manter isso para que consigamos aumentar e diminuir o nosso negócio com facilidade dependendo do momento.

Aliás, facilidade é uma outra palavra-chave!

Vamos tomar decisões que priorizem nosso negócio – temos muitas ferramentas e sistemas para escolher, e escolheremos aqueles com melhor custo/benefício para nossa empresa.

Temos 3 premissas que precisamos respeitar para iniciar nossa operação:

1- Os consumidores estão em casa. Meu produto ajuda com alguma necessidade?

Os consumidores estão em casa, mas isso não quer dizer que eles não tenham necessidades similares ou iguais às que eles tinham antes!

Como seu produto/serviço se encaixa nisso? Pense que o iFood, por exemplo, adaptou seu app para que os consumidores pudessem falar com o entregador e combinar a entrega, evitando assim qualquer desconforto e reduzindo riscos de contaminação.

2- Facilidade para que consiga operar “sozinho”

Quando estamos começando uma operação nova é ideal que consigamos entender todos os seus processos. Monte uma operação que seja simples e que você consiga – caso seja necessário – tocar sozinho ou quaaaase sozinho.

Aqui vale aquele velho ditado que diz que precisamos engatinhar antes de correr. Começar com sistemas muito complexos pode ser uma decisão problemática…. Simplicidade e facilidade são palavras de ordem para os iniciantes!

3- Investimento baixo ou zero

Não assuma grandes custos fixos e opte por soluções que sejam mais baratas – mesmo que isso queira dizer que são mais simples.

Tudo é mutável no ambiente digital e, com o negócio crescendo, você pode rever essas decisões. A ideia é nunca corremos mais riscos do que a empresa e nosso capital comportam.

Por isso que recomendamos fortemente, para ter uma loja online, a utilização da plataforma Loja Integrada, que é gratuita até 50 produtos e 2.000 acessos mês.

Além disso você pode utilizar uma logística própria, em que você pode botar seus produtos no seu próprio carro e sair entregando. E aqui recomendamos que comece entregando apenas no seu bairro, para ir testando a logística e a demanda.

Vendendo através de Marketplace

Hoje é possível vender através de grandes portais como Americanas, Magazine Luiza e afins, mas ainda sim é preciso conhecer um pouco de Marketing Digital e plataformas para operar nosso negócio direto nesses players.

Tem pouco tempo que surgiu a plataforma Conecta Lá. A plataforma permite que você cadastre seus produtos na loja Conecta Lá e ela mesma opera a venda de seus produtos em portais como Magazine Luiza, Ponto Frio, Mercado Livre, Americanas e muito mais.

Falamos aqui desde o início de fazermos as coisas devagar e aos poucos para irmos evoluindo. Ccom a Conecta Lá isso será bem fácil, pois toda a gestão é realizada por eles, até a logística.

A única coisa que o lojista precisa fazer é cadastrar corretamente seus produtos, emitir a Nota Fiscal e colar a etiqueta de entrega da logística na embalagem.

Após isso é só receber na janela de venda do sistema a sua receita, lembrando, é claro, que eles farão um desconto de mais ou menos 20% do valor da venda, esse é o pagamento do sistema. Logo, só paga quando vender!

Precisamos estar atentos as novas necessidades e, em alguns momentos, precisamos acelerar essa adaptação.

Infelizmente a Covid-19 está fazendo com que pessoas físicas e empresas se adaptem a essa nova realidade e esse é um grande momento para de fato estar no digital e começar as suas operações online.

*Esse é um artigo criado por um autor convidado e suas opiniões são próprias, e não necessariamente refletem as ideias da empresa.


Sobre o autor

Gustavo Esteves é diretor Acadêmico e sócio na Ecommerce RJ, escola com foco em E-commerce, Marketing Digital e Negócios. Fundador da Métricas Boss, empresa especializada em Web Analytics com clientes como Richards, Dufry, Domino’s Pizza, Vix entre outros. Diretor da Abradi, Certificado Google Analytics, eleito entre os 3 maiores destaques de BI e Métricas pelo Digitalks com mais de 13 anos de atuação em Marketing Digital, tendo passagens por empresas como Shoptime.com, Americanas.com, Comprafacil.com e Leader.com, atuando principalmente com Web Analytics.


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