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Psicoestimulantes ajudam nos estudos para concursos?

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Estudar para concursos demanda muito foco e concentração. Isso porque é preciso lidar com falta de tempo, cansaço, matérias extensas e estresse. E muitas pessoas recorrem, nesses casos, a psicoestimulantes nos estudos.

Mas será que utilizar psicoestimulantes é realmente seguro?

Os estudantes optam por esse caminho para melhorar o desempenho, a concentração e permanecer por mais tempo estudando. Você talvez já tenha ouvido falar em Ritalina.

Por mais que essa busca seja grande, o médico e neurocientista Pablo Vinicius alerta que esses medicamentos existem para tratar doenças específicas.

E pessoas não diagnosticadas que fazem uso podem ter até mesmo o desempenho nos estudos prejudicado.

Por isso, sempre consulte um médico e não tome remédios sem prescrição!

Confira a explicação em áudio do médico Pablo Vinicius:

O que são os Psicoestimulantes?

Os psicoestimulantes ou psicostimulantes são drogas capazes de estimular a atividade, a vigília e a atenção em nosso corpo. Existem vários tipos e um bem conhecido é a Ritalina, cujo uso é permitido somente com a prescrição médica.

Pablo Vinicius explica que a Ritalina tem como finalidade tratar doenças como o Transtorno do Deficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

Segundo dados da Anvisa presentes na bula do remédio, a Ritalina é indicada para pacientes com síndrome comportamental caracterizada por:

  • Distratibilidade moderada a grave
  • Déficit de atenção
  • Hiperatividade
  • Labilidade emocional (mudança rápida de humor)
  • Impulsividade

Por que as pessoas estão buscando Psicoestimulantes para os estudos?

Psicoestimulantes nos estudos

A ocorrência de TDAH na sociedade, segundo o médico Pablo Vinicius, é muito inferior ao percentual do consumo atual de Ritalina.

O que explica isso é o fato de muitas pessoas acreditarem possuir TDAH por apresentarem sintomas semelhantes ao de déficit de atenção.

“Milhares de pessoas estão recorrendo a esses medicamentos para melhorarem o seu desempenho durante os estudos”, diz o médico.

Dr. Pablo explica que muitos fatores podem alterar a capacidade de atenção de uma pessoa e isso não precisa ter ligação com o Transtorno do Deficit de Atenção com Hiperatividade.

Muita gente acha que tem TDAH, mas não é TDAH. A queixa deficit de atenção não necessariamente corresponde ao diagnóstico de transtorno de deficit de atenção. Muitas coisas podem alterar a capacidade de atenção de uma pessoa e nada tem a ver com a doença TDAH, afirma Pablo Vinícius.

Um exemplo é a ansiedade patológica, que pode ser confundida com o TDAH por alterar a capacidade de atenção.

📋 Conheça os sintomas da ansiedade patológica

Além desta, o estado de deficiências nutricionais também podem simular quadros parecidos com o do TDAH, como anemia, falta de vitamina D e baixa dosagem de Zinco.

Problemas e doenças de sono também têm a capacidade de prejudicar a qualidade e a capacidade de plena atenção.

dr. Pablo Vinicius

Dr. Pablo Vinícius esclarece dúvidas sobre Psicoestimulantes nos estudos (Foto: Divulgação)

Nesse sentido, diante de uma queixa de que uma pessoa possui dificuldades de manter a sua atenção, a última coisa que tem que ser pensada, segundo o médico, é o diagnóstico de TDAH.

Por conta dessa dificuldade de um diagnóstico preciso que muitas pessoas estão fazendo o uso incorreto e sem necessidade de psicoestimulantes como a Ritalina.

É imprescindível destacar que, apesar disso, o diagnóstico da doença existe. E, para esses casos comprovados, o medicamento é importante. Por isso, consulte um médico!

É correto usar a Ritalina para estudar mais?

Pablo Vinicius alerta que existem muitas pessoas que não têm diagnóstico médico de TDAH, nem grandes queixas cognitivas, mas fazem o uso de psicoestimulantes para o estudos.

Esses indivíduos buscam os medicamentos apenas como potencializadores do aprendizado. Isso é correto?

O médico explica que já existem inúmeras pesquisas que mostram que pessoas saudáveis, quando usam psicoestimulantes, não melhoram o desempenho cognitivo.

Assim, as pessoas que fazem o uso não tem de fato melhora final no aprendizado. E o pior, alguns casos ainda apontam que o aprendizado é piorado.

O que acontece com pessoas saudáveis que usam psicoestimulantes nos estudos?

Segundo o dr. Pablo Vinicius, de fato, elas permanecem acordadas por mais tempo estudando. Sem dúvida, essas pessoas também conseguem manter o foco durante o período.

Entretanto, o aprendizado que acontece durante esse tempo de estudo não é efetivo.

Isso se dá pelo motivo de que, normalmente, a fixação do que foi estudado é concretizada à noite. E os psicoestimulantes, com suas propriedades de estímulo à atenção, podem prejudicar a qualidade do sono.

Isso porque, nessas condições, o indivíduo acaba não relaxando na hora de dormir.

Por isso, Pablo Vinicius explica que utilizar esses medicamentos acaba virando um verdadeiro “tiro no próprio pé”.

O aprendizado acontece durante à noite e os psicostimulantes prejudicam a qualidade do sono, reforça o médico.

A sensação de conseguir estudar por muito tempo acaba por enganar essas pessoas, que acham esse estudo de fato eficiente.

Sua capacidade de estudar por oito horas seguidas traz a falsa ideia da realização de um estudo fantástico. Porém, o aprendizado que vem desse período é de menos de meia hora.

Por isso, NÃO é recomendado utilizar psicoestimulantes em pessoas não diagnosticadas com TDAH ou algum tipo de transtorno cognitivo.

É preciso ter muito cuidado com esses medicamentos. Na dúvida, sempre consulte um médico!

📋 Confira também: Os 3 maiores inimigos do estudo


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