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Policial Legislativo do Senado Federal: conheça a carreira

Muitos futuros servidores sonham com a carreira de policial legislativo do Senado Federal. Os motivos? O salário de policial é em torno de R$20.000 e a carreira exige apenas o ensino médio completo.

Ainda que a comissão de preparativos do concurso Senado tenha sido revogada por conta da pandemia do Coronavírus, ele segue mantido.

O concurso 2021 do Senado deve ter 40 vagas, sendo 24 para técnico legislativo na especialidade de policial. A necessidade da seleção é grande, já que a falta de novos policiais e outros cargos para o órgão só cresce.

Confira mais detalhes da carreira de policial legislativo do Senado Federal e o bate-papo com o servidor da área, Diego Fontes, que também é professor.

O que você precisa saber sobre o policial legislativo do Senado Federal?

O policial legislativo trabalha lotado em Brasília, no Distrito Federal. No entanto, também é função da Polícia Legislativa cuidar da segurança do Presidente do Senado em qualquer localidade do país e no exterior, o que pode demandar viagens.

O salário de um policial legislativo é um dos maiores atrativos para o cargo. A remuneração é R$20.410,07, com R$982,28 de auxílio-alimentação já incluso.

Além disso, o policial legislativo também recebe a R$147,83 de auxílio-transporte, R$676 de assistência médica e odontológica, R$831,95 de assistência pré-escolar, assim como exames periódicos e capacitações.

A jornada de trabalho normal é de 40 horas semanais. Se necessário, em caso de de viagens a serviço, é recebida a hora extra e diárias.

Qual a idade máxima para ser policial legislativo?

A idade mínima é 18 anos e não há idade máxima, como acontece em concursos da área Militar.

Policial legislativo tem porte de arma?

Sim. Policiais legislativos têm porte de arma. O armamento utilizado é uma pistola glock .40.

Quais os requisitos para fazer o concurso de policial legislativo do Senado?

Os requisitos para fazer o concurso para o cargo são ter ensino médio completo e Carteira Nacional de Habilitação, no mínimo, na categoria “B”. Não há uma altura mínima exigida, como acontece em outros concursos policiais.

Quais são as etapas do concurso para policial legislativo?

No último edital de 2012, com 25 vagas, a seleção teve cinco etapas. Para o próximo concurso, o Senado Federal já havia definido as etapas antes do adiamento da seleção.

De acordo com o até então projeto do edital, ao qual Folha Dirigida teve acesso em julho, os candidatos serão avaliados pelas seguintes etapas:

  • Prova objetiva; prova discursiva; exame de sanidade física e mental; teste de aptidão física; exame psicotécnico; sindicância de vida pregressa e investigação social; análise de títulos.

→ Pratique com questões para o concurso do Senado Federal

Quais as matérias cobradas para policial legislativo do Senado Federal?

Na última seleção, as matérias cobradas foram:

  • Língua Portuguesa – 20 questões
  • Conhecimentos Gerais (Constitucional, Penal, Processo Penal e Administrativo) – 10 questões
  • Noções de Informática – 10 questões
  • Conhecimentos Específicos – 30 questões

Para o próximo concurso, o projeto de edital previa as seguintes disciplinas:

  • Língua Portuguesa, literatura nacional e redação;
  • Línguas estrangeiras: Inglês ou Espanhol;
  • Raciocínio lógico;
  • Noções de Direito Constitucional;
  • Noções de Direito Administrativo;
  • Noções de Direito Civil e Processual Civil;
  • Noções de Direito Penal e Processual Penal;
  • Noções de Criminalística;
  • Noções de Direito Digital;
  • Noções de Direitos Humanos;
  • Noções de Administração;
  • Noções de Informática;
  • Atualidades;
  • Conhecimentos Específicos na área de atuação.

Como funciona a avaliação psicológica do Senado Federal?

Segundo o último edital, foram avaliadas através da aplicação coletiva de bateria de testes psicológicos,
dinâmica de grupo e anamnese, as seguintes características:

  • Equilíbrio emocional
  • Resistência à fadiga
  • Comunicação
  • Sociabilidade
  • Flexibilidade
  • Iniciativa
  • Motivação
  • Administração de conflitos
  • Disciplina
  • Liderança
  • Ética
  • Análise e interpretação
  • Atenção
  • Memória

As características e parâmetros do perfil profissiográfico consideradas ideais eram:

  • Controle emocional: elevado
  • Ansiedade: diminuída
  • Impulsividade: diminuída
  • Domínio psicomotor: adequado
  • Raciocínio espacial: adequado
  • Atenção concentrada: elevada
  • Resistência à frustração: elevada
  • Inteligência: adequada
  • Memória: elevada
  • Agressividade: levemente elevada
  • Adaptabilidade: elevada
  • Flexibilidade: elevada
  • Maturidade: adequada
  • Responsabilidade: elevada
  • Dinamismo: elevado
  • Iniciativa: elevada
  • Fluência verbal: adequada
  • Sociabilidade: elevada
  • Capacidade de liderança: elevada
  • Fobias: ausente

Para o próximo concurso, estava previsto um exame de sanidade física e mental em vez de avaliação psicológica.

Nesse caso, os candidatos a policial legislativo, aprovados na prova discursiva, serão convocados para avaliação médica de suas condições físicas e mentais e apresentação de exames de saúde.

Como é o TAF para o concurso de policial legislativo do Senado Federal?

A segunda etapa do concurso foi composta pelo TAF, exame médico e avaliação funcional.

No que diz respeito aos homens, foi exigida uma taxa mínima de gordura de 4% e máxima de 25%. Para as mulheres, os valores respectivos foram de 13% e 31%.

O TAF masculino contou com:

  • Flexão de Braço: tempo máximo de um minuto, desempenho mínimo de 20 repetições e duas tentativas
  • Abdominal: tempo máximo de um minuto, desempenho mínimo de 25 repetições e duas tentativas
  • Barra: cinco repetições e duas tentativas
  • Corrida: tempo máximo de 12 minutos, desempenho mínimo de 2.400m e uma tentativa

Já o TAF feminino:

  • Flexão de Braço: tempo máximo de um minuto, desempenho mínimo de 15 repetições e duas tentativas
  • Abdominal: tempo máximo de um minuto, desempenho mínimo de 20 repetições e duas tentativas
  • Barra: 15 segundos em suspensão e duas tentativas
  • Corrida: tempo máximo de 12 minutos, desempenho mínimo de 2.000m e uma tentativa

Para 2021, o concurso deve ter barra fixa, flexões abdominais, flexões de braço ao solo e corrida de fundo.

O que faz o policial legislativo do Senado Federal?

Há seis anos no Senado Federal, Diego Fontes está desde o início no departamento de inteligência da Polícia Legislativa, cargo que lhe foi atribuído devido a sua experiência na Abin, onde ficou por quatro anos e meio.

Seu trabalho é relacionado à investigação e ao processo investigatório das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs). Mas, para ele, uma das partes mais legais de estar no Senado é literalmente participar da História sendo escrita.

Nesses seis anos, por exemplo, ele participou da posse do segundo mandato e impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, posse do ex-presidente Michel Temer e do atual presidente Jair Bolsonaro.

Esta última teve um esquema de segurança ainda mais reforçado devido à recente facada levada pelo chefe do Executivo durante a campanha eleitoral.

A questão da segurança, inclusive, pode ser um grande impasse. Isso porque, se por um lado a função é proteger os governantes, por outro, também deve-se tomar cuidado para não afastá-los demais das pessoas. Afinal, as casas do Legislativo também são do povo brasileiro.

Em casos de manifestações, por exemplo, Diego Fontes explica que 95% das vezes os policiais legislativos conseguem resolver as questões com manifestantes apenas usando o diálogo.

De certa forma, o cargo também é importante para a manutenção da democracia e dos direitos do cidadão.

Quais as atribuições do policial legislativo do Senado Federal?

Ele atribui a alta remuneração do cargo às diversas funções que a Polícia Legislativa cumpre. O órgão tem caráter ostensivo e investigativo, realizando funções ligadas à inteligência, ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e até mesmo de brigada de incêndio.

As funções de policial legislativo, assim como alguns cargos de outras polícias, são muito operacionais.

Até tem algumas funções administrativas, mas como a maior parte das atribuições não têm esse caráter e o concursado passa por diversas áreas, Diego Fontes não aconselha o concurso para aqueles que não sentem vontade de exercer atividades operacionais.

Um grande desafio da carreira, na sua opinião, é precisar dizer não para algumas autoridades. Se um senador deseja fazer um evento em um determinado auditório, por exemplo, e a polícia legislativa vê que não é seguro, é a sua função não aprovar.

Apesar de considerar algo desafiador, os pareceres emitidos pela Polícia Legislativa são levados muito a sério. Ele não se lembra, nesses seis anos, da mesa diretora ter rejeitado algum deles.

Como fica o concurso Senado Federal 2021?

Com a eleição do novo presidente do Senado, que ele acredita que deva continuar sendo o senador Davi Alcolumbre, Diego Fontes acredita que o edital possa sair entre abril e junho de 2021.

Segundo o policial legislativo, a nova mesa deve levar um tempo para se acomodar, o que explica uma demora de no mínimo em torno de três meses.

Ele acredita também que a nova comissão deve reaproveitar os trabalhos da anterior, o que por si só já adianta o processo.

Na sua opinião, o concurso é urgente, já que este é o efetivo mais baixo da História da Polícia Legislativa do Senado Federal.

Preparação para o concurso de policial legislativo

Passar no concurso para policial legislativo do Senado Federal foi, para Diego Fontes, um momento de superação, uma grande virada na sua vida.

Na época, ele estava 20kg acima do seu peso normal, enfrentando uma depressão e com um filho pequeno.

Ele perdeu esses 20kg em quatro meses – algo que não recomenda fazer sem ajuda médica – e estudou apenas 40 dias antes da prova, tendo em apenas 15 tirado férias.

Além da Abin, dos problemas de saúde e da família, na época ele também estava cursando Direito na Universidade de Brasília (UnB) e um outro curso superior a distância.

“Essa aprovação foi um renascimento. Foi uma recuperação da minha auto-estima”, explicado o servidor, que não passou dentro do número de vagas e foi nomeado no último dia da validade do concurso.

Muitas pessoas costumam ir até ele e perguntam se são capazes de passar mesmo com diversos problemas e empecilhos no caminho. Diego Fontes responde:

O que mais me pesava foi o que mais me impulsionou para chegar onde eu cheguei. O seu estado atual não define o seu futuro, não define o seu destino. Se tem uma coisa que me fez estudar foi ter um filho pequeno em casa.

Atualmente, o policial legislativo usa sua história e o que aprendeu durante a sua trajetória para incentivar e ajudar outros futuros servidores, independentemente das condições que se encontram, a conquistarem a tão sonhada aprovação.

Ele indica que, quem está passando por momentos difíceis, tente usá-los como motor e incentivo para ter garra. Segundo Diego Fontes, ter consciência tranquila que você fez tudo que estava ao seu alcance é o que vai afastar o nervosismo na hora da prova.

Você está estudando para o concurso de Policial Legislativo do Senado Federal? Acompanhe o Blog da Folha Dirigida para mais dicas de preparação!

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1 Resultado

  1. Lidiane Alves Nunes dos Santos disse:

    gostei muito da história

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