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Palestrão Segurança RJ: desafios de ser mulher na Polícia

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“Só vence quem não desiste”. E para a mulher na polícia, não desistir torna-se um desafio ainda maior.

Profissão majoritariamente formada por homens, até hoje apresenta casos de machismo nas corporações. Passar por esse obstáculo é mais um ponto de força para as futuras servidoras da Segurança Pública.

Um exemplo de dedicação na área é a oficial de cartório da Polícia Civil do RJ e professora de Processo Penal, Fernanda Ribeiro (@prof.fernandaribeiro). E ela é uma das convidadas no Palestrão Futuro Servidor – Carreiras da Segurança (Edição RJ).

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Fernanda Ribeiro é oficial de cartório da PC-RJ

Ser policial como meta de vida

Desde que entrou na faculdade de Direito, em 2006, Fernanda Ribeiro já sonhava em ser policial. Dedicada, dividia as aulas na graduação com o estágio na Defensoria Pública.

O tempo que sobrava era destinado a estudar para concursos da área de Polícia e logo cedo conseguiu sua aprovação na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Sua experiência na defensoria, auxiliando na elaboração de peças jurídicas e participando de audiências, foi determinante para o êxito no 9º período da faculdade.

A dedicação exclusiva para o concurso da Polícia Civil do RJ começou assim que concluiu a graduação, em 2011. Sua primeira tentativa foi no ano seguinte, para delegado, mas, apesar de passar na primeira fase, não passou no concurso.

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Aprovada entre os 100 primeiros no concurso com mais de 22 mil inscritos

Fernanda não desistiu e, em 2013, veio o resultado positivo: a aprovação no cargo de oficial de cartório da PC-RJ.

No concurso, concorreu com mais de 22 mil inscritos para 750 vagas. Fernanda Ribeiro acredita que o seu conhecimento prévio nas matérias específicas foi determinante para seu sucesso.

“Fiz alguns cursos, me dedicava integralmente a esse sonho. Me preparei bastante para as matérias Jurídicas, Português e Informática”, diz Fernanda.

Desafios da carreira serviram como lições de vida para a policial

Fazer parte da Polícia Civil representou uma ação transformadora na vida de Fernanda. Usar a profissão para trazer maior dignidade, conforto e sentimento de justiça para as pessoas é a maior satisfação para a policial.

“No dia a dia policial, no cumprimento de diligências, nos deparamos com mundos diferentes e culturas diferentes. Adentrar em comunidades carentes e ver a realidade das pessoas que ali residem me fizeram ver o mundo de outra forma”, explica Fernanda.

Há quatro anos como integrante da instituição, Fernanda reforça que houve diversos desafios ao longo de sua carreira. Ser mulher nesse campo foi um deles.

“Ser mulher, jovem e policial é estar todos os dias lutando contra o machismo e preconceito, que, apesar de estar diminuindo, ainda é presente”, reforça.

Entretanto, a oficial de cartório afirma que a competência é determinante para apagar todas essas diferenças e se sobressair no meio. É uma caminhada dura, mas que deve ter a persistência como chave para o êxito.

Pós-graduada em Processo Penal, Fernanda Ribeiro é professora em diversos cursos jurídicos e fará parte do painel “Mulheres na Segurança: quais os desafios da carreira?”.

Quer saber mais?

Participe do Palestrão Futuro Servidor no próximo dia 25 de janeiro.

 


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