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Oratória para uma entrevista de emprego

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Na hora de conquistar um emprego, uma das etapas mais temidas é a entrevista. Costuma ser uma das últimas e vem acompanhada do peso de conseguir a vaga. Surge, aí, a dúvida de como ter uma boa oratória para uma entrevista de emprego.

Afinal, você já chegou tão longe e não pode deixar que a ansiedade ou o medo de falar dominem você. Mas é normal se sentir assim e você pode mudar!

“Comunicação é um processo muito desafiador por uma razão muito simples: comunicação não é o que sai da minha boca, é o que chega no ouvido do meu interlocutor”, explica a fonoaudióloga e doutora em Distúrbios da Comunicação, Leny Kyrillos.

A especialista deu algumas dicas para melhorar a oratória nesse momento.

Afinal, não adianta ter um currículo brilhante no papel se você não consegue expressar seu conhecimento em voz alta.

O que é oratória?

A oratória diz respeito à maneira como a gente se posiciona, ao impacto que geramos nas pessoas. Ela é resultado dos recursos verbais, não-verbais e vocais.

Correspondem, respectivamente, ao que a gente fala, ao que transmitimos com a nossa imagem e a como estamos falando.

Se eu falo uma coisa e meu rosto mostra outra, eu vou gerar mal-entendido, eu vou gerar ruído na minha comunicação, justifica Leny Kyrillos. A busca pela coerência é fundamental.

A especialista ainda alerta que, nesse momento de pandemia, alguns elementos não-verbais são fundamentais.

Se antes você só tinha se que se preocupar com que roupa usar no dia da entrevista, agora existem mais processos em uma entrevista por vídeo.

Por exemplo, o cenário que você está também pode fazer toda a diferença na hora de causar uma boa impressão. E, não vamos esquecer da oratória no momento da entrevista.

Uma boa oratória é um dom natural?

A maneira como falamos é definida pela dimensão física, ligada à estrutura corporal, à dimensão psicoemocional, ligada às característica de personalidade e à dimensão sociocultural, ligada ao nosso em torno.

Esse trio é particular para cada um.

No entanto, a fala é um comportamento aprendido e todo comportamento aprendido é passível de mudança. Todos podem desenvolver e aprimorar a sua comunicação. Até mesmo o tom de voz pode ser trabalhado.

Pessoas mais altas e robustas tem tom de voz mais grave e pessoas mais baixas e de menor porte tem voz mais aguda, devido à fisicalidade de cada um, assim como um violoncelo tem sons mais graves do que um violino, por exemplo.

Mas se isso te incomoda, não se preocupe: é possível desenvolver um tom mais estável.

A fala funciona através de três mecanismos: garganta, boca e cavidade nasal. Procurar trabalhar os três em igual proporção gera um tom mais empático. Existem diversos exercícios e práticas para alinhá-los

Como ter boa oratória para uma entrevista de emprego?

Agora que você já sabe que pode mudar a sua forma de se comunicar, entenda como desenvolver a boa oratória para uma entrevista de emprego.

5 dicas para melhorar sua oratória

#1 Coloque-se no lugar do interlocutor

Segundo Leny Kyrillos, na nossa sociedade, somos criados para sermos seres falantes. Pessoas com essa característica são sempre respeitadas e elogiadas.

Um bom comunicador, no entanto, não deve estar preocupado apenas com o que fala, mas principalmente com o que o ouvinte entende. Essa preocupação denomina-se escuta ativa.

#2 Tenha uma escuta ativa

De acordo com a especialista, a escuta ativa depende de uma boa vontade muito grande da nossa parte.

Às vezes, você faz uma pergunta sem nem prestar atenção no que o outro vai responder, de tão ocupado que está com o que você vai falar depois dele.

É um exercício de humildade se abrir para o que o outro está colocando, procurar se interessar pelo o que o outro está dizendo.

Leny aconselha dar sinais não-verbais de que você está ouvindo e acompanhando o que está sendo dito.

Quando você fala olhando no olho do outro, quando você tem uma postura corporal de abertura, um tom amistoso, um sorriso, você traz o melhor dos mundos. Uma comunicação efetiva e afetiva, define a profissional.

#3 Parafraseie o seu interlocutor

É válido usar um recurso chamado paráfrase. A cada trecho do que o recrutador está dizendo, você pode devolver com suas palavras aquilo que ele disse. Assim, você está traduzindo do seu jeito o que ouviu.

A paráfrase também pode ser muito importante quando você precisa contradizer alguém.

Repetir o que a pessoa falou com as suas palavras, antes de discordar dela, dá a entender que você compreendeu com clareza o que ela quis dizer e acalma os seus ânimos.

#4 Fale sobre suas melhores características

Muitas vezes, em uma entrevista, tentamos ser alguém que não somos acreditando que essa performance vai agradar o recrutador. Mas a reação pode ser inversa e você corre o risco de soar falso.

Em vez disso, é muito mais vantajoso trabalhar com quem você realmente é.

Quais são as suas características que podem fazer com que você você se destaque para aquela vaga? Quais são as necessidades daquela empresa que a sua personalidade e os seus conhecimentos podem preencher?

Somos todos pessoas únicas, com características muito particulares. Você não precisa tentar ser alguém genérico, com adjetivos que você leu em algum lugar que poderiam ser considerados positivos para um bom empregado.

Claro que, dependendo da vaga, é bom buscar atender alguns requisitos. Se você está fazendo uma entrevista para um cargo de advogado em um escritório, é aconselhável buscar certa sobriedade na maneira de se portar e se vestir, por exemplo.

Mas se você não é uma pessoa engraçada, por exemplo, não precisa se esforçar para contar uma piada.

O risco de soar falso é grande e pode colocar você como uma pessoa sem autenticidade. O autoconhecimento é fundamental para conseguir comunicar quem você é. Seja a sua melhor versão.

#5 Gere atenção no seu interlocutor

Procure trazer pontos e ideias que podem agregar. Nessa hora, a clareza é sua melhor amiga porque atinge o cérebro do outro de maneira mais fácil.

“A frase bem colocada com a utilização de palavras mais habituais que a grande parte das pessoas conheça, a frase curta na voz ativa na ordem direta e a afirmação atingem muito mais do que uma elaboração mais sofisticada ou uma frase que negue algo”, afirma a especialista.

Também é aconselhável buscar sempre apresentar o fato ou o objetivo de que você está tratando antes da sua explicação.

Depois que você passa a sua principal mensagem, ganha um “estoque de boa vontade” do seu interlocutor na hora de te ouvir.

Em resumo, procure sempre ser relevante, claro e empático!


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