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Mulher Servidora Pública: histórias de inspiração

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No Dia Internacional da Mulher, o Blog FD não poderia deixar de homenagear a mulher servidora pública.

Por isso, preparamos esse post especial com a história de três profissionais da área pública que fazem a diferença no seu dia a dia para a sociedade.

Das áreas da Segurança Pública, Saúde e Educação, elas mostram que o lugar de mulher é onde ela quiser.

Confira também:

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O sonho de ser delegada

A área da Segurança Pública é tradicionalmente conhecida como uma das que mais possuem homens, principalmente quando falamos em cargos de chefia.

Ainda assim, hoje em dia vemos uma presença maior de mulheres em corporações de polícia e guardas.

O propósito? Servir e proteger a população.

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Martha Vergine é delegada da Polícia Civil de SP (Foto: Arquivo Pessoal)

A delegada da Polícia Civil de São Paulo, Martha Vergine (@marthavergine), é um exemplo de profissional que se destacou na área.

Desde nova, seu sonho sempre foi ser delegada de polícia. Por isso, decidiu fazer faculdade de Direito e se dedicou na área para caminhar rumo ao seu principal objetivo de carreira.

“Esse era o meu sonho. Eu nunca me imaginei tendo outra profissão. Desde pequena sonhava em ser delegada de polícia”, lembra a servidora.

Respeitada dentro da sua instituição, Vergine acredita que, apesar de representar ainda minoria na polícia de São Paulo, esse número está em uma crescente.

Um fator decisivo para isso, segundo ela, é a coragem e inspiração de outras profissionais para buscarem realizar essa experiência.

“Cada vez mais as mulheres estão passando e vivendo essa experiência. E eu acho que isso inspira outras mulheres a quererem buscar o mesmo também”, reforça Martha Vergine.

Delegada titular em sua unidade policial, ela comanda 20 pessoas e sabe da sua importância no papel de líder nesse meio.

O que se reflete em sua equipe, que é ciente dos regulamentos, leis internas e disciplina que devem existir na profissão e serem respeitadas no ambiente de trabalho.

Nesse sentido, um ponto que a delegada afirma ser um desafio é lidar com o machismo da sociedade. Se dentro da corporação há respeito e reconhecimento por parte dos demais policiais, nem sempre isso acontece em relação ao contato com a população.

“Nós vivemos sim uma sociedade machista. Então em alguns momentos, o homem que é o autor, ou homem que é a vítima ou testemunha, ele pode não estar confortável em falar com uma mulher”, afirma Vergine.

Apesar disso, em seu dia a dia, a profissional afirma que não passou por situações desse tipo diretamente.

Sobre seu papel como policial, Martha Vergine aponta a paixão pela profissão como principal motivador para fazer parte da Segurança Pública: “A Segurança Pública traz muito isso, a paixão em servir, a paixão em trabalhar na polícia, em ser policial”.

E nessa jornada, ser profissional é fundamental, pois você interfere diretamente no dia a dia das pessoas.

Um recado para as mulheres:

“Ela vai ter condição de ser a melhor policial, porque ela está lá porque ama aquela atividade. Então cada mulher que sentir que quer ser policial, que ela venha”.

📝 Guia de concursos para policial: conheça a área

Missão é salvar vidas

Responsabilidade e compromisso com a vida do paciente. Essa é a missão de Selma Machado.

Técnica de enfermagem e instrumentadora cirúrgica do Instituto Nacional de Cardiologia, era ainda adolescente quando descobriu sua vocação.

Selma Machado

Selma Machado é técnica de enfermagem e instrumentadora cirúrgica (Foto: Arquivo Pessoal)

O cuidado com a sua mãe, que tinha doença no coração, foi o que mais a motivou a seguir carreira na área da Saúde. Seu objetivo era poder fazer algo por ela e pelas pessoas que sofriam com doenças assim.

“Através dos cuidados, esses sendo feitos com responsabilidade e compromisso, transformamos a vida do nosso paciente. Levando para ele saúde, bem-estar e qualidade de vida”, afirma Selma Machado.

Quando passou no concurso para o Ministério da Saúde, foi trabalhar no hospital que sua mãe era paciente. Na época, acompanhou o processo de cirurgias cardíacas e pode ver de perto como eram os processos.

E como instrumentadora cirúrgica, a responsabilidade é ainda maior, segundo a técnica de enfermagem:

“A instrumentadora cirúrgica é responsável por preparar, conferir e checar todo o material que será usado durante o ato cirúrgico. É de muita responsabilidade e importância a nossa profissão”.

Por ter passado por uma situação semelhante em sua família, Selma Machado sabe bem o que se passa na cabeça das famílias dos seus pacientes e a importância da sua função.

“Quando um familiar entrega o paciente em nossas mãos, no centro cirúrgico, ele deposita em nós toda a confiança, misturada com a insegurança, para que façamos o melhor para aquela pessoa que é muito importante”, reforça.

É ter a responsabilidade e o compromisso de fazer sempre o seu melhor para que tudo ocorra bem naquela cirurgia. E, no caso de Selma, que tem especialidade na área cardíaca, a profissional reforça como é mágico o resultado do trabalho do qual faz parte.

“Ver o coração parar de bater, para que seja operado, e depois de curado, voltar a bater para uma nova vida, uma nova oportunidade de vida. Isso é mágico demais”, afirma a instrumentadora.

O maior desafio da carreira?

Para Selma, é saber que diante de todas as adversidades que encontra em sua profissão, seja no lado emocional ou operacional, devido à falta de recursos na Saúde Pública, no final, tudo tem que dar certo.

“Não pode ter erros, falhas. Tem que ser perfeito. É muito gratificante poder fazer algo que venha mudar a vida de alguém, trazendo saúde, vida e qualidade de vida para esta pessoa”, finaliza.

Lecionar como paixão

Ser professora é mais que uma profissão. É ser responsável direto pelo desenvolvimento de inúmeras pessoas todos os dias. E quem entende bem disso é a professora de Educação Infantil e coordenadora pedagógica, Bruna Rodrigues.

Para ela, sua maior função é:

“Tornar sonhos que antes eram utopias em realidade.”

Bruna Rodrigues

Bruna Rodrigues é professora e coordenadora pedagógica (Foto: Arquivo Pessoal)

Bruna acredita que sua missão é contribuir para o futuro da sociedade, investir em pessoas, vestir a camisa da profissão e viver isso intensamente.

“Ser professora é poder somar alegrias, multiplicar sorrisos, subtrair tristezas e dividir amigos. Somos fortes, guerreiras e sonhadoras. Não deixamos de acreditar e de sonhar”.

Bruna Rodrigues reconhece que um dos principais desafios da sua profissão é a falta de investimento do governo na Educação. O que atrapalha projetos e a chegada de recursos escolares e, em consequência, a rotina dos alunos e atividades extras.

Além disso, a insegurança nas escolas localizadas em áreas de risco é também outro ponto levantado pela professora. Em muitos casos, o problema é “solucionado” com a suspensão de aulas.

“Esse problema é solucionado com aulas suspensas, prejudicando o rendimento dos nossos alunos nas avaliações”, lamenta a coordenadora pedagógica.

Apesar das dificuldades, Bruna diariamente busca superar esses desafios em prol de seus alunos.

“Nós professores jamais deixaremos de acreditar nas nossas crianças e passamos horas e mais horas planejando e usando de recursos próprios para ajudar na educação do futuro do nosso estado e país”, finaliza.

E agora é a sua vez!

Gostou das histórias acima? Imagine como seria fazer parte da vida de diversas pessoas contribuindo para sua Segurança, Saúde e Educação como a Martha, Selma e Bruna? Já pensou nisso?

A aprovação em concursos públicos não é fácil, mas com muita dedicação e um planejamento de estudos eficiente, você pode chegar mais perto disso.


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