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Motivação nos estudos para concurso: como não desanimar

Você sabia que a baixa autoestima pode ser prejudicial na sua preparação? Como não desanimar e ter motivação nos estudos para concurso?

Um processo é a sua autoestima, que influencia diretamente no desenvolvimento da sua inteligência emocional. E ter controle emocional é fundamental para um bom desempenho na jornada do futuro servidor.

A questão aqui é: como identificar o nível da sua autoestima e de que maneira você pode melhorar, para manter sua motivação nos estudos para concursos públicos?

O processo de autoestima influencia diretamente no desenvolvimento da inteligência emocional

O processo de autoestima influencia diretamente no desenvolvimento da inteligência emocional (Foto: Freepik)

A autoestima como reflexo da aprovação do outro

Já aconteceu de, em dado momento, alguém falar que você não é capaz de algo e você se sentiu para baixo? Ou, por outro lado, uma pessoa fez um elogio a ponto de você se sentir ainda mais motivado?

Segundo o psicanalista Marcelino Viana, um dos principais fatores para melhorar a autoestima e manter um bom ritmo de estudos para concurso é, antes de tudo, trabalhar a necessidade de não depender da aprovação do outro.

Não é que ter esse feedback seja algo negativo, mas você deve saber identificar o quanto isso influencia no seu emocional e não se permitir “travar”.

Durante a nossa preparação, acreditamos que precisamos muito da aprovação do outro. Quando o outro não aprova, temos a tendência de baixar a energia e entrar em contato com sentimentos que são mais negativos” explica Marcelino.

Isso é muito comum na preparação para concurso público, pois o objetivo final nem sempre é uma meta só individual. Em muitos casos, envolve também a família.

Dessa forma, o estudante acaba querendo atender a expectativa dos familiares e baseia sua caminhada nessa aprovação de terceiros. E isso, certamente, influenciará na sua motivação ao estudar para concursos.

Por que reagimos dessa forma?

Marcelino Viana afirma que isso é muito grave pois, se não tivermos uma troca positiva, o corpo sente. As dificuldades acabam se destacando e suas potencialidades se escondem em meio a essa necessidade de reconhecimento.

Aquela dificuldade que poderia ser trabalhada de uma forma muito tranquila, ressignificada dentro do meu caminho, passa a ter um valor muito maior. Acaba interferindo diretamente em sentimentos que são fundamentais para minha autoestima, afirma Viana.

Entenda que ninguém tem obrigação de amar você ou o que você faz.

É importante organizar valores internos por meio de uma reflexão dos conceitos que você tem sobre si. O que pode ser uma virada de chave para manter o foco, a persistência, fazer reflexões importantes e criar esse conceito com muito valor.

Quando você tem isso mais equilibrado, se o outro diz alguma coisa que o desaprova, a angústia em relação a isso tem tendência a passar mais rápido.

Ao mesmo tempo, quando você recebe uma crítica construtiva, consegue alinhar novamente o seu trabalho de maneira mais tranquila.

Em resumo, quando você define seus valores internos e conceitos sobre si, algum comentário que o desaprova será rapidamente superado e uma crítica boa, rapidamente aproveitada.

O corpo pode influenciar nas emoções

Outro fator que pode influenciar nas suas emoções e, consequentemente, na autoestima, é o fator orgânico.

O cérebro tem uma área chamada hipotálamo. Segundo Marcelino Viana, dentro do hipotálamo há o centro de informação que vai determinar como funciona nosso metabolismo, ou seja, nosso corpo e como os hormônios agem sobre ele.

São esses hormônios que vão determinar a velocidade e a forma que as pessoas trabalham e estudam, por exemplo.

“A comunicação, que vem por meio de hipotálamo, vai ajudar desde o metabolismo celular, até questões como liberação de hormônio do estresse. Os nossos hábitos de vida podem ajudar a influenciar células ruins ou boas”, explica.

Ou seja, se você tem bons hábitos, seu corpo se conecta e você tem energia. As emoções também são determinantes para esse processo.

As características da baixa autoestima e falta de motivação

Segundo Marcelino Viana, existem oito pontos de alerta para saber como está a sua autoestima e motivação nos estudos para concurso.

  1. Insegurança
  2. Inadequação
  3. Perfeccionismo
  4. Dúvidas constantes
  5. Sentimento vago de não ser capaz de realizar nada = depressão
  6. Não se permite errar
  7. Necessidade de agradar, de aprovação e de reconhecimento constantes
  8. Incerteza do que se é, do que se é capaz

Características da baixa autoestima

Como mudar essa situação?

A insegurança em relação ao seu percurso, ou ao modo que você estuda, é o primeiro ponto que você precisa ter atenção.

Se você sente que não está no caminho certo sem que tenha um motivo prático para isso, pode ser que esteja com a autoestima baixa.

Essa insegurança  em relação ao percurso, pode vir também da dúvida se você está estudando de maneira adequada.

As dúvidas para o futuro servidor são constantes. A incerteza, o sentimento vago, se você consegue realizar ou não. Você tá ali estudando, se dedicando e em algum momento diz:

“Eu não consigo, não vai dar certo, não vou conseguir realizar isso”

Por isso, a concepção do perfeccionismo não pode ser um fator 100% negativo.  A questão, na maioria das vezes, é que o perfeccionismo interfere de uma maneira que se você não chegar naquele ponto, para você não valeu nada o percurso.

Se isso acontece, é um sinal de desqualificação, o que costuma ser um indicador de baixa autoestima.

O problema é você não se permitir cometer falhas, entendê-las como o processo de desqualificação e não como um processo de aprendizagem.

“Mas aí eu vou sentindo, vou percebendo meu comportamento, toda essa inadequação. É um sinal de baixa autoestima e isso pode interferir na produtividade, na qualidade de estudo. O  que pode diminuir essa autoestima? O sentimento de culpa, as críticas, a rejeição”, explica Marcelino.

Logo, entenda que errar faz parte do processo e isso faz parte do seu aprendizado, ou seja, da sua construção de conhecimento. Entender e aceitar isso ajudará a manter a sua motivação nos estudos.

Por que você não deve se comparar com o outro?

Além dos pontos emocionais, outra questão que pode influenciar (e muito) na autoestima do estudante é em relação a sua situação em comparação a outras pessoas.

Muitos candidatos precisam dividir seu tempo de estudos com o trabalho. Nem todos podem manter a rotina exclusivamente para a preparação para concurso.

O problema é que muitos acabam se comparando com outras pessoas que conseguem se dedicar 100% a esse projeto.

Esse comparativo faz como que o nível de ansiedade aumente e interfere diretamente na sua autoestima.

Outra questão que pode abalar o emocional, nesse caso, é falta de recursos para preparação. Mas isso não pode ser motivo de desânimo.

Isso porque há uma série de materiais online que você pode ter disponível e estudar sozinho.

Basta fazer uma organização da sua rotina, trabalhe em função dela e evite comparações. Cada pessoa tem a sua individualidade, e não são recursos que vão determinar o seu sucesso nesse processo.

As perdas emocionais e dependências geradas impactam diretamente na autoestima. A caminhada é sua, e depende, antes de qualquer coisa, de você.

Nesse momento é importante que você identifique também as pessoas que estão na mesma caminhada.

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Cuidado com oscilações de humor

A oscilação de humor ocorre porque, na maioria das vezes, você tem um desequilíbrio interno entre as emoções e a parte racional.

“Eu tenho aqui uma perspectiva em que eu estou estudando, me dedicando, e associações são naturais. Eu posso ter momentos em que eu me sinto menos assistido, como eu posso ter momentos de sair disso trazer um novo significado e caminhar”, diz o psicanalista.

Quando é que isso deixa de ser natural? Quando a oscilação demora muito para acabar. Esse momento talvez seja para conversar com quem pode ajudar, sejam pessoas próximas, mentores ou psicanalistas.

Por isso, evite se comparar a outras pessoas, pois cada um tem seu caminho. Não deixe também que as mudanças de humor atrapalhem a sua motivação nos estudos para concurso.

Nessa perspectiva o que é preciso para elevar a autoestima?

Como elevar a autoestima para manter o ritmo de estudos para concurso?

Para elevar a autoestima e manter um bom ritmo de estudos na sua preparação para concurso público, Marcelino Viana traz algumas dicas:

1. Autoconhecimento

O autoconhecimento é fundamental nesse processo, pois será a partir dele que você terá ciência de como seu corpo e mente funcionam e de que maneira pode potencializar suas qualidades.

2. Gostar da imagem refletida no espelho

O autoconhecimento vai influenciar também na sua forma física. O manter-se com a forma física legal não é um corpo “padrão”, mas sim sentir-se bem consigo mesmo.

3. Identificar as qualidades e não só os defeitos

Pegue uma folha de papel em branco e coloque seus pontos positivos e negativos. Se você enxergar mais pontos negativos que positivos, é bom ficar em alerta.

Você precisa reconhecer as suas potencialidades, principalmente no que diz respeito aos estudos para concurso, para identificar as falhas, corrigir e elevar a autoestima.

4. Aprender com a experiência passada

Não foi aprovado em um primeiro momento? Isso não deve ser motivo de chateação ou desânimo. É preciso aprender com as experiências passadas e não se criticar por elas.

5. Trate-se com amor e carinho

Não seja muito duro com você. Entenda seus limites e perceba de que maneira você pode melhorar o seu desempenho nos estudos.

6. Ouvir a intuição, o que aumenta a autoconfiança

Ter um resultado positivo diante de uma ação que veio de uma intuição sua pode ser muito bom para a autoestima e, em consequência, o aumento da sua autoconfiança.

7. Manter o diálogo interno

Criar um diálogo interno pode ajudar a se fazer perguntas poderosas, entre elas: “eu vou ganhar mais onde? Estou indo para esse evento ou eu vou ganhar mais continuando com foco no estudo?”.

E não quer dizer que você não tenha que ter lazer. O diálogo interno que você promove ajuda a se manter centrado.

8. Fazer todo dia o que me deixa feliz. Haverá dias ruins, porque oscilações são naturais.

Um ponto que vai deixar você mais feliz é criar metas de estudo em cima das suas rotinas e cumprir diariamente, de forma religiosa. Você vai sentir uma recompensa incrível.

Fazer todo dia algo que o deixe feliz. Pode ser coisas simples como dançar, ler, descansar, ouvir música, caminhar.

Dicas para elevar a autoestima

Dicas práticas para trabalhar a autoconsciência

Além dos pontos acima, o psicanalista Marcelino Viana listou oito práticas para trabalhar a sua autoconsciência:

  1. Pergunte para as pessoas que a(o) amam o que enxergam de valor em você (peça para que elas sejam sinceras e que não tentem enaltecer seu ego);
  2. Faça uma lista de conquistas e realizações;
  3. Olhe-se no espelho e reconheça a sua beleza interna, como ela é;
  4. Veja tudo que construiu de valor até aqui, isso inclui ter filhos, boas ações, formar-se;
  5. Faça uma lista de qualidades que percebe em si mesmo;
  6. Pense quantas vezes foi atendido pelo universo através de suas orações;
  7. Faça uma lista de momentos bons que você compartilhou com as pessoas que você gosta;
  8. Faça uma lista das vezes que foi corajoso, persistente, descrevendo essas ações que foram significativas.

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