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Como melhorar o rendimento nos estudos, segundo a neurociência

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O processo de aprendizagem acontece ao longo da vida toda. É o que afirma o neurocientista Fernando Lauria. Porém, existem formas de melhorar o rendimento nos estudos, segundo a neurociência.

Os aprendizados podem estar ligados aos aspectos emocionais, a princípios pessoais, ao caráter e a vários outros aspectos da vida. A emoção, inclusive, contribui de forma significativa para essas áreas.

O neurocientista, junto com o psicanalista Marcelino Viana, explicou como as emoções são fundamentais, inclusive no processo de estudos para concurso, e como a neurociência pode ser uma aliada na preparação.

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Como o cérebro aprende? 

A neurociência mostra, através de comprovação científica, que o cérebro tem a possibilidade de aprendizagem ao longo da vida toda.

Quanto mais novo você é, mais facilidade tem em adquirir determinados tipos de conhecimentos, porque o órgão ainda está em formação.

No entanto, isso não é uma regra. É possível estimular os neurônios para aumentar a capacidade do processo de aprendizagem deles.

É importante, por exemplo, estar atento a todos os sentidos, pois é através deles que aprendemos.

Quando essas áreas sofrem alterações, fazendo ligações entre as células nervosas, ocorre um processo chamado neuroplasticidade: cria-se um novo hábito, isto é, o próprio processo de aprendizagem em si.

Como usar a neurociência para melhorar o rendimento nos estudos? 

O processo de preparação em si é uma ciência. Muitas pessoas querem colher bons resultados estudando da forma errada, imersos em discursos e crenças limitantes.

Fernando Lauria dá uma dica de ouro: o que define um bom estudo não é a quantidade de tempo e sim a qualidade desse tempo.

Inclusive esse é uma tema do Método Futuro Servidor, que propõe ao estudante ter uma rotina personalizada de estudos para concursos de acordo com a própria disponibilidade.

O psicanalista Marcelino Viana também explica que a pessoa que vai entrar nesse processo, precisa entender como ela aprende melhor, qual o timing dela.

É preciso se perguntar, por exemplo, “qual o meu horário nobre de estudo?”.

Outro processo fundamental, acrescenta o doutor Fernando, é a fixação do sono. O ideal é dormir entre sete e nove horas.

O sono é extremamente importante, porque é durante a fase REM que nós temos a maioria dos sonhos e que o nosso cérebro determina o que assimilamos e vai ser transformado em memória de longo prazo, ou uma memória de curto prazo, operacional, que logo vai ser descartada”, explica o neurocientista.

Como melhorar o rendimento nos estudos?

Segundo Fernando Lauria, estudar quando acaba de acordar não é bom. Nas duas primeiras horas, os neurônios ainda estão “acordando”. O neurocientista traçou um plano para uma rotina ideal:

  • 6h – 8h: esvaziar a mente, acordá-la para o dia
  • 8h – 12h: um bom período para estudar
  • 12h – 14h: depois do almoço, não é um bom período para estudar pois o corpo está fazendo o processo digestivo
  • 14h – 18h: volta a ser um bom período para estudar
  • 18h – 21h: aqui é um ótimo momento para a revisão

como melhorar o rendimento nos estudos

Mas, é importante ressaltar: dentro da neurociência não existe receita de bolo. Por isso, é tão importante o autoconhecimento, ter uma noção de como funciona a própria rotina, para saber o que é melhor para você.

Logo, essa sugestão pode não funcionar para você. É apenas uma sugestão. Por isso é tão importante que você se conheça bem, para traçar o melhor plano e potencializar seus estudos.

Outra dica do doutor Fernando é usar as primeiras duas horas do dia para a prática de exercícios físicos, yoga ou meditação.

Principalmente a yoga e a meditação podem ser muito importantes, pois elas ajudam nesse processo de conhecimento do próprio corpo.

Exercícios como esses também ajudam a liberar dopamina, também conhecida como o hormônio da motivação.

“Se eu tenho dopamina em níveis ideais, eu vou ter força para fazer um planejamento e estabelecer metas para me tornar um servidor”, explica o neurocientista.

Esses são alguns recursos simples, que não exigem gastos grandes para serem executados. Aulas do gênero, por exemplo, estão disponíveis em vídeos no YouTube ou até mesmo em praças públicas de diversas cidades.

Qual o primeiro passo para desenvolver inteligência emocional? 

O primeiro passo para desenvolver a inteligência emocional é reconhecer as próprias emoções. Para isso, Fernando Lauria recomenda ter uma espécie de caderninho das emoções.

Nesse caderninho você deve anotar estímulos e sua reação física para chegar ao que desencadeia a emoção.

Assim, esse reconhecimento das próprias emoções ajuda a entender a si mesmo e como equilibrá-las.

Aqui, o psicanalista Marcelino Viana faz alerta: se você sente uma emoções lhe paralisam, pode ser necessário procurar ajudar. E não há problema nenhum nisso!

Lembrando, é claro, existem momentos de tristeza que todo mundo passa em algum momento da vida, e é normal sentir um rendimento abaixo da média nesses períodos.

O que atrapalha o rendimento nos estudos?

Esse conhecimento das próprias emoções é tão importante que pode ajudar a evitar grandes inimigos do estudante, como a procrastinação.

Quando você procrastina, mexe com amígdala cerebral, centro onde estão as emoções mais profundas. Na pessoa que procrastina, elas está aumentada e libera com maior facilidade emoções mais negativas.

Quanto mais você procrastinar, mais vontade vai sentir de procrastinar. Por isso, você deve

  • Manter esse equilíbrio emocional
  • E também ter uma boa alimentação
  • Além de fazer exercícios físicos
  • E garantir boas horas de sono

De uma maneira geral, esses são bons hábitos globais e muito importantes para o cérebro.

A constância também é crucial. Segundo Fernando Lauria, o cérebro precisa executar uma atividade por 26 dias em sequência, para considerá-la rotina.

Como estimular a memória para os estudos? 

O envolvimento emocional daqueles que nos querem bem facilita a aprendizagem. Por isso, pode ser uma prática positiva compartilhar o que você está passando e aprendendo com aqueles que ama, como amigos, família ou até mesmo um cônjuge.

“Envolver emoção torna o aprendizado mais afetivo”, ressalta doutor Fernando. Esse envolvimento também atinge o hipocampo, essencial no processo de memorização.

O psicanalista Marcelino também aconselha o uso de música, porque ela atinge os dois hemisférios cerebrais.

Lembrando que não existe nenhuma fórmula mágica ou universal!

Os especialistas aconselham fazer testes na primeira semana de estudos para descobrir o que funciona melhor para você. Isso vale, inclusive, para entender qual é o seu horário nobre de estudos.

Soluções práticas para aumentar seu rendimentos nos estudos

O neurocientista Fernando Lauria aconselha as seguintes práticas para melhorar seu processo de preparação:

  • Escovar os dentes com as duas mãos
  • Usar o relógio em outro pulso
  • Colocar a página de um livro no espelho e tentar ler
  • Andar de costas em casa
  • Observar atentamente os objetos de um ambiente, fechar os olhos e tentar enumerá-los
  • Sair da sua zona de conforto

como estimular o cérebro

Parecem dicas bobas, não é? Mas, fazer algo que você não está acostumado vai ativar o seu córtex cerebral.

Estudos mais recentes provam que é nessa parte do cérebro que fica a memória. Aumentar a sua oxigenação e o seu fluxo sanguíneo, portanto, vai fazer com que sua capacidade seja mais trabalhada e aumentada.

Marcelino Viana complementa, indicando sair da zona de conforto nos próprios exercícios para concurso.

Se você sente que está acostumado a fazer determinados tipo de questões, por que não aumentar a dificuldade? Seu cérebro se sentirá mais estimulado e de um jeito saudável!

Gostou das dicas? Continue acompanhando o Blog da Folha Dirigida para saber mais sobre preparação emocional para concursos!


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