fbpx

Como melhorar o aprendizado para concursos?

Compartilhe o conteúdo

Quando estabelecemos metas de estudo, buscamos o máximo do nosso desempenho. Porém, nem sempre sabemos como fazer isso.

Por vezes, é comum ter brancos na hora da prova ou mesmo esquecer, durante o processo de estudo, aquilo que você leu há pouco tempo.

Por isso, surge a grande dúvida: como melhorar o aprendizado para concursos?

O especialista em desenvolvimento humano e criador do Movimento Freeside, Fagner Borges, fala sobre como o nosso cérebro funciona e como tornar esse processo de aprendizado para os estudos mais eficiente.

Como o cérebro processa as informações?

as tres mentes

Segundo Fagner Borges, nós temos três mentes: mente inconsciente, mente subconsciente e mente consciente.

A mente inconsciente é responsável pelas nossas funções automáticas, instintos ou sentimentos reprimidos.

A subconsciente, por sua vez, é aquela na qual armazenamos as informações, memórias e emoções. É nela que acontece nossa tomada de decisão.

Por fim, a mente consciente é encarregada pela parte analítica, linguagem, força de vontade, e por querer explicar tudo o que a gente tem de conhecimento.

Ela nos diferencia dos demais animais, pois possibilita o raciocínio, pensamento e resolução dos problemas. Sabia também que a neurociência pode ajudar nos estudos?

Como funciona o aprendizado?

O cérebro capta informações através dos nossos sentidos: olfato, audição, visão, tato e paladar. Só que nem tudo é processado ao mesmo tempo.

São concentradas apenas informações que são mais importantes para nós, baseadas no registro de todas as memórias e experiências que temos desde a infância.

As experiências são filtradas e, a partir disso, pacotes de conhecimento são criados, selecionados e jogados do nosso subconsciente para o consciente.

Segundo Fagner Borges, com esse processo, o consciente só vai ter acesso a 0,00005% das informações que a gente tem contato. Mas existem formas de treinar seu cérebro para ser mais eficiente.

Como o cérebro decora as matérias nos estudos?

tipos de memoria

A partir do conceito de aprendizado do tópico anterior, Fagner Borges explicou como funciona a memória e como o cérebro pode decorar as matérias.

O ser humano possui dois tipos de memória: a funcional e a de longo prazo. A memória de longo prazo capta tudo e é responsável por armazenar todas as informações.

A funcional é aquela que usamos no dia a dia. Esta seleciona o que irá reter à medida que ela percebe, pelo nosso histórico, o que é importante e o que não é.

No caso do estudo, as matérias estudadas no processo tradicional ficam na memória funcional, usada no cotidiano. O conteúdo somente será armazenado na memória quando o cérebro perceber que de fato é importante.

É por isso que, às vezes, temos aquele famoso branco, no qual não conseguimos lembrar do que foi estudado.

Como melhorar o aprendizado para concursos?

Para melhorar essa base de memória de longo prazo, a dica é fazer associações. Técnicas de memorização são boas estratégias para ajudar nesse processo. Um conselho do Fagner Borges é associar esse conteúdo ao seu cotidiano.

A melhor forma de você aprender uma matéria é conseguir associar esse conteúdo à sua vida, porque assim você não esquece. Quando você associa à sua linguagem, rotina, o seu cérebro entende que aquilo é importante e guarda a informação, explica Fagner Borges.

O especialista explica que nosso cérebro funciona por compartimentos, agrupando nossas atividades para que possamos executá-las.

Por conta disso, não conseguimos armazenar duas informações completamente diferentes ao mesmo tempo. Para explica isso, Fagner Borges faz uma analogia com computadores.

É como se nosso cérebro fosse computador. E, para funcionar, busca as informações que precisa para realizar uma tarefa em uma pasta e em documentos separados por temas. Para trocar o conjunto de informações, fechamos uma pasta e abrimos outra.

Uma maneira de deixar a mente mais rápida na hora dos estudos é planejar períodos de atenção exclusiva. Deixe de lado o WhatsApp, TV e outras coisas que possam gerar distrações.

Crie ciclos para concentração e descanso. Existem algumas técnicas que podem ajudar nesse sentido. Confira!

3 técnicas para aumentar o aprendizado do cérebro

#1. Técnica de Pomodoro

tecnica de pomodoro

A primeira técnica apresentada por Fagner Borges é a Pomodoro, criada por Francesco Cirillo, na década de 1980.

Essa teoria consiste na utilização do cronômetro para dividir o trabalho em partes de 25 minutos, separadas por breves intervalos de 5 minutos para descanso.

Esse período de pausa pode ser para beber água ou meditar. Mas de forma geral, a ideia é desligar-se do que está fazendo e relaxar.

Ao completar esse ciclo de estudo, tire de 15 a 30 minutos de recompensa para fazer o que desejar.

#2. 50 por 10

tecnica 50 por 10

Outra proposta é trabalhar 50 minutos ininterruptos e descansar 10. O tempo exato, na realidade, você decide, mas o importante é ter a noção do descanso, da frequência de trabalho e da recompensa.

#3. Mude o foco da dor

mude o foco da dor

Fagner Borges recomenda também como outro método mudar o foco da dor. Segundo o especialista, todos temos mentes programadas para duas reações: buscar o prazer e fugir da dor.

Se você precisa estudar todos os dias para passar em uma prova, deve deixar de lado algumas coisas confortáveis, que são consideradas fontes de prazer, e se forçar a fazer algo que traz desconforto.

O problema é que, normalmente, desistimos de um objetivo porque nossa mente tenta sempre fazer com que a gente volte para o prazer e evite a dor. Mas existe um jeito de você superar esse sistema e permanecer firme na sua meta:

1 – Crie uma imagem mental positiva de como você deseja estar e o que você vai sentir quando conquistar a sua meta.

2 – Reforce essa imagem toda vez que for realizar as tarefas ligadas à sua resolução.

Mentalizar como vai se sentir caso você não cumpra seu sonho também é uma alternativa. Portanto, tenha foco e bons estudos!


Compartilhe o conteúdo

Você pode gostar...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *