fbpx

Como mapas mentais podem auxiliar nos estudos

Equilibrar uma rotina de estudos com os afazeres do dia a dia é uma tarefa um tanto complicada e, em alguns casos, bem estressante. Os mapas mentais são, justamente, uma técnica para auxiliar nos estudos para concursos.

O mapa mental é uma forma de organizar e priorizar ideias.

Ele favorece a memória e a criatividade de forma visual, de modo que o cérebro entende melhor as informações anotadas, otimizando a sua maneira de estudar e melhorando o seu rendimento.

Renata Bicov, designer instrucional e especialista em Educação Corporativa, explica que o conceito dessa técnica de estudos gira em torno da criação de um organograma/ fluxograma.

Nesse esquema tem anotações em volta de uma palavra ou tema principal e, a partir de então, surgem palavras-chave.

O mapa mental vai auxiliar a acelerar a sua aprendizagem, visto que ele força a organizar as informações estudadas de modo simples e acessível.

Se interessou? Confira o bate-papo na íntegra da coach Livia Cavalcante com Renata Bicov.

Como fazer um mapa mental?

A criatividade em um processo de aprendizagem é fundamental. Uma dica simples, porém crucial é: anote.

Estudos indicam que, ao anotar, você facilita a consolidação das informações que você está aprendendo em sua mente.

Escrevendo à mão, você mantém suas redes neurais ativadas por causa dos movimentos distintos que faz ao desenhar cada letra.

É indicado o uso de canetas coloridas em um mapa mental, porque, além de auxiliar na compreensão de um conteúdo, as cores irão colaborar para o cérebro absorver a informação de forma mais precisa, explica Renata Bicov.

Listas e cores monocromáticas para se organizar, como geralmente as pessoas fazem, acabam por utilizar as mesmas partes do cérebro.

Mas, o objetivo é usá-lo por completo, por isso, o uso de cores é indicado. Isso faz com que a interação da mente com a informação a ser estudada se torne mais orgânica.

Outra dica é fazer uso de ao menos 3 cores de caneta. Nem sempre temos disponível uma cartela com mais cores, mas isso não é impedimento para o desenvolvimento de um mapa mental.

6 regras básicas para o mapa mental

A especialista Renata Bicov dá seis dicas de como fazer mapas mentais para auxiliar nos estudos para concurso.

Como fazer mapas mentais para auxiliar nos estudos

Use uma folha na horizontal

A gente escreve na horizontal geralmente. Usar a folha na horizontal também, vai te suprir de espaço para despejar ideias. Outra sugestão é usar um caderno sem pautas, pois possibilita que todas as anotações estejam no mesmo lugar.

Um caderno ou folha com pautas acabará influenciando a seguir o padrão das linhas ao escrever. Nosso objetivo aqui é justamente o contrário.

“Explore a folha, use a criatividade e não se prenda a padrões”, diz Bicov.

Nó central

Ele é o tema principal que você desenvolverá em todo o mapa mental.

Você poderá anotá-lo no centro da folha em branco e, a partir dele, ir desenvolvendo os ramos radianos e os tópicos e/ou palavras-chave que deverá estudar.

Ramos radianos

Use curvas para ligar o tema principal às palavras-chave. A intenção é fugir de padrões como listas e afins. Aqui você pode fazer uso de setas, ramos, linhas retas ou curvas.

Faça da maneira que lhe for mais conveniente para seu aprendizado.

Palavras-chave

As palavras-chave nada mais são que os tópicos principais que você irá estudar. Após anotá-los, você poderá usar novamente ramos radianos para interligá-los a subtópicos que abrangem os tópicos e o tema principal.

Cores

Como falamos anteriormente, é recomendado o uso de ao menos três cores. A escolha delas fica a seu critério. Você poderá criar seus próprios padrões de uso delas.

É bom que cada parte do mapa mental tenha a sua cor para designar a sua função. Isso vai te auxiliar as informações de forma mais completa.

Imagens

O mapa mental é um fluxograma/organograma. Sua função é transcrever e organizar ideias de forma mais imagética para facilitar a leitura e absorção da informação do tema foco de estudos. Desta forma, um mapa poderá seguir este caminho:

Como mapas mentais podem auxiliar nos estudos

Caminho para fazer um mapa mental (Foto: Fabiane Gonçalves)

Vale lembrar que não existe um padrão de criação de um mapa mental. Não há certo ou errado aqui. Portanto, não se prenda!

Já percebeu o modo como o nosso cérebro não pensa de modo linear? Às vezes, estamos estudando algo e um tema vai puxando outro tema.

As ideias vão irradiando e achando o seu próprio caminho, não é mesmo? É desta forma que funciona nosso mapa.

Pode acontecer de o tema que você está estudando não caber em somente um mapa mental. Talvez seja necessário quebrá-lo em subitens e, a partir destes itens, criar outros mapas. Não há problema nisso, explica Renata Bicov.

Como definir uma palavra-chave?

Antes de iniciar a criação de seu mapa mental, você deve definir qual será o tema a ser estudado. Em seguida, as palavras-chave.

Para isso, é interessante que você faça uso de uma caneta marca-texto na matéria estudada e selecione as palavras que serão usadas.

Independentemente do formato que seu mapa terá, o importante é seu objetivo: otimizar os estudos. A sua função é fazer com que você “bata os olhos” nele e consiga associar as informações de maneira funcional.

O mapa mental vai te ajudar a memorizar e fixar em sua mente os conceitos mais importantes de seu objeto de estudos, estabelecendo uma relação entre os temas.

Quando utilizar mapas mentais?

Segundo o professor Marco Ferrari, o ideal é usar os mapas mentais na hora da revisão. Nesse contexto, eles podem ser utilizados tanto para revisões diárias quanto para a reta final.

Nesta última, ele ainda aconselha que você concilie com a resolução de questões.

A ideia é, no decorrer dos estudos, fazer uma diversidade de mapas mentais sobre vários assuntos. Assim, você terá um grande acervo na reta final do concurso.

Quais são os benefícios dos mapas mentais?

Conforme explica o professor Marco, melhor do que comprar mapas é confeccioná-los. Nesse sentido, enquanto você escreve, já está trabalhando a fixação e o entendimento da matéria nas suas próprias palavras.

Além da fixação, outro benefício do uso do mapa mental é ter uma forma de revisão rápida. Ao confeccionar o seu próprio mapa, dá para combinar os dois.

Assim como facilita o processo de aprendizagem, a forma de execução também é acessível para todos. Afinal, tudo o que é preciso é papel, caneta e resumos anteriores para basear o estudo.

Mapas mentais x flashcards x fichas-resumo

De antemão, as três opções são formas de revisão. No entanto, o seu uso e a intenção que se diferem entre si.

A princípio, os flashcards são um sistema de pergunta-resposta (cada uma de um lado do cartão). Nesse contexto, funcionam como uma espécie de teste.

Já no mapa mental, a ideia central é ordenar o conteúdo de forma mais visual. Consequentemente, criar uma conexão entre as palavras.

Por fim, a ficha-resumo, como o próprio nome diz, é um resumo da matéria escrito em texto corrido pelo próprio candidato, usando as suas palavras. Em resumo, funciona muito bem fazer essas anotações enquanto assiste uma aula.

Quando usar cada forma de revisão?

Geralmente, os flashcards são excelentes para quem está estudando um idioma novo. Inclusive para crianças. Mas eles também podem aparecer nos estudos para concurso.

Por exemplo, se o futuro servidor está estudando a parte de Gramática na Língua Portuguesa, ele pode fazer um cartão sobre quando usar a crase, com a resposta do outro lado.

Da mesma forma, ele poderia aplicar o método para o uso dos porquês. Assim como para outros assuntos. Se fosse uma disciplina de Direito, outra possibilidade seria escrever o número da lei e, do outro lado, do que ela trata.

Em conclusão, as formas de revisão podem estar em qualquer disciplina. Para entender como os mapas mentais podem auxiliar nos estudos, resumindo, a ideia é cortar os conteúdos das disciplinas em pequenos mapas. Lembrando sempre de fazer um resumo da matéria anteriormente e o ter em mãos para a confecção.

Por mais que o melhor seja fazê-los a mão, se você achar que no seu caso o computador ou o celular funcionam melhor, o professor Marco sugere algumas ferramentas online:

  • MindMeister
  • Ayoa
  • Xmind

Dos três, o que ele considera melhor é o Xmind, por ser simples e funcionar bem. Além disso, em todos é possível usar links dentro do próprio mapa.

Com os estímulos certos, você obterá êxito em gravar os conteúdos. O mapa mental será mais uma ótima ferramenta a te auxiliar nessa jornada. Bons estudos!

Meu Primeiro Concurso Público

 

*Colaborou Audryn Karollyne

Você pode gostar...

2 Resultados

  1. Folha Dirigida disse:

    Olá, Robson. Tudo bem? Que bom que gostou das dicas! 😀😀😀 Caso tenha alguma sugestão do seu interesse, pode entrar em contato conosco também! Abraços, Blog Folha Dirigida!

  2. Robson disse:

    Excelente dica.
    Obrigado pelo bizu!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *