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Mapa mental para concursos: como fazer?

Você sabe como fazer um mapa mental para concursos? Com tanto conteúdo para estudar, fazer os mapas facilita sua revisão e ainda poderá torná-las mais produtivas.

Com isso, os mapas mentais são, justamente, uma técnica para auxiliar nos estudos para concursos uma vez que é uma forma de organizar e priorizar ideias.

Confira diversas formas de fazer o seu!

Como fazer um mapa mental?

Essa é uma técnica de estudos que funciona muito bem na revisão. É possível fazer tanto direto em uma folha de papel como no computador. A Luiza Velloso é uma adepta dos mapas digitais e ela explica as vantagens.

Isso porque, principalmente para quem está começando a preparação agora, será mais fácil fazer possíveis alterações depois. As alterações podem surgir na medida em que você fizer questões e perceber que assunto X ou Y cai com mais ou menos frequência nas provas.

Os mapas podem ser feitos em diversos sites ou aplicativos gratuito (até mesmo no Power Point é possível!). Luiza dá a dica do site Whimsical, porque ele permite fazer até cerca de três mil mapas de forma gratuita.

Além disso, ter eles salvos online permitirá o acesso de qualquer dispositivo. Inclusive, caso você perca seu celular ou computador, não perderá seu material de estudo.

Comece por aqui o seu mapa mental digital

Assim como no caso de um mapa mental feito à mão, o primeiro passo é escolher um tema central. Em seguida, ramificá-lo em tópicos e subtópicos.

Para exemplificar, Luiza escolheu o assunto Nacionalidade, dentro da disciplina de Direito Constitucional. A partir dele, o primeiro ramo seria de Aspectos Gerais, que por si só ramificaria em Conceitos Gerais.

Deste, derivariam itens como brasileiros natos, brasileiros naturalizados, cargos privativos de brasileiro nato e daí em diante!

A ideia é que os mapas mentais sejam uma forma de sintetizar o conteúdo. Portanto, Luiza indica que você não ultrapasse três linhas por cada tópico, para que seu mapa não fique muito poluído.

Tente sempre extrair a ideia principal daquele assunto, buscando as palavras-chave para o que está sendo estudado.

Os mapas mentais poderão ser feitos enquanto você assiste a uma videoaula, durante a leitura de um material escrito ou na resolução de questões. Só fique atento, principalmente, se for um estudante iniciante, para que eles não fiquem muito longos.

“Quanto mais rápido e com mais frequência você revisar, melhor”, explica Luiza, que usa a técnica para sua preparação para o TJ RJ. Afinal, a ideia é que o seu mapa seja o mais visual e simplificado possível.

Outra dica importante é adequar a revisão com os mapas de acordo com o seu nível de dificuldade em cada assunto. Se é um assunto mais difícil para você, faça revisões mais frequentes. E o contrário, caso seja um conteúdo mais fácil.

A melhor maneira de ter essa percepção é através da prática de questões:

  1. Leia o seu mapa mental
  2. Faça questões (mais ou menos 30 por assunto)
  3. Veja o seu percentual de acerto
  4. Se tiver um percentual de acerto abaixo de 85%, faça uma revisão mais aprofundada
  5. Adapte seu mapa às suas necessidades

Desenvolva seu mapa em torno de uma ideia central

Para isso, coloque um conceito no meio (Direitos Políticos, por exemplo) e ramifique este conceito em tópicos e subtópicos.

1) Seja conciso

Se você perceber que o seu mapa está ficando muito poluído, é porque tem algo errado.

A ideia é que ele seja o mais resumido possível. Assim, ele toma menos tempo tanto na hora de ser feito quanto durante a revisão.

2) Saiba o que é mais importante

Quando começamos a estudar, tudo que o professor fala parece muito importante.

A sugestão aqui é assistir à aula uma vez, fazer algumas questões e, apenas depois disso, construir o mapa mental com o que realmente cai.

Com o tempo e a experiência, esse filtro ficará cada vez melhor!

3) Dê preferência a mapas digitais

Apesar de ser uma possibilidade fazer à mão, fazendo digitalmente (no computador, em aplicativos gratuitos ou até mesmo no Power Point ou Google Apresentações), você pode editar seu mapa com itens que, conforme for estudando, percebeu que valia acrescentar ou retirar.

4) Resumo ou mapa mental?

Depende das preferências e da situação de cada um.

A dica é fazer um resumo e um mapa mental de uma mesma aula. Em seguida, avaliar qual levou menos tempo e onde as informações ficaram mais fáceis.

Nos resumos, é mais difícil ter uma ideia se ele está muito grande ou não até terminar. No mapa mental, essa percepção fica mais clara durante a execução.

Mapa Mental - Luiza Velloso e Folha Cursos

Produza seus próprios mapas

Muitos lugares vendem mapas mentais prontos. Mas, ao produzir o seu próprio mapa, você consegue colocar as informações de forma mais personalizada, como as suas dificuldades e onde costuma errar.

Por mais que existam bons mapas no mercado, eles sempre serão mais genéricos, pois são pensados para atender à necessidade de várias pessoas.

Clube da Folha - Como começar a estudar para concursos

Como fazer um mapa mental à mão?

Há quem prefira construir os mapas mentais à mão. Você sabe por onde começar?

O mapa mental favorece a memória e a criatividade de forma visual, de modo que o cérebro entende melhor as informações anotadas, otimizando a sua maneira de estudar e melhorando o seu rendimento.

Renata Bicov, designer instrucional e especialista em Educação Corporativa, explica que o conceito dessa técnica de estudos gira em torno da criação de um organograma/ fluxograma.

Se interessou? Confira o bate-papo na íntegra da coach Livia Cavalcante com Renata Bicov.

Nesse esquema tem anotações em volta de uma palavra ou tema principal e, a partir de então, surgem palavras-chave.

A criatividade em um processo de aprendizagem é fundamental. Uma dica simples, porém crucial é: anote.

Estudos indicam que, ao anotar, você facilita a consolidação das informações que você está aprendendo em sua mente.

Escrevendo à mão, você mantém suas redes neurais ativadas por causa dos movimentos distintos que faz ao desenhar cada letra.

É indicado o uso de canetas coloridas em um mapa mental, porque, além de auxiliar na compreensão de um conteúdo, as cores irão colaborar para o cérebro absorver a informação de forma mais precisa, explica Renata Bicov.

Listas e cores monocromáticas para se organizar, como geralmente as pessoas fazem, acabam por utilizar as mesmas partes do cérebro.

Mas, o objetivo é usá-lo por completo, por isso, o uso de cores é indicado. Isso faz com que a interação da mente com a informação a ser estudada se torne mais orgânica.

Outra dica é fazer uso de ao menos 3 cores de caneta. Nem sempre temos disponível uma cartela com mais cores, mas isso não é impedimento para o desenvolvimento de um mapa mental.

6 regras básicas para o mapa mental

A especialista Renata Bicov dá seis dicas de como fazer mapas mentais para auxiliar nos estudos para concurso.

Como fazer mapas mentais para auxiliar nos estudos

Use uma folha na horizontal

A gente escreve na horizontal geralmente. Usar a folha na horizontal também, vai te suprir de espaço para despejar ideias. Outra sugestão é usar um caderno sem pautas, pois possibilita que todas as anotações estejam no mesmo lugar.

Um caderno ou folha com pautas acabará influenciando a seguir o padrão das linhas ao escrever. Nosso objetivo aqui é justamente o contrário.

“Explore a folha, use a criatividade e não se prenda a padrões”, diz Bicov.

Nó central

Ele é o tema principal que você desenvolverá em todo o mapa mental.

Você poderá anotá-lo no centro da folha em branco e, a partir dele, ir desenvolvendo os ramos radianos e os tópicos e/ou palavras-chave que deverá estudar.

Ramos radianos

Use curvas para ligar o tema principal às palavras-chave. A intenção é fugir de padrões como listas e afins. Aqui você pode fazer uso de setas, ramos, linhas retas ou curvas.

Faça da maneira que lhe for mais conveniente para seu aprendizado.

Palavras-chave

As palavras-chave nada mais são que os tópicos principais que você irá estudar. Após anotá-los, você poderá usar novamente ramos radianos para interligá-los a subtópicos que abrangem os tópicos e o tema principal.

Cores

Como falamos anteriormente, é recomendado o uso de ao menos três cores. A escolha delas fica a seu critério. Você poderá criar seus próprios padrões de uso delas.

É bom que cada parte do mapa mental tenha a sua cor para designar a sua função. Isso vai te auxiliar as informações de forma mais completa.

Imagens

O mapa mental é um fluxograma/organograma. Sua função é transcrever e organizar ideias de forma mais imagética para facilitar a leitura e absorção da informação do tema foco de estudos. Desta forma, um mapa poderá seguir este caminho:

Como mapas mentais podem auxiliar nos estudos

Caminho para fazer um mapa mental (Foto: Fabiane Gonçalves)

Vale lembrar que não existe um padrão de criação de um mapa mental. Não há certo ou errado aqui. Portanto, não se prenda!

Já percebeu o modo como o nosso cérebro não pensa de modo linear? Às vezes, estamos estudando algo e um tema vai puxando outro tema.

As ideias vão irradiando e achando o seu próprio caminho, não é mesmo? É desta forma que funciona nosso mapa.

Pode acontecer de o tema que você está estudando não caber em somente um mapa mental. Talvez seja necessário quebrá-lo em subitens e, a partir destes itens, criar outros mapas. Não há problema nisso, explica Renata Bicov.

Como definir uma palavra-chave?

Antes de iniciar a criação de seu mapa mental, você deve definir qual será o tema a ser estudado. Em seguida, as palavras-chave.

Para isso, é interessante que você faça uso de uma caneta marca-texto na matéria estudada e selecione as palavras que serão usadas.

Independentemente do formato que seu mapa terá, o importante é seu objetivo: otimizar os estudos. A sua função é fazer com que você “bata os olhos” nele e consiga associar as informações de maneira funcional.

O mapa mental vai te ajudar a memorizar e fixar em sua mente os conceitos mais importantes de seu objeto de estudos, estabelecendo uma relação entre os temas.

Quando utilizar mapas mentais?

Segundo o professor Marco Ferrari, o ideal é usar os mapas mentais na hora da revisão. Nesse contexto, eles podem ser utilizados tanto para revisões diárias quanto para a reta final.

Nesta última, ele ainda aconselha que você concilie com a resolução de questões.

A ideia é, no decorrer dos estudos, fazer uma diversidade de mapas mentais sobre vários assuntos. Assim, você terá um grande acervo na reta final do concurso.

Quais são os benefícios dos mapas mentais?

Conforme explica o professor Marco, melhor do que comprar mapas é confeccioná-los. Nesse sentido, enquanto você escreve, já está trabalhando a fixação e o entendimento da matéria nas suas próprias palavras.

Além da fixação, outro benefício do uso do mapa mental é ter uma forma de revisão rápida. Ao confeccionar o seu próprio mapa, dá para combinar os dois.

Assim como facilita o processo de aprendizagem, a forma de execução também é acessível para todos. Afinal, tudo o que é preciso é papel, caneta e resumos anteriores para basear o estudo.

Mapas mentais x flashcards x fichas-resumo

De antemão, as três opções são formas de revisão. No entanto, o seu uso e a intenção que se diferem entre si.

A princípio, os flashcards são um sistema de pergunta-resposta (cada uma de um lado do cartão). Nesse contexto, funcionam como uma espécie de teste.

Já no mapa mental, a ideia central é ordenar o conteúdo de forma mais visual. Consequentemente, criar uma conexão entre as palavras.

Por fim, a ficha-resumo, como o próprio nome diz, é um resumo da matéria escrito em texto corrido pelo próprio candidato, usando as suas palavras. Em resumo, funciona muito bem fazer essas anotações enquanto assiste uma aula.

Quando usar cada forma de revisão?

Geralmente, os flashcards são excelentes para quem está estudando um idioma novo. Inclusive para crianças. Mas eles também podem aparecer nos estudos para concurso.

Por exemplo, se o futuro servidor está estudando a parte de Gramática na Língua Portuguesa, ele pode fazer um cartão sobre quando usar a crase, com a resposta do outro lado.

Da mesma forma, ele poderia aplicar o método para o uso dos porquês. Assim como para outros assuntos. Se fosse uma disciplina de Direito, outra possibilidade seria escrever o número da lei e, do outro lado, do que ela trata.

Em conclusão, as formas de revisão podem estar em qualquer disciplina. Para entender como os mapas mentais podem auxiliar nos estudos, resumindo, a ideia é cortar os conteúdos das disciplinas em pequenos mapas. Lembrando sempre de fazer um resumo da matéria anteriormente e o ter em mãos para a confecção.

Por mais que o melhor seja fazê-los a mão, se você achar que no seu caso o computador ou o celular funcionam melhor, o professor Marco sugere algumas ferramentas online:

  • MindMeister
  • Ayoa
  • Xmind

Dos três, o que ele considera melhor é o Xmind, por ser simples e funcionar bem. Além disso, em todos é possível usar links dentro do próprio mapa.

Com os estímulos certos, você obterá êxito em gravar os conteúdos. O mapa mental será mais uma ótima ferramenta a te auxiliar nessa jornada. Bons estudos!

Clube da Folha Dirigida - Conteúdo para concurseiro iniciante

*Colaborou Fabiane Gonçalves

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