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Introdução à área Fiscal: por onde começar?

Primeiramente, os concursos fiscais chamam muito a atenção devido aos altos salários. No entanto, a quantidade de matérias e a falta de uma devida introdução na área Fiscal faz com que muitas pessoas desistam antes mesmo de tentar.

“Na verdade, ninguém faz faculdade para ser fiscal”, afirma o professor da Folha Cursos e auditor-fiscal da Receita Federal, Roberto Caparroz.

Nesse contexto, por muitos concursos fiscais serem para qualquer formação superior, é comum ver dentistas, médicos, advogados, jornalistas, engenheiros e outras pessoas das mais diversas áreas se preparando para auditor fiscal, por exemplo.

Inclusive, o coordenador da Folha Cursos, Alexandre Prado, lembra que, na época que deu aula para alunos de Fiscal, os primeiros colocados geralmente eram pessoas que não atuavam em nenhuma área correlata.

Com o objetivo de esclarecer as dúvidas de quem decidiu fazer um concurso, os professores fizeram uma live justamente para fazer uma introdução a área fiscal.

Você pode assistir ao vídeo, que ficou gravado no IGTV da Folha Dirigida, ou conferir no post os principais tópicos apresentados por eles.

Os concursos fiscais chamam muito a atenção devido aos altos salários

Os concursos para a área Fiscal costumam chamar muito a atenção de candidatos devido aos altos salários (Foto: Pixabay)

Por que ser auditor-fiscal?

Um dos principais cargos da área Fiscal é o de auditor-fiscal. Porém, segundo os professores, dificilmente uma pessoa tem o sonho de se tornar auditor-fiscal.

Via de regra, além dos poucos que sonham desde sempre com a carreira, a maior parte das pessoas acaba tropeçando nela ao longo de sua jornada ou eventualmente precisa de um emprego que pague bem com estabilidade.

Em alguns estados, como o Pará, a remuneração fica em torno de R$30 mil. Isso parece ótimo, não é mesmo?

Apesar disso, não é um concurso fácil. Em média, os candidatos levam dois anos até serem aprovados. Nesse contexto, o professor Roberto Caparroz considera os estudos para a área Fiscal como uma pós-graduação ou um mestrado.

Da mesma forma que as pessoas passam dois anos estudando para se especializarem em suas carreiras e ganharem um salário maior, o mesmo vale para quem quer ingressar na área Fiscal.

Portanto, são em torno de dois anos de estudos que, no final, terão como consequência uma melhoria de vida. Inclusive, esse upgrade é para sempre.

Como é a carreira de auditor-fiscal?

Justamente por, na Receita Federal, com exceção do Secretário de Fazenda, nenhum cargo ser comissionado, a carreira de auditor-fiscal oferece um universo de possibilidades.

Segundo o professor Caparroz, dificilmente nos primeiros cinco anos o auditor não encontrou algo que goste de fazer dentro do órgão.

Por exemplo, quem tem um perfil mais policial gosta dos aeroportos, já que é onde os auditores lidam com a fiscalização, combate ao crime, vigilância e repressão.

Além dela, a Receita engloba outras áreas, como julgamento, jurídica, internacional, pesquisa, planejamento, etc.

Como funciona a lotação?

A princípio, uma das maiores dúvidas dos futuros servidores nesta introdução à área Fiscal – assim como seria em qualquer outra – é em relação à lotação. Ou seja, onde ele vai trabalhar em um primeiro momento.

Durante o curso de formação, o auditor escolhe se quer seguir na área aduaneira ou de auditoria. A partir da classificação no curso, do mais alto para o mais baixo, pode escolher a cidade em que deseja atuar de início.

Nesse contexto, Alexandre Prado considera, assim como na área Policial, a seleção para área Fiscal uma espécie de concurso mochileiro. Ainda que menos vocacionada, o futuro servidor está disposto a grandes mudanças devido aos altos salários.

Para quem vai para a área aduaneira atuar nas fronteiras, há ainda uma parcela indenizatória. Já para os que vão para os aeroportos, além do direito de requisitar auxílio policial em caso de risco, há a possibilidade do ganho por periculosidade. Ou seja, por exercer atividade de risco.

No entanto, não pense que uma função é para sempre. Uma das vantagens da área Fiscal é justamente a possibilidade de poder migrar para diversos setores dentro da própria carreira.

Por esse motivo, é muito improvável não encontrar algo dentro da área com que se identifique.

Qual a diferença entre o analista e o auditor-fiscal?

De acordo com Roberto Caparroz, muitos candidatos aproveitam os estudos para a área Fiscal para a área de Controle. Afinal, as matérias, assim como as remunerações, são muito parecidas.

Outros, também aproveitam os estudos para fazer outros concursos dentro da própria área Fiscal. Inclusive, este foi o caso do próprio professor Roberto.

Primeiro, ele conquistou a aprovação para técnico do Tesouro Nacional. Mas, insatisfeito com o salário, continuou estudando até ser aprovado para auditor da Receita.

Nesse sentido, muitas pessoas confundem a carreira de auditor com a de analista da Receita Federal. Além disso, pensam que o analista é subordinado ao auditor.

Segundo Roberto Caparroz, o analista não é auxiliar ou assessor do auditor. Na verdade, ele não pode constituir crédito tributário, como faz o auditor-fiscal. Portanto, suas funções são de atendimento e de preparo de processos.

Mas de forma alguma uma carreira é subordinada a outra. Cada uma tem as suas próprias atividades, que se diferem entre si.

Por outro lado, as matérias para ambos os concursos são as mesmas. Isso faz com que diversos futuros servidores prestem ambos os concursos, caso as provas ocorram em dias diferentes.

“As duas são carreiras de ponta e privilegiadas na realidade do país”, ressalta Roberto Caparroz.

Para Alexandre Prado, apesar de ambos os concursos serem muito concorridos, o importante para quem se prepara é estar na briga. Por consequência, ele divide os candidatos em três grupos:

  • Inscrito
  • Candidato
  • Concorrente

Os inscritos, como o próprio nome diz, são aqueles que se inscreveram para fazer a prova. Já os candidatos, os que de fato aparecem para fazer o exame. Por fim, os concorrentes, os que realmente se preparam. Portanto, o importante é estar nesse último grupo.

Introdução à área Fiscal: por onde começar a estudar?

Nesse momento de introdução à área Fiscal, uma das maiores dúvidas é por onde começar a estudar. O primeiro passo é se organizar em relação ao tempo que você vai dispor para a sua preparação.

Não importa se você tem uma ou quatro horas por dia. Aqui, o importante é ser honesto e se propor a estudar no tempo que você tem.

Em seguida, na hora de definir as matérias para sua introdução à área Fiscal, o professor Roberto recomenda começar por Direito Tributário, Direito Administrativo e Direito Constitucional. Exatamente nessa ordem de importância. Além delas:

  • Contabilidade
  • Português
  • Inglês
  • Raciocínio Lógico
  • Legislação

Apesar de parecer assustadora a princípio, em relação à Contabilidade, é cobrado mais norma e procedimento. Na Contabilidade Geral, a dos manuais, Contabilidade Pública para os cargos de gestão, além de Contabilidade de Custos.

Por outro lado, Inglês também é uma matéria que pode assustar. Todavia, a cobrança é sempre sobre interpretação de texto, e não gramática.

Também é muito requisitada a parte de Legislação. No caso dos concursos municipais, é crucial estudar o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto Sobre Serviços (ISS).

Já nos estaduais, o imposto mais importante é o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Por fim, a cargo da Receita Federal, estão o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto de Renda, além da legislação aduaneira, importação e exportação.

“Às vezes você começar do zero é ótimo, porque você vai começar em uma folha em branca e preencher com o seu conhecimento”, afirma Roberto Caparroz em relação ao medo inicial dos estudantes por não terem familiaridade com a área.

Como está a sua introdução à área Fiscal, futuro servidor? Continue acompanhando o Blog da Folha Dirigida para mais dicas de preparação!

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