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Como ter inteligência emocional na busca por emprego

Se você está na busca por um emprego, já deve ter se perguntado em algum momento como ter inteligência emocional nessa jornada.

Isso porque, quando se está à procura de um novo trabalho, muitas vezes, mais difícil do que lidar com o processo, é a pressão interna que coloca em você mesmo.

Quantas vezes você sentiu que não se saiu melhor em um processo seletivo por que estava nervoso?

É praticamente impossível não sentir um frio na barriga. A vaga está em jogo.

Mas até que ponto esse nervoso está a seu favor? Quando a expectativa começa a atrapalhar mais do que ajudar? Como seguir em frente depois de ter recebido tantos “nãos” como respostas?

As psicólogas Débora Porto e Danielle Farias explicaram como conter as emoções que podem atrapalhar nesse momento tão importante e deram algumas dicas para ser bem sucedido na sua procura.

Na procura por um trabalho, muitas vezes, mais difícil do que lidar com o processo, é a pressão interna que coloca em você mesmo

Na procura por um trabalho, muitas vezes, mais difícil do que lidar com o processo, é a pressão interna que coloca em você mesmo (Foto: Freepik)

Como controlar as emoções na busca pelo emprego?

Para controlar as emoções e ter inteligência emocional na busca por um emprego, Débora Porto divide este momento em duas etapas:

⇒ Primeiro: conheça suas emoções. Saiba como você geralmente se comporta diante delas. Tendo isso em mente, poderá prever ações e se preparar para agir de forma contrária, sem que aquilo o domine.

⇒ Segundo: não negue as suas as emoções. Entenda que é natural elas aparecerem naquele momento.

Assim como você, o recrutador também está nervoso para encontrar a pessoa certa para a vaga.

Esteja ciente das suas próprias habilidades e se estão de acordo com a vaga concorrida.

Outras dicas são:

  • Mantenha a concentração antes da entrevista.
  • Busque controlar a respiração.
  • Tenha estratégias de autocuidado. Alimentação e hidratação podem fazer a diferença.

Como se preparar emocionalmente para uma entrevista? 

Depois de identificadas suas emoções, vale a pena buscar conhecê-las e conversar sobre elas.

Cada pessoa encontrará uma forma diferente de canalizá-las, mas é válido perceber a maneira como elas controlam sua vida. Entenda que não é uma exclusividade sua toda essa pressão sobre si.

É uma reação natural diante de situações novas.

Uma estratégia pode ser procurar um terapeuta, por exemplo, para analisar de onde surgem essas emoções.

Diante de atividades coletivas de seleção, também é importante perceber que estão todos no mesmo patamar e, provavelmente, enfrentando angústias semelhantes. Ressalto que nesses casos, inclusive em aplicação de testes, não existe certo ou errado, mas características que aparecem e melhor combinam com a vaga, reflete Débora Porto.

Como não desanimar se a procura estiver demorada? 

Segundo Débora Porto, a ansiedade sempre existirá. Ela é inerente ao ser humano.

“A diferença é que algumas pessoas sabem controlá-la e não se deixam dominar. Enfrentam os próprios ‘fantasmas’ e encaram cada desafio como uma oportunidade de apresentar o que têm de melhor”, explica a psicóloga.

E é por isso a importância da inteligência emocional na busca por um emprego. Pois esse equilíbrio ajudará você a permanecer no caminho.

Apesar da demora em encontrar a vaga ideal, continue investindo em si. Esse investimento pode estar tanto na busca por autoconhecimento quanto em formações, cursos, palestras e outras atividades que se encaixam na sua especialidade.

Também é preciso ser honesto com o que vem buscando, se está de acordo com o que se imagina e de fato atuando.

Encare resultados negativos como uma parte do processo. Encontre um tempo para refletir sobre isso. Analise os aspectos do feedback recebido e pense: como posso melhorar?

Todos são capazes de desenvolver novas habilidades. Se permita digerir um ocasional “não” e depois retome as buscas, por vagas e conhecimento.

Como a pessoa pode fazer para se manter motivada?

A partir do momento que você pensa estar despreparado para assumir um cargo ou que não é bom o suficiente para algo ou alguém, automaticamente se sente triste e incapaz, prestes a fracassar.

“Se eu penso, então eu sinto e faço”, resume Danielle Farias.

É preciso mudar sua forma de pensar. Não apenas no momento de uma entrevista, mas fazer disso isso um exercício diário.

Reprograme seus pensamentos negativos para positivos sobre si e sobre o que você é capaz. Agir assim trará mais segurança e tranquilidade.

Como trabalhar o equilíbrio emocional?

Danielle reforça o que Débora disse: reconhecer que tal situação te tira do eixo é o primeiro passo para que você possa encontrar a melhor forma de lidar consigo.

A especialista indica ainda algumas técnicas que ajudam não só o corpo a relaxar, mas a mente estar sob o seu comando. Ou seja, pronta para confrontar seus pensamentos negativos.

Por exemplo: se você se vê angustiado com alguma situação, pergunte a si: já sofri por isso algumas vezes, por que preciso passar por esse sofrimento de novo?

Algumas técnicas que podem ajudar na busca pelo equilíbrio emocional são:

  • Meditação (em silêncio, ouvindo sons da natureza, usando meditação guiada, etc)
  • Yoga
  • Caminhadas

Danielle Farias lembra que existem pessoas que conseguem meditar até no momento que estão lavando louça! O importante é você encontrar a melhor forma para acalmar sua mente e entrar em conexão consigo.

Dicas para trabalhar as emoções

Como mostrar que você tem inteligência emocional em uma entrevista?

Quando você está na busca por um emprego, deve saber que a inteligência emocional pode ser refletida através da demonstração de empatia com o próprio percurso e a trajetória durante a seleção.

Também é importante ser sincero nas respostas objetivas e sobre o que está se passando internamente.

Tanto o candidato quanto o recrutador têm expectativas para esse momento. Eles estão em uma linha horizontal, não em posições hierárquicas diferentes.

Quais são boas práticas para ter inteligência emocional nessa trajetória?

O currículo pode ser bom, mas demonstrar inteligência emocional perante o entrevistador é fascinante e trará benefícios, tanto pra você quanto para o ambiente de trabalho, diz Danielle.

A psicóloga deu algumas dicas para desenvolver a inteligência emocional:

1. Observe seu comportamento

Como já dito anteriormente, você deve observar seu comportamento diante às situações de estresse, seja em uma entrevista ou no ambiente de trabalho.

Dessa forma, você saberá controlar seus impulsos. Respire fundo, devagar e calmamente, para controlar sua fala e ser mais racional.

2. Seja empático

Colocar-se no lugar do outro é uma das qualidades que não pode faltar em um ambiente organizacional.

Contribua para um clima organizacional mais empático e produtivo, principalmente quando se trata de uma equipe. Chame as pessoas pelo nome, observe-as, demonstre interesse em conhecer o outro.

3. Aumente sua autoconfiança

É importante reconhecer seus pontos fortes e fracos para trabalhar em os modificar ou os aperfeiçoar.

Tenha consciência dos seus objetivos e trabalhe o seu potencial. Estimule suas ideias, acredite em si e ressalte suas habilidades.

4. Se expresse

Expresse sua opinião de forma racional, pautada em conhecimentos teóricos e bem fundamentados. Quando expor um problema, já apresente uma solução.

5. Aprenda a lidar com a pressão

Novamente, o autoconhecimento sobre suas emoções ajudará a lidar com as pressões. Ser mais razão do que emoção no momento apropriado.

Quando for cobrado de alguma coisa, você precisará manter a calma. Respirar para controlar a ansiedade vai te ajudar a racionalizar e não deixar ser dominado pela emoção.

Você consegue controlar bem as suas emoções na busca pelo emprego? Na Folha +, são divulgadas diversas vagas para as mais diferentes áreas. Acompanhe!

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