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Planejamento Nota 10: como iniciar seu plano para concursos

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*Colaboração de André Kolker

A rotina do estudante de concursos é bastante corrida, ainda mais quando este estuda e trabalha ao mesmo tempo. Os feriados são um trunfo para ajudar.

Nossa meta com esse conteúdo é ajudar você a organizar seus estudos, iniciar ou dar continuidade à sua preparação e conhecer diferentes técnicas de preparação, para ver qual mais se adapta à sua realidade.

São nove passos para você incluir junto aos seus estudos em nove dias. Está pronto para começar? Confira o que você vai encontrar nessa série de dicas:

Passo 1: escolha uma área para focar

O primeiro passo para ter um bom rendimento nos estudos é definir uma área que você irá estudar.

Se você já definiu a sua área, ótimo! O direcionamento da sua preparação já ficará mais fácil.

Mas você sabe por que escolher uma área é tão importante?

Ter uma área definida antes de começar o seu estudo é importante porque você abrirá o seu leque de opções e não terá como foco somente um concurso específico. Essa é a dica do professor Leonardo Murga, hoje auditor de controle externo do TC-DF.

Segundo ele, focar em um único cargo pode ser um problema mais tarde, caso a aprovação não venha ou o concurso seja cancelado.

“Não, nós não iremos focar em apenas um concurso específico. Nós iremos entrar com uma mentalidade de que temos interesse em grandes áreas”, reforça Leonardo Murga.

Por que focar em uma área e não um cargo?

Nesse momento, você não deve querer ser apenas Policial Civil do RJ, por exemplo, você passa a ter interesse em uma grande área, nesse caso a de Segurança Pública.

E isso não quer dizer que você não vai estudar especificamente para a PC-RJ. Certamente você deve estar ciente das particularidades deste concurso. Mas, ao utilizar essa mentalidade mais ampla de uma área, você expande o seu horizonte.

→ Guia de concursos para policial: conheça a área

Focar em uma área em seus estudos, em vez de apenas um cargo, ajuda a aceitar também o fato de que reprovações são normais e corriqueiras no mundo dos concursos.

Para você conseguir sua aprovação, é possível que você tenha algumas reprovações. Na verdade, isso é bastante comum.

O estudo para concursos é um processo contínuo e há inúmeras pessoas preparadas. Portanto, às vezes é necessário que você precise fazer dois, três, quatro ou até mais concursos para acumular conhecimento e experiência suficiente.

Para que você possa escolher a sua área, é interessante fazer uma breve pesquisa sobre quais são as áreas disponíveis para concursos públicos. Entre as principais estão:

  • Segurança Pública
  • Judiciária
  • Administrativa
  • Controle
  • Fiscal
  • Legislativa
  • Saúde
  • Alta Gestão
  • Magistério
  • Militar
  • Bancária

Como saber qual área de concurso é a ideal?

Uma forma de ajudar na sua pesquisa por áreas é usar a Técnica de Feynman. Desenvolvida pelo físico e ganhador do Prêmio Nobel, Richard Feynman, essa é uma técnica de estudos capaz de ajudar a aprender mais rápido assuntos, e que pode ser aplicada aos seus estudos para concurso.

O objetivo aqui é ajudar você a ter certeza de que está no caminho certo na área escolhida.

A técnica é dividida em quatro passos:

  • Escolher um assunto
  • Ensinar (ou simular) o assunto para uma criança
  • Verificar suas dificuldades na hora de ensinar
  • Revisar

4 passo da Técnica de Feynman

“Primeiramente, você vai definir o que quer aprender, depois você irá ensinar isso que se propôs a aprender para uma criança. Ou seja, você vai simular o processo de ensino desse conhecimento”, explica Leo Murga.

O professor ainda completa dizendo que uma das melhores formas de aprender é ensinando. Portanto, seguir essa técnica é essencial para que você identifique o que aprendeu e o que ainda falta entender.

“Após fazer esse processo de aula e simulado de ensino, você irá revisar o que precisa melhorar”, completa Leo.

Por fim, você vai reagrupar para repetir tudo de novo, se for necessário. Até que você considere que o seu conhecimento foi absorvido por completo.

Resumindo, quando somos capazes de explicar o tema escolhido de forma clara e simples para outras pessoas, sem falhas ou incertezas, temos a garantia de que alcançamos o estado de compreensão profunda.

O que tudo isso significa?

Que se você compreendeu tudo sobre o seu concurso e grande área, você está pronto para dar o pontapé inicial para os seus estudos!

Ah, dica extra: aplique essa técnica também aos seus estudos para aprender os assuntos mais rápido.

Passo 2: separe seu material de estudos

Futuro servidor, se você já definiu sua área de concurso público para estudar, o próximo passo envolve separar o seu material e construir a sua meta.

Criar bons hábitos para o sucesso é um desafio, mas é o ponto de partida para a conquista do seu objetivo final.

Entender muito bem o que você quer e porque quer isso é essencial. Você deve saber qual o seu propósito! Após definir isso, é o momento de começar a se planejar.

E o ponto de partida para isso é o edital. Você sabe como ler um edital? Se não, vamos te ajudar!

O edital é o documento chave dos concursos. É nele que constam, de forma oficial, todas as informações que você vai precisar para a seleção.

Sabemos que é complicado entender o conteúdo desse documento. Por isso, existem alguns métodos que podem ajudar nesse processo para, então, você iniciar seu planejamento.

Segundo Leonardo Murga, muitas pessoas sequer sabem ler o edital. Por isso é preciso ter atenção aos seguintes pontos:

1. Número de vagas

O professor diz que, antes de tudo, é preciso avaliar quantas são as vagas disponíveis e as vagas para correção das discursivas, ou seja, quantos aprovados o concurso trará.

“Um concurso, por exemplo, pode trazer apenas uma vaga imediata no edital. E isso é normal, porque as administrações públicas não têm o interesse em botar muitas vagas nos editais, justamente para que elas não se obriguem a nomear aquelas vagas”, diz.

Segundo Leo Murga, isso acontece porque os órgãos preferem ter uma lista de aprovados excedentes ou classificados fora das vagas e fazerem as nomeações de acordo com as liberações orçamentárias e a necessidade da própria gestão.

O que isso significa?

Que, ao lermos o edital, devemos ficar atentos ao fato de que caso seja um concurso com provas discursivas, poderá ter um número de vagas imediatas e também o número de pessoas que terão a sua discursiva corrigida.

“Esse número será exatamente o número de classificados no concurso, ou seja, se eles falarem que há uma vaga e 50 discursivas corrigidas, você terá um concurso com 50/51 classificados”, explica Leonardo Murga.

Isso quer dizer que quem ficar além desse número não terá classificação no concurso e não terá nenhuma chance de ser nomeado.

Ao passo que quem ficar até esse número de 50 tem chances de ser nomeado, mesmo o edital trazendo apenas uma vaga imediata. mas, vale esclarecer que é uma chance e não uma obrigatoriedade.

→ Primeiros passos para fazer um concurso público

2. Inscrição

Outro ponto que você precisa se atentar para o edital é a questão da inscrição e do encerramento desse prazo.

A dica do professor é que você faça o pagamento da inscrição logo no primeiro dia que ela abrir. Isso evita que você tenha problemas com o pagamento em cima da hora e acabe sua oportunidade de fazer o concurso.

O professor alerta:

“Vamos imaginar a seguinte situação: no dia do pagamento, você não tem dinheiro na conta suficiente para honrar aquela inscrição, sua inscrição não será efetivada.”

Pode acontecer também algum problema no sistema do seu banco e a sua inscrição acabar não sendo efetivada também.

Muita gente continua estudando praticamente até o dia da prova e quando vai procurar saber o local onde vai fazer, descobre não ter este local pois seu cadastro não foi efetivado por falta de pagamento.

3. Matérias para estudo

Depois que você analisar os pontos burocráticos do edital, chega o momento de transferir sua atenção às matérias do edital para iniciar seu estudo.

O primeiro passo será verticalizar essas matérias em uma planilha. Há muitas planilhas já prontas.

Porém, para você fazer essa análise de edital verticalizado é importante que tenha, na planilha, colunas que envolvam aprender, revisar e exercitar cada um dos conteúdos.

Outro ponto importante é que você tenha a capacidade de analisar quais são as matérias que têm maior peso de cobrança.

Há disciplinas que são fundamentais para um determinado cargo, como as matérias de Direito Penal, Direito Processual Penal e Legislação Extravagante. Essas são essenciais para a área de Segurança Pública.

“Você precisa realmente ser capaz de fazer essa análise. E ela é feita olhando provas anteriores deste concurso para o qual você está estudando ou dessa área”, afirma Leo.

Agora que você tem uma meta, já leu o edital e sabe para quais matérias estudar, precisa definir o material que irá utilizar. Podem ser por videoaulas, livros, questões ou áudios.

Basta você compreender a técnica de estudos que mais se adapta a você.

Passo 3 – Fazer seu ciclo de estudos

Futuro servidor, se você já está com sua meta em mente, sabe como ler um edital e reuniu seu material, chegou a hora de montar o seu ciclo de estudos.

Se você não sabe como fazer um ciclo de estudos, calma, a gente te ajuda. Não é muito difícil. Basta seguir os passos do Leonardo Murga e até o final deste post você saberá mais sobre essa técnica.

Primeiro de tudo, você deve saber que o ciclo de estudos deve contemplar algumas ideias a respeito do planejamento. Mas deve ir com calma na hora de iniciar esse processo.

A dica do Leo é que você não faça ciclos de todas as matérias. Para ilustrar a situação, o professor utiliza como exemplo um concurso no qual a área de interesse tenha dez matérias para estudar.

“Sugiro que você não estude 10 matérias por semana, por uma razão muito simples: se você estudar 10 matérias em uma semana, você verá cada conteúdo em uma proporção muito pequena”, explica Murga.

Isso é uma evolução pequena por semana e pode acontecer de você esquecer o que estudou e ter que voltar um pouco atrás para rememorar. A consequência disso é um estudo mais lento.

Em se tratando de concurso público, portanto, estudar mais matérias em uma semana não quer dizer que você está estudando mais, nem melhor. Pelo contrário, pode significar que você está estudando menos e devagar.

Como devo fazer meu ciclo de estudos então?

Leonardo Murga explica que a ideia é que sejam feitos ciclos pequenos, cada um com três matérias.

O objetivo desta técnica é estudar três matérias por vez. Lembra do exemplo anterior de dez matérias? Então, seguindo esse método, você vai selecionar primeiro três matérias destas e estudá-las até terminar.

Como as matérias têm volumes de conteúdos diferentes, é possível que você termine uma matéria do ciclo antes da outra.

Nesse caso, não fique apenas estudando duas. Já pegue uma disciplina do ciclo seguinte e sempre mantenha a frequência de estar com três ao mesmo tempo.

“Se você está estudando três matérias, como Constitucional, Administrativo e Português, se terminou Administrativo, você puxa uma outra matéria para continuar, sempre estudando três a três”, afirma Murga.

Dessa forma, o estudante vai evoluindo com conexão dos conteúdos e, em consequência, estará tendo uma velocidade maior no estudo.

É possível estudar uma matéria por vez?

Leonardo Murga explica que muitos estudantes optam por esse caminho, ou seja, sentam e estudam uma determinada matéria até o fim e somente depois começam outra.

O professor sugere que isso não seja feito, pois você não vai criar um boa conexão ao imaginar como as matérias se comunicam entre si.

“Se você estudar uma matéria só por vez, o que irá acontecer é que você não vai criar uma conexão entre os conteúdos”, afirma Leo.

Isso porque muitas delas têm conteúdos em comum, o que torna o entendimento mais fácil ao relacioná-las. Constitucional é uma matéria, por exemplo, que trabalha junto com todas as de Direito. Afinal, é a base da disciplina.

“Você precisa fazer esse estudo um pouco mais composto de matérias, mas não muitas, por isso a gente faz um ciclo mais curtinho”, finaliza Leonardo Murga.

Como deixar o estudo menos cansativo?

Estudar muitas disciplinas pode ser cansativo. Por isso existem algumas estratégias que podem ser seguidas para que esse processo seja mais eficaz e você consiga aprender mais rápido.

Uma delas é a Técnica de Pomodoro. Você já ouviu falar nela?

Criada pelo italiano Francesco Cirillo, na década de 1980, a técnica consiste em um método de gerenciamento de tempo de estudos.

Essa teoria é baseada na utilização do cronômetro para dividir o trabalho em partes de 25 minutos, separadas por breves intervalos de 5 minutos para descanso.

Esse período de pausa pode ser para beber água ou meditar. Mas, de forma geral, a ideia é desligar-se do que está fazendo e relaxar.

Ao completar esse ciclo de estudo, tire de 15 a 30 minutos de recompensa para fazer o que desejar.

Técnica Pomodoro

→ Confira mais técnicas para potencializar o seu aprendizado

Passo 4 – Teoria e exercícios devem andar juntos

Colocar em prática um ciclo de estudos exige muita dedicação. E diversas estratégias podem ser usadas para garantir um bom desempenho em cada fase desse processo, mas uma é infalível: estudar questões.

Afinal de contas, de que vale ser um gênio da teoria, mas não saber colocá-la em prática? Estudar por questões é fundamental, menos cansativo e essencial para conhecer o estilo da banca organizadora.

Devo estudar por questões ou teoria?

Segundo o professor Leonardo Murga, o ideal é que você faça os dois: teoria, material, conteúdo e também os exercícios.

Na verdade, há uma importância em igual medida entre você ler o conteúdo e fazer questões. Se você fizer apenas questões, vai estar aprendendo só o que as questões que você passou por cima podem trazer.

Entretanto, se fizer a leitura dos conteúdos somente, não terá a prática sobre como fazer as questões ou entender eventuais pegadinhas que possam ser características de determinadas bancas.

Para o seu sucesso nos concursos públicos é importante utilizar as duas maneiras de forma inteligente e organizada.

Quais os benefícios de estudar por questões?

Estudar questões pode ser um pontapé para aprender a teoria ou fixa-lá. Veja os benefícios:

  • Questões ajudam a verificar se a teoria foi realmente compreendida e decorada.
  • Utilizar questões é uma forma de estudo menos cansativa.
  • Entender como uma determinada banca cobra uma teoria.
  • Estudar por questões funciona como uma revisão.

Como estudar por questões?

Leonardo Murga afirma que o ideal é que você divida o estudo da teoria e a realização de exercícios em diferentes blocos.

Coloque em seu planejamento de estudo um horário específico apenas para a teoria e outro para realizar questões.

Resumindo, é importante que você faça sim a leitura dos materiais, mas que não deixe de fazer os exercícios de fixação dos professores, e também questões extras de plataformas online.

Você precisa mesclar tanto a parte de conteúdo, de evolução do conteúdo, leitura dos materiais e videoaulas com a parte de fazer exercícios.

Como devo realizar um estudo semanal?

O ideal é que, no seu estudo, você foque na teoria primeiro e complete com exercícios ao final do dia.

Aos finais de semana, o professor recomenda utilizar o seu tempo para estudar algo que você não tenha aprendido, além de questões e revisões do conteúdo semanal.

No FD Questões, por exemplo, você tem acesso a mais de 650 mil questões para concursos públicos e pode fazer de qualquer lugar, a qualquer hora.

Na plataforma, você encontra provas anteriores com gabarito e simulados inéditos com gabarito comentado em vídeo funcionando de acordo com a proposta do ensino adaptativo.

Estude com mais de 650 mil questões para concursos

Passo 5 – Técnicas de concentração para manter o foco

Na rotina de estudos, manter o foco é um dos principais desafios dos candidatos a concurso público. No nosso dia a dia, temos diversas distrações que acabam nos tirando do caminho e prejudicam a nossa preparação.

E o foco é justamente aquilo que nos manterá com o estudo correto, harmônico e que de fato construirá a sua aprovação. O ponto de partida, segundo Leonardo Murga, é ter comprometimento.

“Será que você realmente quer estudar para um concurso público? Será que você realmente tem o comprometimento necessário?”, questiona Leo.

Uma meta muito clara é fundamental para ter foco

Na corrida em busca do sonho de se tornar futuro servidor, todo mundo quer o cargo, uma remuneração melhor, passar em um emprego onde possa ter certa estabilidade.

A questão aqui é: será que você está realmente envolvido nessa missão?

Somente querer não é suficiente. É importante que você, além desse querer, tenha a noção de que há um caminho longo até chegar onde quer.

Quando não há essa disposição, ainda que parcial, o foco não aparece.

É preciso ter uma meta, uma razão forte o suficiente para que você não saia da trilha. Dessa forma, você terá mais força para suportar melhor os desafios.

“É assim que se mantém o foco. Você precisará ter bem claro esse motivo maior e entender que o processo é chato, é longo, não é muito justo, porém no final vale a pena”, afirma Leonardo Murga.

O que fazer para manter o foco?

Além de ter uma meta bem clara de onde você quer chegar, existem algumas dicas pontuais mais práticas para ter um foco maior na hora dos estudos. São eles:

  • Evitar o celular e as redes sociais
  • Estudar em um lugar silencioso
  • Não procrastinar
  • Treinar é fundamental para manter o foco
  • Tenha a capacidade de dizer não para convites

→ 6 passos para construir metas para concursos

Passo 6 – Construção de resumos

Uma excelente ferramenta para revisão e aprendizado são os resumos. A partir deles você poderá saber se está realmente dominando o assunto que estudou.

Mas, o professor Leonardo Murga afirma que é preciso entender primeiramente porque precisamos fazer resumos e qual a sua importância.

O que são resumos?

Resumo é um termo bastante amplo. Ele pode ser desde uma anotação em uma orelha de caderno, destaque em determinado livro ou material em PDF.

Também pode ser aquela anotação que você fez dentro do próprio sistema de videoaulas do curso que você contratou.

Enfim, você pode fazer resumo de várias formas. Essas acima são mais simples, mas existem técnicas mais elaboradas, como os mapas mentais (você aprenderá a fazer mais abaixo, no passo 7 desta série de dicas).

Por que é importante fazer resumos?

A importância de fazer resumos é simples.

Com eles, você terá sempre um material para revisão e economiza tempo mais à frente, quando precisar recorrer a algum conteúdo que você já estudou.

“Quem faz resumo acaba sempre não precisando voltar no material inicial de onde você aprendeu o conteúdo”, explica Leo.

Tenha em mente que resumo nunca é desperdício de tempo. Fuja de pensamentos como “não vou fazer resumo, porque resumo me faz perder tempo”.

Caso você precise voltar ao conteúdo que já estudou, terá um desgaste maior procurando a informação da matéria inicial.

Estudar questões também pode ajudar nos seus resumos

Você sabia que fazer exercícios também pode ajudar na preparação dos seus resumos? Isso mesmo.

E isso acontece porque muitos assuntos que aparecem em questões podem não estar presentes no material que você estudou ou que selecionou.

A partir disso, você poderá buscar esse conteúdo e acrescentar no seu resumo. Ele ficará mais completo e direcionado ao que as bancas cobram.

Passo 7 – Mapas mentais

Para o passo 7 de como iniciar seu plano de estudos para concursos, o professor Leonardo Murga separou uma técnica poderosíssima para você aplicar nos seus estudos.

Você sabe que técnica é essa?

É utilizar os mapas mentais. E o mais importante, feitos por você mesmo! Entre os principais benefícios de aplicar essa forma de resumos  é permitir você organizar o conteúdo mentalmente.

Essa é uma técnica que força o estudante a treinar a síntese, ou seja, a capacidade de interpretar e expressar. Além, claro, de ser uma forma de resumir e revisar a matéria.

Mapas mentais para concursos

Como fazer um mapa mental de forma correta?

Leonardo Murga bate na tecla que devemos fazer os nossos próprios mapas mentais. Afinal, ali colocaremos todo o nosso aprendizado da parte teórica.

Confeccionando o mapa, ao consultá-lo posteriormente, saberemos exatamente qual foi o raciocínio utilizado para montar.

Iniciando o seu próprio mapa mental em 3 etapas

1. Pegue um assunto amplo

Pode ser o capítulo do livro que você leu ou algum tópico de uma disciplina importante do edital que você está estudando. Por exemplo, Atos Administrativos.

2. Desmembre esse título mais amplo em subtítulos

No seu mapa, coloque o tema central e puxe as ramificações menores dele. Por exemplo, os elementos dos Atos Administrativos.

3. Explique de forma resumida os subtítulos

Após ramificar os tópicos do tema central para os subtítulos, puxe mais ramificações explicando cada um desses pontos destacados por você.

Por exemplo, explicação e definição desses elementos (de forma resumida).

Aproveite essa técnica para todos os assuntos que você precisar. De fato, inicialmente poderá parecer um pouco mais complexo de elaborar o seu mapa mental.

Mas, com a prática, você perceberá os benefícios de aplicar essa técnica de resumo.

Passo 8 – O que faltou no ciclo?

Como o professor Leonardo Murga explica, o ideal é seguir os ciclos de estudos curtos , puxando de três a três matérias.

Porém, se durante o seu planejamento semanal surgir algum imprevisto, o final de semana deverá ser utilizado para correr atrás do tempo perdido.

Compreenda que na hora de montar o seu ciclo, o final de semana servirá para:

  • Fazer blocos de exercícios
  • Fazer revisões
  • Ter tempo para administrar o que não deu para ser feito ao longo da semana

Colocando essa estratégia em prática, você não permitirá o acúmulo de conteúdos e o atraso do seu cronograma de estudo.

Então, o oitavo passo é sobre você ter a capacidade de resolver os déficits que surgirem durante a semana, nos finais de semana.

Esses imprevistos podem ser por programas e eventos que você precisar comparecer, uma consulta médica ou qualquer outro motivo que impeça de estudar o planejado daquele dia.

Lembre-se, sua vida não precisa parar. Por isso, tenha o seu tempo reservado para lidar com os imprevistos.

Passo 9 – Grande revisão

Para finalizar essas dicas, o passo 9 tem como objetivo organizar tudo que foi aprendido nos passos anteriores.

Por isso, vamos desenvolver melhor a importância do final de semana no seu planejamento.

Durante a semana (de segunda a sexta), você constrói o conteúdo para o seu aprendizado, ou seja, naquelas matérias que você colocou no seu ciclo.

Já no final de semana, você deve priorizar a revisão desse conteúdo que estudou durante a semana. E não esqueça de EXERCITAR tudo que você fez nesse período de segunda até sexta.

Mas pode fazer questões durante a semana?

DEVE. Porém, o seu tempo deve ser destinado a trabalhar teorias. As questões podem ser feitas com calma no final de semana.

Um dos motivos é o intervalo de tempo que você dará do conteúdo, para de fato saber se você entendeu bem a matéria estudada.

Inclusive, você pode utilizar o FD Questões e acompanhar o seu desempenho. O final de semana também é muito bom para praticar simulados.

E, no final do final de semana, é o momento de pensar e estruturar o restante da próxima semana. Lembrando de considerar os prováveis imprevistos, como falamos no passo 8.

Com isso, encerramos a nossa série de passos para ajudar no seu planejamento eficiente para concursos públicos. Bons estudos!

planejamento nota 10


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2 Resultados

  1. Camila Helena disse:

    Olá Muito bom o seu artigo, vou passar a acompanhar seu blog seu conteúdo vem me ajudando bastante, muito obrigada.

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